domingo, 26 de maio de 2019

O PENSAMENTO ÚNICO É INÉDITO NO PAÍS, DIZ JORNALISTA

26 de maio de 2019





O jornalista Lalo Leal afirma que a mídia exerce um papel de sufocamento no país; ele diz: "nem nos golpes contra Getúlio Vargas, em 1954, e Jango, em 1964, vimos a mídia tão unida como agora. E desta vez não é para depor um presidente, mas para arruinar um país. Trato da destruição da previdência social, assumida como projeto prioritário do atual governo e encampada sem restrições pelos meios de comunicação"



Da Rede Brasil Atual - Nem nos golpes contra Getúlio Vargas, em 1954, e Jango, em 1964, vimos a mídia tão unida como agora. E desta vez não é para depor um presidente, mas para arruinar um país. Trato da destruição da previdência social, assumida como projeto prioritário do atual governo e encampada sem restrições pelos meios de comunicação.

Chegam a ser constrangedores os raros momentos em que um convidado de um programa de TV foge da linha oficial da emissora. As expressões dos apresentadores beiram o pânico, a contenção imposta ao entrevistado é evidente e seu nome, com toda certeza, retirado da lista da produção. No entanto esses momentos são raros.

A regra é de que todos rezem pela mesma cartilha. O objetivo é inculcar na população a ideia de que sem implodir os direitos dos trabalhadores, garantidos pela atual Previdência, o país irá à falência. O sucesso dessa estratégia pode ser visto em depoimentos de pessoas, futuras vítimas dessa política, defendendo as pretensas "reformas". Sou testemunha disso.

Se nos chamados programas de debates, que de debates não têm nada, ainda ocorrem descuidos dos produtores, no noticiário a linha oficial é rigorosamente cumprida. Discordâncias podem resultar em demissões. Seria ingênuo admitir a possibilidade de que esses funcionários das emissoras, sem dúvida escolarizados, não conheçam os inúmeros trabalhos existentes mostrando a falácia da tal reforma. Só que uma referência a eles pode representar o fim do emprego. E isso não ocorre só com a TV. Vale para o rádio e para os meios impressos.

Outro exemplo notável do pensamento único veiculado pela mídia brasileira é a cobertura a respeito da situação da Venezuela. Apesar das sucessivas eleições realizadas nos últimos anos, a mídia brasileira decidiu que lá vigora um regime ditatorial e o presidente da República, eleito democraticamente, é chamado de ditador. Inúmeras horas de transmissão de rádio e TV, páginas e mais páginas de jornais e revistas são usadas para desqualificar o governo e exaltar golpistas que surgem periodicamente, impulsionados por interesses externos.

Há casos extravagantes. Correspondentes baseados em Buenos Aires ou Nova York falam sobre acontecimentos ocorridos em Caracas. Revelam muito mais as suas opiniões e as de seus patrões sobre o que ocorre na Venezuela do que informam. Outro dia foi possível saber o que ocorre naquele país, não através desses correspondentes, mas de uma jornalista entrevistada pela FoxNews. Ela surpreendeu o apresentador revelando fatos até então escamoteados pela emissora estadounidense.

Vozes como essa passam longe da mídia brasileira.

Apologia ao crime

Mas o pensamento único não se restringe a esses fatos evidentes. Há questões mais sutis como a da violência, tratada hoje como programa de governo.

Na mídia ela aparece como algo intrínseco à sociedade brasileira, quase sempre desvinculada de suas causas estruturais, pobreza, abandono, desigualdade. Na televisão assume ares de espetáculo mórbido capaz de alavancar índices elevados de audiência. Explorada por apresentadores histriônicos incentivadores de mais violência. Não por acaso gestos simulando armas na última campanha eleitoral foram recebidos com naturalidade por parcela considerável da população.

A possibilidade aberta pelo governo ao permitir o porte legal de armas para quase 20 milhões de pessoas decorre desse longo processo de embrutecimento da sociedade através da mídia. Não se trata de um fenômeno recente. Nos primórdios da televisão, O Homem do Sapato Branco, interpretado por Jacinto Figueira Junior, já apelava para o grotesco no trato de supostos pequenos contraventores.

Nas últimas décadas esse tipo de programa espalhou-se pelo país alçando ao estrelato figuras como Ratinho ou Wagner Montes. Personagens semelhantes apareceram em inúmeras cidades brasileiras enraizando a ideia de que a violência necessita de valentões para combatê-la e, claro, de muitas armas.

