segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CUNHA ESCOLHE SEU PRIMEIRO ALVO NO GOVERNO TEMER: MOREIRA FRANCO

Nunca foram amigos, mas agora estão brigando

Não durou uma semana a promessa de silêncio de Eduardo Cunha que avisou, ao ser cassado, que só o quebraria quando lançasse um livro relatando as conversas que teve, e com quem teve, no período que antecedeu sua cassação. Em entrevista ao jornal Estadão, Cunha disse que Moreira Franco, um dos principais aliados do Temer, estaria enrolado em escândalos envolvendo o Porto Maravilha, no Rio. A obra, que consumiu bilhões em recursos do FGTS.
                     
A escolha de Moreira Franco para ser o primeiro de uma série de ataques tem algumas razões peculiares. Teria partido de Moreira, durante uma noitada regada a pizza na casa de Rodrigo Maia, o entendimento de que não valia apena tentar salvar o morto. Cunha, segundo a ótica do sogro de Rodrigo Maia, seria um caso perdido. Na entrevista ao Estadão, Cunha chega a revelar que Moreira deverá cair e que as acusações pode atingir Temer.

Na entrevista, Cunha diz que Moreira estaria envolvido no financiamento bilionário fundo FI-FGTS.

"Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição", disse Cunha ao Estadão.

"Vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo", prevê.

Ainda segundo o deputado cassado, Temer não tem legitimidade para "radicalizar" com a retirada de direitos dos trabalhadores.

Para Cunha, é difícil fazer uma coisa muito radical, no meio de um mandato, com alguém sem a legitimidade de estar discutindo isso debaixo de um processo eleitoral.

Numa inesperada auto crítica, Eduardo Cunha revela que deveria ter sido menos radical ao enfrentar o governo do PT. Deveria, segundo comenta, ter sido mais "Renan Calheiros", o presidente do Senado. "Renan é jogador, é falso, é dissimulado". Para alguns analistas, a análise sobre Renan aponta quem será o próximo alvo.





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