terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O PATO VAI DELATAR: MARKETEIRO DO PATO DA FIESP ASSINA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA

Publicado em 24 de janeiro de 2017

Criador do Pato da FIESP, assinou acordo de delação premiada e vai entregar geral, o criador do famoso pato do Impeachment de Dilma vai abrir a boca como mostra o Jornal do Brasil ( leia aqui) ele foi também marqueteiro de Aécio, Cabral e da Fetransport. Como mostra a matéria abaixo do Tijolaço do jornalista Fernando Brito


Nestes tempos em que marqueteiro virou objeto de interesse político, é bom juntar as informações que já deu, nos tempos de sua coluna na Veja, o insuspeitíssimo Lauro Jardim sobre a Agência Prole, de Renato Pereira, que pariu o milionário pato plagiado da campanha pró-golpe da Fiesp.


Em março de 2010, Jardim noticia que a “PPR (Prole, que trabalhou na campanha de Sergio Cabral em 2006)” foi uma das vencedoras na escolha das agências que atenderiam o Governo de Sérgio Cabral.

E também de Eduardo Paes.

De novo, transcrevo Jardim:

Eduardo Paes acaba de nomear como coordenador de Comunicação Social da Prefeitura do Rio de Janeiro um diretor da agência de publicidade que tem a conta do seu próprio governo.

Fabiano Leal deixou a Prole para administrar, entre outras coisas, pagamentos à sua antiga empresa. A Prole foi a responsável pela campanha à reeleição de Paes no ano passado.

A assessoria do prefeito informa que não vê conflito de interesses na nomeação e que Fabiano foi escolhido pelo seu “reconhecido trabalho em importantes agências de publicidade”.

E trabalhava também para – expressão de Jardim – “a notória Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor).”. Até que o episódio do casamento luxuoso da filha do empresário Jacob Barata, “rei dos ônibus”, em plena onda de manifestações contra o aumento dado por Paes e Cabral às passagens, acabou em tragicomé diante do Copacabana Palace. Com direito a PM, tiros, bombas e notas de R$ 20 lançadas sobre os manifestantes que foram acabar com a festa…

Enquanto isso acontecia, a Prole proliferava em sua primeira experiência “aviária”: fechou contrato, em março de 2013, com os tucanos para fazer a campanha de Aécio Neves. Que durou até dezembro, quando – sempre segundo Jardim – o dono da Prole, Ricardo Pereira tentou “cabralizar” Aécio Neves.

Assim como João Santana, a Prole de Pereira também lançou-se em ousadias internacionais. Na Venezuela, com Henrique Caprilles, o candidato que perdeu a eleição para Nicolás Maduro. Pereira estava lá quando Aécio e a sua diplomacia trapalhona estiveram em Caracas, diz Jardim.

E, finalmente, o grande momento, aquele em que a Fiesp comprou o pato da Prole: ganhou a conta da instituição, em

A Fiesp tem uma nova agência de propaganda para cuidar da conta do Sesi/Senai em São Paulo – uma conta, aliás, gorda, de 38 milhões de reais por ano. Quebrando uma tradição, a agência não será paulista. A vencedora da concorrência é a carioca Prole.

Assim, Paulo Skaf junta a fome com a vontade de comer. Vai repetir o que fez nos últimos anos, quando Duda Mendonça foi o seu marqueteiro político e dono da conta da Fiesp.

Agora, Skaf contrata a Prole, cujo dono, Renato Pereira, é um marqueteiro de vasto currículo – já fez as campanhas de Sergio Cabral, Eduardo Paes e Henrique Caprilles, na Venezuela, por exemplo.

Pereira e Skaf já tiveram várias conversas preliminares nas últimas semanas. O anúncio oficial de que Pereira será o seu marqueteiro, porém, ainda demora um pouco.

Como se vê, o pato é político desde o ovo.













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