sábado, 23 de março de 2019

POLÍCIA CHILENA REPRIME PROTESTO CONTRA VISITA DE BOLSONARO

23 de março de 2019





Manifestação ocorrida na noite desta sexta-feira (22) no centro de Santiago, com cerca de mil pessoas, contra a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Chile, foi reprimida pela polícia chilena; a exemplo do que acontece no Brasil, o protesto seguia pacífico 



247 - Segundo o Estado de S. Paulo, manifestação ocorrida na noite desta sexta-feira (22) no centro de Santiago, com cerca de mil pessoas, contra a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Chile, foi reprimida pela polícia chilena. A exemplo do que acontece no Brasil, o protesto seguia pacífico até que os policiais, sem aviso, começaram a atirar bombas e disparar jatos d'água.

Os manifestantes, a maioria militantes dos movimentos feminista, LGBT, sindicatos e partidos de esquerda, reagiram jogando pedras, mas aparentemente ninguém ficou ferido. "Essa brutalidade da polícia é mais um sinal da onda opressiva de extrema direita que está levando toda a América do Sul", disse a estudante Romina Pérez, que usava o lenço verde característico das manifestações feministas pelo direito ao aborto na Argentina.
Além de Bolsonaro, que nos cartazes e montagens geralmente era associado a símbolos nazistas, também foram alvos dos protestos os presidentes dos EUA, Donald Trump, da Argentina, Mauricio Macri, e do Chile, Sebástian Piñera.
Fonte: Brasil 247  por o Estado de S. Paulo












sexta-feira, 22 de março de 2019

COM PROBLEMAS NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA: DÓLAR BATE RECORDE DE R$ 3,90 NO GOVERNO BOLSONARO

22 de março de 2019






Reportagem de Tássia Kastner na Folha de S.Paulo informa que a Bolsa brasileira, o dólar, o risco-país e os juros: quatro dos principais termômetros do mercado financeiro mudaram de direção bruscamente nesta semana. Voltam para os mesmos patamares do começo do governo de Jair Bolsonaro (PSL), reflexo da dúvida de investidores com a aprovação da reforma da Previdência diante da total desarticulação no Congresso. O dólar disparou mais de 2% apenas nesta sexta-feira (22) e rompeu os R$ 3,90 pela primeira vez neste governo. No ano, a moeda sobe 0,67%. O novo nível é distante da mínima de R$ 3,65 registrada no final de janeiro



De acordo com a publicação, não foi por falta de alerta dos especialistas. Eles dizem desde o período eleitoral que a primeira dúvida sobre o comprometimento do governo de Jair Bolsonaro com a reforma da Previdência poderia colocar fim à euforia trazida pela nova gestão. “A piora dos preços dos ativos reflete o aumento das dúvidas, entre investidores, sobre o encaminhamento da reforma da Previdência no Congresso, em um ambiente externo que também se torna mais complexo. Sem reforma da Previdência, fica difícil cumprir o teto de despesas e, com isso, controlar o crescimento da dívida pública”, disse em nota Mário Mesquita, economista chefe do Itaú Unibanco.

Em 93 mil pontos, o nível de fechamento nesta sexta, a Bolsa brasileira volta ao patamar da primeira semana após a posse de Bolsonaro. Na época, o índice Ibovespa, o mais importante do país, batia recordes dia após dia. Depois de ter encostado os 100 mil pontos no começo desta semana, o novo patamar de fechamento é o retrato da decepção de investidores. O Ibovespa encerrou esta sexta a 93.735 pontos, queda de 3,09%. O giro financeiro superou R$ 20 bilhões, acima da média de R$ 16 bilhões do ano e sinal claro de uma liquidação de ativos por parte de investidores. No ano, a alta acumulada é de 6,7%. “A gente foi do céu ao inferno em uma semana”, resume Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais, completa a Folha.