Se dessa forma a apologia ao crime disfarçada de informação já era um incentivo à barbárie, com o aval do governo os limites da decência se ampliaram. A Rede Bandeirantes deixou de lado qualquer prurido de sensatez e colocou no ar um editorial apoiando o decreto que praticamente libera o porte de armas no país. Fez isso com dupla motivação: adular um governo do qual depende financeiramente para sobrevier e fortalecer o uso da violência para defender os seus próprios interesses, especialmente no campo.

Para reverter o embrutecimento existente na sociedade brasileira, gerado pelo secular processo de escravização de pessoas sequestradas na África, seria necessário um longo programa civilizatório de cunho político-cultural. Nesse sentido a Constituição de 1988 foi um alento. Apontava-se para uma sociedade mais justa e humanizada. Indicava-se um futuro um pouco mais promissor que passou a ser sistematicamente destruído a partir do golpe de 2016. Com o apoio aberto e incondicional da mídia unificada.



Fonte: Brasil 247   por Rede Brasil Atual













sexta-feira, 24 de maio de 2019

QUEIROZ PAGOU R$ 133,5 MIL EM DINHEIRO VIVO POR TRATAMENTO NO EINSTEIN

24 de maio de 2019





Apontado como arrecadador da "rachadinha" nos salários dos funcionário do clã Bolsonaro, Fabrício Queiroz já pagou R$ 133,58 mil em espécie pelo tratamento que fez no hospital israelita Albert Einstein contra um câncer; foram R$ 64,58 mil pela cirurgia, outros R$ 60 mil para a equipe médica e R$ 9 mil ao oncologista, tudo em dinheiro vivo; na mira do Ministério Público, Fabrício Queiroz teve os sigilos fiscal e bancário quebrados pela Justiça, junto com o senador Flávio Bolsonaro e mais 87 pessoas


247 - Apontado como o arrecadador de parte dos salários de funcionários do gabinete do então deputado deputado Flávio Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz já pagou até o momento R$ 133,58 mil em dinheiro vivo pelo tratamento que fez no hospital israelita Albert Einstein contra um câncer. 

Segundo informações divulgadas pelo seu advogado, Paulo Klien, Queiroz pagou R$ 64,58 mil pela cirurgia, outros R$ 60 mil para a equipe médica e R$ 9 mil ao oncologista, tudo em espécie. 

O ex-motorista alegou que o montante quitado em dinheiro vivo estava guardado em sua casa para amortizar o financiamento de um apartamento na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O dinheiro foi entregue à tesouraria do hospital pela mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.
De acordo com Klein, os gastos estão dentro da capacidade financeira de Queiroz e de sua família, que ganham cerca de meio milhão de reais ao ano. "De toda forma está dentro de um valor razoável e dentro da renda dele e da família, uma vez que dentro de sua capacidade financeira e com recursos próprios e lícitos, considerando que eles ganham R$ 500 mil ao ano", disse o advogado, ao jornal O Globo.

No dia 13, a Justiça do Rio autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabrício Queiroz e outras 87 pessoas. Além do afastamento de sigilo de Flávio e seu ex-assessor Queiroz, também terão suas informações bancárias averiguadas a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, a empresa de ambos, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a mulher do ex-assessor.


Fonte: Brasil 247   por O Globo












quarta-feira, 22 de maio de 2019

GENERAL SANTOS CRUZ DIZ QUE NÃO É A MELHOR HORA PARA MANIFESTAÇÕES PRÓ-BOLSONARO

22 de maio de 2019





A base de apoio do presidente Jair Bolsonaro está dividida sobre as manifestações do próximo domingo (26), convocadas para expressar apoio ao governo em ofensiva contra o Legislativo e o Judiciário. Destacam-se entre os que se opõem o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo e setores do empresariado. O general acha que não é a melhor hora para manifestações



247 - A base de apoio do presidente Jair Bolsonaro está dividida sobre as manifestações do próximo domingo (26), convocadas para expressar apoio ao governo em ofensiva contra o Legislativo e o Judiciário. Destacam-se entre os que se opõem o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo e setores do empresariado. O general acha que não é a melhor hora para manifestações.

