sábado, 31 de dezembro de 2016

CONSERINO, O PROMOTOR, ATACA LULA EM REDES SOCIAIS




Jornal GGN – Cássio Conserino, controverso promotor que indiciou o ex-presidente Lula e Dona Marisa Letícia por “suspeita” de terem sido “beneficiários de vantagens ilícitas” na reforma do fatídico tríplex da OAS, no Guarujá, e na guarda de bens, oferece sua imagem nas redes sociais para mais uma trapalhada.
Conserino usou sua conta no Facebook para atacar Lula, chamando o ex-presidente de “encantador de burros”. Como promotor, Conserino deveria saber que expor suas preferências políticas nas redes é um ato pouco inteligente, já que é público e o expõe como acusador por motivos outros que não a lei.
Lei a matéria do Conjur a seguir.
Do Conjur

Depois de se declarar suspeito para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, usou seu perfil no Facebook para atacar Lula. Em uma foto publicada na rede social, ele chama o ex-presidente de "encantador de burros".
Conserino participava da investigação que, em agosto deste ano, fez com que Lula e sua mulher, Marisa Letícia, fossem indiciados pela Polícia Federal sob a suspeita de terem sido "beneficiários de vantagens ilícitas" na reforma de um apartamento em Guarujá e na guarda de bens do ex-presidente.

No Facebook, promotor ataca ex-presidente Lula, que ele investigava.
Na denúncia apresentada em São Paulo à época, paralelamente a outra investigação no Paraná, os promotores Conserino, Fernando Henrique Araújo e José Carlos Blat afirmam que Lula, seu filho Fábio Luís e Marisa Letícia lavaram dinheiro ao ocultar a posse do apartamento.
Disseram ainda que essa seria apenas uma de várias irregularidades envolvendo a empreiteira OAS e a Bancoop. Os promotores afirmaram que uma série de pessoas foi lesada quando a cooperativa transferiu imóveis para a empreiteira. Quando a construtora assumiu as obras, alguns cooperados foram cobrados por valores não previstos inicialmente.
De atuação polêmica, Conserino já teve a postura criticada até mesmo por juízes, após acusar uma magistrada de ter feito "acordos ilícitos" para aceitar uma denúncia sobre supostas irregularidades envolvendo a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), mas sem incluir Lula entre os réus.
Ele e outros promotores já foram à Justiça inclusive contra o sigilo de fonte de jornalistas, após serem tachados, em reportagem, como patetas. Eles alegam que tiveram a honra ofendida ao serem "ridicularizados" em notícia publicada pelo jornal.
A reportagem em questão foi publicada no dia 12 de março, três dias depois de o MP-SP denunciar e pedir a prisão de Lula, sua mulher e outras 14 pessoas por crimes envolvendo lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao ocultar bens, como o famoso triplex em Guarujá.
No início de dezembro, os promotores Conserino e Araújo alegaram motivos pessoais para se declararem suspeitos e deixarem o caso.



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