sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

SINTRAP DENUNCIA PRÁTICA DE PUNIÇÃO A TRABALHADOR DA SAÚDE




DENÚNCIA

Nas relações de exploração muda o grupo opressor, mas as ações são as mesmas: mantém-se a exploração e o controle dos trabalhadores. Com mãos de ferro, os Coutinhos dominaram por 12 anos. Os Gentis/Marinhos seguem o mesmo padrão.

No primeiro dia de governo tomou medidas para aprofundar a exploração e punir os trabalhadores que resistem.

Um fato ocorrido na Maternidade Carmosina mostra a verdadeira cara do “A Saúde que a gente quer já começou.” No dia 03/01/17, a trabalhadora Maria Auricélia foi informada pela diretora da Maternidade que não fazia mais parte da equipe, que havia recebido ordens do Governo Municipal para que a disponibilizasse para a Secretaria de Saúde.

A Diretoria do SINTRAP, esteve em reunião com a diretora da Maternidade no dia 11/01/17, para esclarecer os motivos da transferência, posto que, a medida ocorreu sem qualquer documentação. A diretora tentou justificar que se tratou de um acordo com a Direção do Hospital Infantil, mas confirmou o recebimento da ordem de disponibilizar a servidora Maria Auricélia para a Secretaria de Saúde.


A realidade é outra! Trata-se de punição à funcionária que resiste à exploração que ocorre naquela Maternidade (enquanto a média é de 06 pacientes por cada técnico(a), na Carmosina chega a ser 17 mães por técnico(a),  com uma média de 10 a 17 crianças (RN) por técnico(a); e que denuncia os procedimentos irregulares habituais que colocam em risco a vida das pacientes e crianças (ex. aplicar medicamentos sem prescrição médica).

Por isso, o Sindicato protestou junto à diretora, esclarecendo que todo ato administrativo, com a remoção de trabalhadores, deve ser escrito e motivado. E o motivo tem que ser sempre o de interesse público e não o do governante de plantão. Após o protesto, a diretora se dispôs rever a transferência, trazendo a servidora de volta para a Carmosina, mas a mesma optou por permanecer no Hospital Infantil.

Estas ações do Governo devem demonstrar aos trabalhadores a necessidade de construir a resistência coletiva em cada loca de trabalho. Somente assim poderemos frear a opressão e conquistar condições dignas de vida. Pois, a punição contra um trabalhador tem o objetivo de intimidar a todos. Assim, a resposta precisa ser de todos.

SINTRAP

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