Mesmo entre os que apoiam há reservas quanto ao foco.
A jornalista Mônica Bergamo informa em sua coluna desta quarta-feira (22) na Folha de S.Paulo, que uma parte do empresariado que apoia Bolsonaro diz que as manifestações são loucura.
Por outro lado, o empresário Luciano Hang está convocando as manifestações porque começaram a ter por foco a defesa da reforma da Previdência. Até mesmo ele, sempre identificado com posições direitistas, adverte: "As manifestações não têm que ser 'fora' ninguém", diz ele, referindo-se a grupos que pregam o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e até o fechamento do Congresso - aponta a coluna.

Há grande preocupação entre os partidários de Bolsonaro sobre o efeito das manifestações. Um setor teme que pedidos de fechamento do Congresso podem aumentar a tensão política no país. E não são poucos os que temem o fracasso das manifestações, com pouca gente nas ruas, o que seria um atestado da fraqueza do governo Bolsonaro.


Fonte: Brasil 247     por 
Mônica Bergamo












terça-feira, 21 de maio de 2019

DESAPROVAÇÃO DE BOLSONARO JÁ SUPERA APROVAÇÃO, DIZ PESQUISA

21 de maio de 2019





Com 36,2% da população considerando a gestão de Jair Bolsonaro "ruim" ou "péssima" e 28,6% avaliando como "ótima" ou "boa", pela primeira vez a desaprovação do governo superou a aprovação, aponta pesquisa da consultoria Atlas Político, divulgada nesta terça-feira (21) pelo El País



247 - Com 36,2% da população considerando a gestão de Jair Bolsonaro "ruim" ou "péssima" e 28,6% avaliando como "ótima" ou "boa", pela primeira vez a desaprovação do Governo Bolsonaro superou a aprovação, aponta pesquisa da consultoria Atlas Político divulgada nesta terça-feira (21) pelo El País.

Os dados foram colhidos entre 19 e 21 de maio, com 2.000 pessoas recrutadas na internet e amostra balanceada por meio de algoritmo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Em relação a abril, quando completou 100 dias de mandato, a desaprovação do Governo Bolsonaro aumentou cinco pontos. 
"O resultado mostra uma conversão de avaliação regular em ruim ou péssimo. Ou seja, uma intensificação da rejeição entre os que já não estavam gostando tanto assim do Governo. Por outro lado, se você olhar a aprovação, ela caiu menos. Mostra uma certa resiliência da base que ele tem e que parece estar segurando bastante bem", analisa Andrei Roman, diretor do Atlas Político.
"Esta base ainda fiel ao bolsonarismo será posta à prova no próximo domingo, dia 26 de maio, para quando os apoiadores do presidente convocam marchas em ao menos 50 cidades do país. A mobilização não é um consenso na coalizão que ajudou a eleger Bolsonaro, que inclui os movimentos que fizeram campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff, e nem mesmo no próprio partido do presidente, o PSL. 'O que a pesquisa mostra é que ainda existe um percentual grande da população ainda apoia o presidente e eu não ficaria surpreso se há manifestações expressivas a favor do presidente e, dias depois, manifestações expressivas contra ele. É só um resultado da polarização da sociedade que continua', analisa Roman. Para ele, ainda é cedo para dizer se Bolsonaro conseguirá estancar a queda de apoio. "Depende de produzir resultados na economia e na queda do desemprego', diz".


Fonte: Brasil 247  por El País

















COM CAPITALIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA, BANCOS FICARÃO COM 62% DA RENDA DO TRABALHADOR

21 de maio de 2019





Simulação apresentada no Senado, sobre a reforma da Previdência proposta pelo projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL), demonstra o fracasso que ocorreria com o sistema de capitalização que consta da proposta, levando o trabalhador aposentado à miséria; segundo dados da Unafisco, a remuneração dos bancos, prevista pela reforma pode alcançar 62% do valor do patrimônio do empregado



Rede Brasil Atual - Simulação apresentada nesta segunda-feira (20) em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) no Senado, sobre a reforma da Previdência proposta pelo projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL), demonstra o fracasso que ocorreria com o sistema de capitalização que consta da proposta, levando o trabalhador aposentado à miséria.