Fonte: O Essencial  por Tássia Kastner da Folha de S.Paulo
















CARLUXO PAVIMENTOU O CAMINHO QUE LEVARÁ À QUEDA DE BOLSONARO

22 de março de 2019





É preciso que se dê os créditos.
Carlos Bolsonaro, o “Tonho da Lua”, faz com o governo do pai o que a oposição está a anos-luz de conseguir


Misto de uma espécie de eminência parda com bobo-da-corte, o Zero 2 causa mais estragos políticos do que qualquer operação espetaculosa da Lava Jato.
Incapaz de avaliar as consequências do que faz, o rapaz consegue gerar uma crise com a mesma velocidade e desenvoltura de um tweet.
E foi com essa arma de alta letalidade, o Twitter, que o prodígio abateu um dos mais fortes aliados do presidente na reforma da previdência.
Rodrigo Maia, o homem com poder de ditar o que se coloca ou não na pauta de votações da Câmara dos Deputados, jogou a toalha naquilo que representa o divisor de águas para a viabilidade política do governo.
Enfurecido com as pressões descompensadas do ministro Sérgio Moro e com a subsequente prisão do sogro, Moreira Franco, a gota d’água se deu com a postagem do Carluxo o colocando na vala comum da velha política.
Não que seja uma inverdade, diga-se de passagem, mas a habilidade de diplomacia da criatura equipara-se a de um selvagem.
Em apoio a Moro e seu projeto “copia e cola” de pacote anticrime, o aspirante a filósofo de botequim postou enigmático: “Há algo bem errado que não está certo”.
Edgar Allan Poe deve ter se contorcido no túmulo.
Mistérios a parte, Maia tratou de pôr as cartas à mesa. Disse, irredutível, que a partir de agora faz parte da “nova política” o que equivale dizer que todas as suas ações se resumem “a não fazer nada e esperar por aplausos das redes sociais”.
E teve mais.
Categórico, afirmou que a total responsabilidade por conquistar votos para a reforma da previdência cabe, exclusivamente, ao presidente Jair Bolsonaro, não mais a ele.
Danou-se.
Sabedores que somos da capacidade do clã Bolsonaro na fina arte do diálogo, não seria absurdo afirmar que o bilhete único que garante a sua permanência no cargo esvaiu-se esgoto abaixo.
Se Jair Bolsonaro não entregar a “encomenda” da reforma da previdência, coisa cada vez mais plausível, absolutamente ninguém o avalizará na cadeira presidencial frente a esse verdadeiro espetáculo do absurdo que se transformou sua gestão.
Ridicularizado mundo afora, não será o establishment que dará seu aval para quem nada lhes dá em troca.
Que os donos do poder aceitem um palhaço na presidência da República, Jair é a prova cabal, mas que isso tem seu preço, logo a família buscapé irá descobrir.
Na desgraça que se avizinha para a monarquia estabelecida atualmente no Brasil, Carlos Bolsonaro possui um papel proeminente.
Ninguém mais do que ele trabalhou tanto para pavimentar o caminho que os levará a ruína.


Fonte: Diário do Centro do Mundo (D. C. M.)   por Carlos Fernandes














quinta-feira, 21 de março de 2019

ERIKA KOKAY TAMBÉM COBRA PRISÃO DE AÉCIO E BOLSONARO

21 de março de 2019




Após Michel Temer ser preso no âmbito da Operação Lava Jato do Rio, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) cobrou detenção do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e do presidente Jair Bolsonaro; "Temer preso? Pq só agora?! E quanto aos bispos do PSDB? Nada? E o @AecioNeves?", questionou; "Prender Temer, hoje, é fácil, quero ver prender Queiroz e a família Bolsonaro!"



247 - Após Michel Temer ser preso no âmbito da Operação Lava Jato do Rio, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) cobrou detenção do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e do presidente Jair Bolsonaro.
"Temer preso? Pq só agora?! E quanto aos bispos do PSDB? Nada? E o @AecioNeves?", disse ela no Twitter. "Os mesmos parlamentares que bateram palmas para prisão política de Lula, salvaram Temer por duas vezes de falcatruas. Agora, novamente se calam diante das gravíssimas denúncias que pairam sobre a família Bolsonaro. Onde está Sergio Moro?", questionou.
Segundo a parlamentar, a "Lava Jato vinha sofrendo vários revezes nos últimos tempos, em crise de credibilidade. Seu maior expoente, Sérgio Moro, resolveu abandonar a toga p/ fazer política no governo Bolsonaro". "Prisão de Temer, neste momento, serve de boia de salvação da operação".
"Prender Temer, hoje, é fácil, quero ver prender Queiroz e a família Bolsonaro!", continuou.



