terça-feira, 23 de agosto de 2016

SOB SERRA, ITAMARATY ENTRA EM GREVE GERAL PELA 1ª VEZ EM SUA HISTÓRIA

Postado em 23 de agosto de 2016     por DCM


Servidores do Ministério das Relações Exteriores entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (22). Segundo o sindicato da categoria (Sinditamaraty), as atividades foram paralisadas no Brasil e em postos diplomáticos no exterior. Os trabalhadores pedem equiparação salarial com outras carreiras do Executivo e uma reunião com o ministro José Serra.

O G1 entrou em contato com o Itamaraty e o sindicato dos servidores na tarde desta segunda, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Em nota divulgada no site, o Sinditamaraty afirma que 30% do total de servidores devem seguir trabalhando “pelo princípio da continuidade dos serviços públicos”. O percentual será respeitado em cada posto diplomático, no Brasil e no exterior, diz a entidade.

Mesmo com a manutenção de parte do efetivo, o sindicato prevê prejuízo a serviços como “legalização de documentos, assistência consular e emissão de passaportes e vistos, por exemplo”. Ao longo da semana, o sindicato deve realizar atos em Brasília e em outras cidades onde há embaixadas e consulados.

Luta salarial

Segundo o sindicato, a demanda por melhores salários foi apresentada no início de 2015 à presidente afastada Dilma Rousseff e ao então ministro Mauro Vieira. As negociações começaram em março do ano passado, mas a proposta de 27,9% oferecida pelo governo foi rejeitada pelos servidores em três assembleias, nesse período.

Segundo o Sinditamaraty, o reajuste de 27,9% escalonado em três anos “não corrige a defasagem acumulada desde 2008”. A perda salarial apontada pelo sindicato é de 28,48% para assistentes de chancelaria, o posto mais baixo; 31,88% para oficiais de chancelaria, e 7,11% para os diplomatas.

A presidente do Sinditamaraty, Suellen Paz, afirma no site da entidade que as carreiras de chancelaria recebem os menores subsídios da Esplanada dos Ministérios. Nos últimos meses, os servidores reclamaram de atrasos no pagamento do auxílio-moradia, que tem impacto significativo para quem mora fora do Brasil.


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