sexta-feira, 7 de abril de 2017

GOVERNO PIORA META DE DÉFICIT PRIMÁRIO PARA 2018, A R$ 129 BI

O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reais no ano que vem. (Marcelo Sayão/EFE/VEJA)

7 de março de 2017



A proposta do governo, se confirmada pelo Congresso, representará o quinto ano em que a União gasta mais do que arrecada

A equipe econômica vai propor um orçamento com déficit de 129 bilhões de reais para o governo federal em 2018. O montante representa um aumento em relação aos 79 bilhões feitos em estimativa anterior. O anúncio foi feito nesta sexta-feira em entrevista no Palácio do Planalto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o do Planejamento, Dyogo Oliveira. O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reais no ano que vem.


Será o quinto ano em que a União fecha com as contas no vermelho, gastando mais do que arrecada. A meta estabelecida para 2017 também é de déficit, de 139 bilhões de reais. O governo, porém, anunciou em março um corte de 58,2 bilhões por avaliar que não conseguiria chegar a esse resultado.  Em 2016, o resultado negativo foi recorde, de 154 bilhões de reais.
O déficit para o governo federal, chamado de governo central, inclui  Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Já a previsão para 2018 do rombo no setor público consolidado, que inclui estados, municípios e estatais, é de 131,3 bilhões de reais. Essa conta inclui um déficit de 3 bilhões de reais para estatais federais e superávit de 16 bilhões de reais para estados e municípios. Tanto o rombo do governo central como o do setor público equivalem a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para o período.

Segundo o governo, a revisão para um déficit maior era considerada necessária para garantir credibilidade à política fiscal diante do cenário menos favorável de receitas do que o estimado inicialmente. Quando a meta indicativa de déficit em 2018 foi divulgada, em julho de 2016, a previsão de crescimento era de 1,6% neste ano – o que não vai ocorrer, pois o próprio governo já espera alta de 0,5% – e de 2,5% no ano que vem – expectativa que foi mantida.
“As previsões decorrem de efeitos da crise de 2016, 2015 na economia. São efeitos defasados, principalmente na arrecadação”, disse Meirelles, segundo quem “há um compromisso de reduzir o déficit de 2018”.
(Com Estadão Conteúdo e Reuters)



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