sábado, 2 de setembro de 2017

DEPUTADOS QUEREM PRISÃO DE BETO RICHA APÓS DENÚNCIA

       2 de setembro de 2017



O deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição na Assembleia Legislativa, sugeriu a prisão do governador Beto Richa (PSDB) e deputados após vazamento de delação apontando o tucano como beneficiário do desvio de R$ 20 milhões da construção de escolas no Paraná. Para o parlamentar, “os crimes revelados são passíveis não apenas de cassação de mandatos, mas de prisão por corrupção e fraude eleitoral”.


“As declarações do dono da Valor ao MPF são extremamente contundentes. Se forem comprovadas, estaremos diante de um esquema de corrupção com a participação do governador Beto Richa, o que pode gerar uma grave crise institucional. Os crimes revelados são passíveis não apenas de cassação de mandatos, mas de prisão por corrupção e fraude eleitoral”, disse Veneri, defendendo que seja realizada uma investigação “rigorosa e transparente”, declarou o líder oposicionista.

A opinião de Veneri vem à lume diante da delação premiada do dono da Construtora Valor Eduardo Lopes de Souza, no âmbito da Operação Quadro Negro, ao Ministério Público Federal (MPF). O delator diz ter provas de que o governador Beto Richa é protagonista de um dos maiores escândalos de corrupção da história do Paraná.

Lopes é acusado de ter recebido dinheiro para construir e reformar escolas estaduais cujas obras não saíram do papel. O dinheiro, segundo o MPF, era repassado para campanhas de “demotucanos”.

Souza confirmou ao MPF que recursos desviados de obras em escolas estaduais abasteceram a campanha de reeleição de Richa em 2014. O empresário disse também que o então diretor da Secretaria de Educação (SEED), Maurício Fanini, participou de uma reunião na casa do governador 45 dias antes da eleição de 2014 para discutir caixa dois. Além de Richa, Lopes também mencionou deputados estaduais do PSDB e DEM nos depoimentos, acusando-os de receber propina.

De acordo com Souza, Fanini queria levantar R$ 32 milhões para “fazer a campanha” do tucano. Para vencer as licitações da SEED, o empresário foi orientado a apresentar propostas com “descontos agressivos”. Após vencer as licitações das obras nas escolas, os contratos da Valor com o governo receberam sete aditivos, que somaram R$ 6 milhões, valores que foram pagos à construtora por meio de decretos assinados por Richa.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, há dois anos, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná na época.



Fonte: Blog do Esmael












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