Fonte: Brasil 247  por  Erika  Kokay












terça-feira, 19 de março de 2019

BOLSONARO NÃO ESCAPOU DA FOX NEWS, QUE EXPÔS SUA BOÇALIDADE

19 de março de 2019






Contumaz fugitivo de entrevistas, desta vez Jair Bolsonaro não teve como escapar, e a Fox News, rede associada à Donald Trump, pode fazer suas perguntas ao mandatário brasileiro; a emissora surpreendeu e não aliviou para o "Trump dos trópicos"; fez, a rigor, as perguntas que a imprensa independente brasileira vem se fazendo há meses; desde a ligação com a execução de Marielle Franco até a ligação com as milícias, a repórter Shannon Bream quebrou o protocolo de inércia que a imprensa tradicional brasileira trava com a atual presidência




247 - Contumaz fugitivo de entrevistas, desta vez Jair Bolsonaro não teve como escapar, e a Fox News, rede associada à Donald Trump, pode fazer suas perguntas ao mandatário brasileiro. A emissora surpreendeu e não aliviou para o "Trump dos trópicos". Fez, a rigor, as perguntas que a imprensa independente brasileira vem se fazendo há meses. Desde a ligação com a execução de Marielle Franco até a ligação com as milícias, a repórter Shannon Bream quebrou o protocolo de inércia que a imprensa tradicional brasileira trava com a atual presidência. 

A reportagem do jornal O Globo destaca que "o presidente Jair Bolsonaro comentou aspectos variados de seu governo em entrevista à Fox News transmitida na madrugada desta terça-feira no Brasil, de acusações de possíveis vínculos com um dos acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) ao vídeo de uma cena de escatologia que divulgou no Twitter após o carnaval, passando por Venezuela e imigração nos EUA."

Segundo a matéria, que destacou a exclusividade da entrevista feita pela jornalista Shannon Bream, "Bolsonaro destacou a sua admiração pelo ocupante da Casa Branca e apoiou as suas políticas restritivas para a imigração, incluindo a construção do polêmico muro na fronteira com o México, adotando a mesma retórica de demonização de imigrantes do republicano. Bolsonaro chegou a afirmar que a política imigratória de Trump se relaciona à manutenção da democracia no hemisfério Sul."

Ele disse: "a grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano — afirmou. — Eu gostaria muito que os EUA levassem adiante a atual política de imigração, porque em larga medida nós devemos a nossa democracia no Hemisfério Sul aos Estados Unidos."

Em meio às habituais declarações erráticas e sem nexo, Bolsonaro falou sobre a situação da imigração internacional: "acho justo dizer que os americanos que pensam [positivamente] sobre o socialismo devem olhar para a experiência da França, onde as fronteiras estão abertas para receber refugiados sem qualquer tipo de seleção ou de filtro — afirmou. — E ter fronteiras abertas em minha visão é uma visão absolutamente ruim. Não é uma decisão nada boa. Nós concordamos com a decisão de Trump sobre o muro."

O jornal O Globo relembra o que Bolsonaro esqueceu: "Bolsonaro ignorou o fato de que a França aprovou em agosto de 2018 uma nova lei de imigração e asilo sob a iniciativa do presidente Emmanuel Macron que endurece a obtenção de asilo no país. A nova legislação dificulta inclusive os recursos possíveis na Justiça, além de aumentar de 45 para até 90 dias o período de detenção de imigrantes ilegais."



Fonte: Brasil 247















BOLSONARO RETORNA DOS EUA COM MISSÃO CUMPRIDA: DESMORALIZAR O BRASIL

19 de março de 2019





Na sua primeira viagem internacional de caráter bilateral, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu uma façanha digna apenas de uma seleta lavra de entreguistas