Segundo dados do diretor de Defesa Profissional e Assuntos Técnicos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro José Silva, o valor das contribuições previdenciárias arrecadadas de empregados e empregadores foi de R$ 423,06 bilhões em 2018. Já a previsão de acréscimo no faturamento médio anual para as instituições financeiras, num sistema de capitalização, pode ser estimado em até R$ 388 bilhões, nos próximos 70 anos.
Silva explicou que o sistema proposto na PEC 6/2019 resultará num valor acumulado pelo trabalhador, ao fim de 40 anos de contribuição, de R$ 275.804,02. Entretanto, a remuneração dos bancos, prevista na reforma, consumiria R$ 105.701,43 dessa quantia, o que equivale a mais de 62% do valor do patrimônio do empregado. Assim, esse trabalhador ficaria com apenas R$ 170.102,58.
No 59º ano, após ingressar no sistema de capitalização, esta porcentagem ultrapassaria os 77%. Um cenário que, segundo Silva, possibilitaria o recebimento de uma aposentadoria no valor de R$ 750, o que equivale a apenas um quarto do total contribuído. "Um sistema sem empregador, e com instituição financeira, é um fracasso. É condenar o trabalhador à miséria", concluiu.
Silva considerou a capitalização um "sistema complicado do ponto de vista do trabalhador". Para ele, além de significar a "transferência de renda" dos empregados para os bancos, essa modalidade não cobrirá benefícios já existentes, como o salário família e o salário maternidade.
A capitalização funciona como uma espécie de poupança: o dinheiro descontado mensalmente do salário de cada trabalhador vai para uma conta individual, e não se mistura com as contribuições dos demais beneficiários. Pelo sistema atual, o de repartição, os pagamentos feitos pelo pessoal da ativa financiam as aposentadorias dos inativos.
Dieese

Economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Juliano Musse disse que o cenário é preocupante. Ele considerou a PEC 6/2019 uma "reforma impositiva" porque, segundo afirmou, a medida não passou por uma prévia discussão com os trabalhadores. Ao questionar quem são os maiores interessados com a reforma da Previdência, Juliano ponderou que outras questões, como o desemprego, a informalidade e a saúde dos trabalhadores que enfrentam doenças crônicas são mais urgentes e deveriam ser o foco do debate. "A reforma é importante, mas desde que não minimize direitos sociais conseguidos com a Constituição de 1988".

O consultor do Senado Luiz Alberto dos Santos frisou que a PEC 6/2019 não é de fácil compreensão. Para ele, o texto apresenta contradições, traz incertezas e tende a gerar custos diferenciados para a empregabilidade das pessoas. Ao ressaltar que os mercados demonstram volatilidade ao longo do tempo, o especialista disse que o regime previdenciário baseado na capitalização pressupõe uma renda questionável, porque dependerá de quanto, efetivamente, aquela aplicação renderá. "No Brasil, nós temos renda média muito baixa. As pessoas não têm dinheiro para destinar a uma sistemática de provisão fora do regime público, e essa é uma diferença fundamental."
Retrocessos

O representante do Coletivo Nacional de Advogados de Servidores Públicos, Guilherme Zagallo, alertou que experiências de privatização da Previdência significaram retrocessos em outros países: estagnação das taxas de cobertura, diminuição do valor dos benefícios e aumento da desigualdade de renda. Para o advogado, a desconstitucionalização da aposentadoria, pretendida pelo Executivo, significa um risco político porque, a cada governo, pode-se criar novas regras para a concessão do benefício.

O advogado mencionou que o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a renúncia de receita que a capitalização causará, desacompanhada da estimativa de impacto orçamentário e financeiro. Ele lembrou que o Brasil já passou por uma tentativa de privatização antes da instituição do INSS, quando houve a unificação dos regimes, mas disse que a medida não obteve sucesso. Guilherme comentou, ainda, que esse assunto tem sido omitido no debate sobre a PEC 6/2019.
"Não fomos bem-sucedidos no passado, em relação à experiência de capitalização. A promessa de melhoria da economia por meio dessa reforma não altera a realidade. É uma bomba social de efeito retardado".
O coordenador do Movimento Legislação e Vida, Hermes Rodrigues Nery, considerou o sistema de capitalização o ponto mais grave da PEC 6/2019. Para ele, as poupanças pessoais são "qualitativamente diferentes" da seguridade social, já que não dispõem de garantia, nem previsibilidade. Além disso, Nery ressaltou que "poupar de maneira suficiente para uma aposentadoria decente é difícil para muitos trabalhadores".