O que FHC demorou oito anos para deixar claro ao governo dos Estados Unidos, o mito não precisou mais do que três dias. E com efeitos consideravelmente mais efusivos e inquestionáveis.
Fruto de uma submissão patológica, o presidente brasileiro levou em sua bagagem a título de oferta, o objeto de décadas de exigências norte-americanas negadas cautelosamente pelo governo brasileiro em função da devida defesa de nossa soberania nacional.
A entrega de bandeja da base de Alcântara localizada em posição estratégica planetária para o lançamento de foguetes de uso comercial e militar representou a oferenda principal do servo sul-americano aos deuses do capitalismo.
A isenção de vistos de entrada para cidadãos norte-americanos, bem como a canadenses, japoneses e australianos sem contrapartida desses países, serviu como ornamentação de fundo para a nossa agora oficializada situação de Estado servil.
E nesse particular é curioso notar a pronta reação dos norte-americanos frente a tamanha deferência tratada por eles como de significância nada mais do que pueril.
Uma vez recebido do governo brasileiro a facilitação de entrada de seus cidadãos, o “agradecimento” do Estado norte-americano veio em forma de um comunicado oficial a seus viajantes para que “exerçam cautela aumentada no Brasil devido ao crime”.
O descaso é jocoso, embora solene.
Nada mais parecia possível em matéria de vergonha diplomática quando em determinado momento em que ambos os presidentes davam a tradicional entrevista nos jardins da Casa Branca, Bolsonaro resolve assumir de vez o seu papel de mera vedete de Donald Trump.
Perguntado sobre como o Brasil iria proceder caso um candidato democrata ganhasse as próximas eleições nos Estados Unidos, o fantoche tupiniquim que jura ainda estar em campanha no Brasil, despiu-se da sua já puída fantasia de presidente e encampou de vez o cabo eleitoral do chefe.
Os pilares das tradicionais relações diplomáticas entre nações estremeceram quando o presidente brasileiro afirmou categoricamente não ter dúvida que o povo americano voltaria a eleger Trump e todo o atraso que ele represente.
Não se tem notícias na história republicana dos Estados Unidos que um chefe de Estado seja lá de qual país tenha declarado apoio formal e incondicional a um candidato específico em suas eleições domésticas.
O princípio basilar que um Estado livre e democrática não dialoga com indivíduos, mas com outro Estado da mesma forma livre e democrático, foi jogado às favas somente para que não se restassem dúvidas quanto a subserviência de um político medíocre a outro.
Ultrapassados todos os limites da decência internacional nos eventos oficiais, ainda deu tempo para a trupe brasileira escarnecer o bom senso ao oferecer um jantar de gala na embaixada brasileira para gente com Olavo de Carvalho e Steve Bannon.
A cena de Bolsonaro sendo ladeado pelos dois à esquerda e à direita talvez só não representou com mais exatidão o desprezo que esse homem tem pelo Brasil e pelo seu povo do que a didática entrevista em que declarou que a maioria dos imigrantes não possuem boas intenções.
Para todos os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e em mais uma infinidade de países e que deram a ele uma esmagadora vitória no exterior, é a adequada resposta a quem abandona a sua nação, não fisicamente, mas sim, patrioticamente.
Jair Bolsonaro é hoje, seguramente, o homem no mundo que mais atenta contra seu próprio país. Nada mais natural, portanto, que humilhe brasileiros e exalte norte-americanos.
Sobretudo os que pegam em armas, naturalmente.


Fonte: Diário do Centro do Mundo (D. C. M.)  por Carlos Fernandes












segunda-feira, 18 de março de 2019

CNN CHILE ACUSA BOLSONARO PELA MORTE DE MARIELLE

18 de março de 2019





A CNN no Chile reforçou que a polícia do Rio "capturou dois policiais militares supostamente assassinos" da ex-vereadora Marielle Franco: Ronnie Lessa, 48, que atirou 13 vezes no veículo, e Élcio Vieira de Queiroz, 46. O canal diz haver "várias pistas que apontam para uma figura altamente conhecida: o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro"



247 - A CNN no Chile reforçou que a polícia do Rio "capturou dois policiais militares supostamente assassinos" da ex-vereadora Marielle Franco: Ronnie Lessa, 48, que atirou 13 vezes no veículo, e Élcio Vieira de Queiroz, 46. O canal diz haver "várias pistas que apontam para uma figura altamente conhecida: o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro".

"O assassino vivia no mesmo condomínio que Bolsonaro. Ronnie Lessa, o ex-policial que atirou, morava no condomínio Vivendas da Barra, no bairro da Barra da Tijuca. Curiosamente, Jair Bolsonaro também tem uma casa neste condomínio, e seu filho Carlos Bolsonaro vive lá, o motorista e figura de proa de Flávio Bolsonaro, Fabrício de Queiroz, e outros conselheiros do filho primogênito do presidente", diz o texto do veículo.
A CNN também ressalta que "a filha do assassino era a namorada de um filho de Bolsonaro". "Outro antecedente que surgiu associado ao anterior é que o filho de Bolsonaro, Jair Renán, de 20 anos, era namorado da filha de Lessa, a assassina. Consultados sobre o assunto, os promotores descartaram que essa informação tivesse importância", continua. "Quem dirigia o carro tinha uma foto com o Bolsonaro", acrescenta.


Fonte: Brasil 247  por CNN no Chile