Fonte: Brasil 247    por  Com informações da Agência Senado














segunda-feira, 20 de maio de 2019

JANAINA PASCHOAL DIZ QUE VAI SAIR DO PSL: ‘VOCÊS SÃO MUITO PARECIDOS COM PETISTAS’

20 de maio de 2019




A Jovem Pan teve acesso ao conteúdo de um grupo de WhatsApp de parlamentares do PSL na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

Coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff e deputada estadual mais votada da história do país, Janaina Paschoal (PSL-SP) enviou um vídeo publicado em rede social por Jair Bolsonaro e escreveu:
“E esse vídeo maluco de Messias? O que ele quer com isso?”
(…)
Na conversa de WhatsApp, Janaina Paschoal reclamou da “cegueira” dos colegas e anunciou que tentará deixar a bancada do partido.
“Amigos, vocês estão sendo cegos. Estou saindo do grupo, vou ver como faço para sair da bancada. Acho que os ajudei na eleição, mas preciso pensar no país. Isso tudo é responsabilidade”, escreveu a deputada.
“Saiam da bolha. Vocês são muito parecidos com petistas. Não tem nada a ver com toma lá dá cá. O presidente precisa entender que não será ovacionado pelo povo. A história mostra que essa estratégia não dá certo”, completou Janaina.


Fonte: O Essencial  por Jovem Pan



















domingo, 19 de maio de 2019

ASSESSORES DE FLÁVIO BOLSONARO INVESTIGADOS POR SUSPEITA DE LAVAGEM DE DINHEIRO TÊM UMA FRANQUIA DA KOPENHAGEN EM NOME DELES

Flavio e o shopping Via Brasil
19 de maio de 2019





A quebra dos sigilos bancário e fiscal de assessores e ex-assessores de Flávio Bolsonaro pode revelar muito mais do que a prática da chamada rachadinha, apelido que os políticos cariocas dão a uma modalidade do crime de peculato — no caso, a transferência de parte dos salários pagos com dinheiro público para a conta do filho de Jair Bolsonaro

É que pelo menos dois deles atuam no mesmo ramo de atividade empresarial de Flávio. Victor Granado Alves e Mariana Teixeira Frassetto Granado, que eram lotados no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, são donos da Damas de Chocolate, a pessoa jurídica por trás de franquia da Kopenhagen no shopping Via Brasil em Irajá, no Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro é dono de uma franquia da Kopenhagem em um shopping na Barra da Tijuca.
Pode ser apenas coincidência que ele e dois ex-subordinados atuem no mesmo ramo de negócio, com contratos com a mesma franqueadora, mas é um fato que merece atenção dos investigadores.
Não é exagero suspeitar que Victor e Mariana sejam laranjas de um esquema maior, levando-se em consideração que o Ministério Público do Rio de Janeiro apura indícios de que assessores nomeados por Flávio Bolsonaro tenham sido usados para a prática de lavagem de dinheiro.
Se não houvesse essa suspeita, os sigilos não teriam sido quebrados, inclusive os dos donos da Kopenhagen no shopping Via Brasil.
Se Mariana e Victor Granado eram proprietários de uma franquia, por que precisariam ocupar cargo político?
Mariana chegou a ser nomeada para a assessoria de Flávio Bolsonaro no Senado, mas a portaria de sua nomeação como secretária parlamentar foi tornada sem efeito no dia 28 de fevereiro, depois que o Supremo Tribunal Federal autorizou a investigação no Rio de Janeiro.
No dia 15 de março, ela voltou a ser nomeada no gabinete de Flávio Bolsonaro, desta vez para o cargo de assessora parlamentar.
Victor, sócio de Mariana na Kopenhagen, não foi nomeado para o Senado, mas mantém uma ligação muito próxima com o ex-chefe e também com o pai deste, Jair.
Mesmo quando era funcionário público, ele atuava na defesa de Jair Bolsonaro em processos que não têm nenhuma relação com a atividade parlamentar.
Victor foi advogado de Bolsonaro na ação movida para anular a multa aplicada a Bolsonaro por causa de pesca ilegal em Angra dos Reis.
Ele também defendeu a mulher de Flávio Bolsonaro, a dentista Fernanda, num processo que buscava anular a multa aplicada pela Polícia Militar porque ela se recusou a fazer o teste do bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro.
Bolsonaro e os filhos costumam alardear que são defensores dos valores da família brasileira. Nos gabinetes do clã, irmão e irmãs, pais e filhos, nora e sogra dividem a mesma portaria de nomeação — para não dizer espaço, já que há indícios de que muitos são fantasmas.
Os negócios fora do serviço público também são conectados — vide o cheque de Queiroz depositado na conta de Michelle Bolsonaro.
A investigação do Ministério Público pode revelar que a família a que os Bolsonaros fazem referência seja, na verdade, “famiglia”.



Fonte: Diário do Centro do Mundo (D. C. M.)   por Joaquim de Carvalho