terça-feira, 2 de janeiro de 2018

FOLHA TRANSMITE CHANTAGEM DE EDUARDO CUNHA AO JUDICIÁRIO: RATOS SE ENTENDEM PRO RÉVEILLON?

3 de janeiro de 2018




Segue fazendo estragos a exposição que fizemos no Duplo Expresso do arranjo Judiciário/ Eduardo Cunha para que esse não permanecesse preso, mas sim... hmmm... “clandestino”, digamos, Brasil afora. Mais: “clandestino” – i.e., (apenas!) sem poder ser visto circulando por aí – também por tempo reduzido.


A coluna de Jânio de Freitas de hoje, 31/12!, na Folha de São Paulo veicula, sem muita sutileza, uma certa “notinha” que teria vindo diretamente do... “cárcere” (sic!).

O conteúdo?

– Nova ameaça de Eduardo Cunha ao Judiciário: a revelação da – muito bem escondida até aqui – corrupção de juízes e procuradores.

A fonte de Jânio?
– “Amigos do ‘preso’”.
(que não está preso!)

Não me atreveria a querer dar lição a esse decano do jornalismo político brasileiro, a quem tanto aprecio e admiro. Mesmo porque há evidente interesse jornalístico no conteúdo da tal “notinha”.

Entretanto, há que se manter sempre o cuidado para não se deixar pautar pela fonte, certo?
Bem...

Se já é assim em circunstâncias normais...

Que dirá quando a tal da “fonte” é não outro que...
- ... Eduardo Cunha!

- Que tenta, assim, manter a chefia 
da Lava Jato!

(conquistada, também, com chantagens e dossiês!)

Correto?

Para sair dessa posição... hmmm... “imprudente”, digamos, bastaria, creio eu, contextualizar o surgimento dessa ameaça.

“Qualificá-la”...


Fazer “ressalvas”...

Como?

- Ora, simplesmente pintando o quadro (mais) completo: informando os leitores sobre o que, no noticiário, a precedeu. Ou seja, informando o público sobre a que Eduardo Cunha reage (agora) com mais uma tentativa de chantagem.

Pois eis que, para nossa decepção, a tal “imprudência” do veterano Jânio de Freitas parece ter feito escola na blogosfera “progressista”. Com a mesma “leviandade” observada nas páginas da Folha, blogs do “nosso” campo resolveram repercutir – de novo: acriticamente! – nesta manhã de véspera de Ano Novo!, o tal “recado” que Eduardo Cunha fez passar.

Mais uma vez nossos colegas de blogosfera agem como se a pauta que provocou essa reação de Cunha, trabalhada até aqui solitariamente pelo Duplo Expresso, não tivesse existido. Como se as ameaças de Cunha – feitas em pleno 31 de dezembro! – fossem espontâneas... sem quaisquer antecedentes.

Ora, calculista e frio, Cunha pode ser acusado de muitas coisas... menos de agir gratuitamente!

Perguntas:

- Por quê, apesar da enorme repercussão, segue o embargo à pauta “Eduardo Cunha – ‘preso’ clandestino” – não só no Cartel Midiático mas também na blogosfera “progressista”?

- Por que segue também, em ambos, o embargo à pauta “
fraudes na ‘investigação’ (sic) Lava Jato/ Odebrecht”?

- E isso às vésperas do (decisivo!) 24/1/2018?!

Bem, à guisa de (ensaio de) resposta, prefiro pensar na hipótese “orgulho ferido”/ “mentalidade de clubinho”/ "antiguidade é posto". Isso porque a alternativa poderia significar que a influência de Eduardo Cunha – por vias... hmmm... “incidentais”, digamos – seria ainda maior do que a de que suspeitávamos até aqui.

Mais que isso: significaria que o engajamento do lado de "cá" na defesa de Lula para o dia 24/1 não seria lá tão profundo assim.

Fatos:

(1) Eduardo Cunha e a Lava Jato – de Curitiba a Brasília – haviam feito um “acordão” no estilo “uma mão lava a outra”. “Acordão” esse que viemos a implodir, expondo-o – e, assim, inviabilizando o cumprimento (por ora!) do que fora prometido a Cunha pelo Judiciário.

(2) A sorte de Lula no dia 24/1 – estranho a essas tratativas –  NÃO estava contemplada nos termos desse “acordão”. 

Ou melhor: ficaria a cargo da resultante, na fatídica data, das “suscetibilidade” dos três desembargadores do TRF-4 versus "pressões" sofridas.

Ora!

Veicular – acriticamente! – a ameaça de Eduardo Cunha ao Judiciário, servindo de mero moleque de recados do “chefão”, equivale a AJUDA-LO no esforço de costurar “novos termos” com os togados!


E isso depois da – trabalhosa, arriscada e desgastante! – implosão da “minuta” anterior do "acordão", que levamos a cabo no Duplo Expresso. Não sem “traumas”, como muitos sabem.

Tais “novos termos”, mais uma vez, não contemplariam nem os interesses de Lula no TRF-4, nem, por tabela, os da parcela (majoritária!) da cidadania brasileira: aquela que quer exercer o seu direito de em Lula poder votar para a CHEFIA DO EXECUTIVO federal em 2018.

(e não apenas para a chefia de Estado, Gilmar!)

Que a Folha de São Paulo não queria passar recibo – digo, recibo expresso – de estar sendo pautada pelo Duplo Expresso já era de se esperar...

Mas a blogosfera também?

Por que, “colegas”??

Malgrado a “má vontade” das respectivas “moderações”, sugiro que sigam fazendo essas perguntas nas seções de comentários dos “colegas”.

Se não pelo Brasil e pelos brasileiros, que reconsiderem o "embargo editorial" apenas em vista do crescente "online shaming", a exposição online
 vexatória por que passam - por escolha (?) própria (?).

Íntegra da tentativa de chantagem de Eduardo Cunha veiculada na Folha de São Paulo, pela pena de Jânio de Freitas (!)

(perdida no meio de outras “notinhas” de menor importância)



Janio de Freitas

FOLHA DE S.PAULO

[Romulus: Que que é isso, Jânio!

Até o título é de bilhete de chantagem de filme B, minha gente!]

Para um ano que promete grande fermentação, janeiro quer se mostrar à altura, senão mais, do que seus sucessores. Sem sequer esperar pelo julgamento de Lula no dia 24, uma promessa de reabertura da velha tradição das nossas eleições. Antes disso, dois casos insinuam superar a mesmice em que caíram os alto-falantes das Lava Jatos curitibana e carioca – exceto só os R$ 50 milhões batidos que a Odebrecht e a Andrade Gutierrez informaram haver pago a Aécio Neves, quando governador de Minas.

[Romulus: Que que é isso, Jânio! (2)

Mais espaço para chantagem?


A crítica de que o Judiciário não recebeu as atenções da Lava Jato cresceu desde que o poder político do Estado do Rio se tornou alvo. Pois agora, um dos mais graúdos e mais conhecedores dos subterrâneos do seu meio, preso sem esperar complacências, revelou a amigos a disposição de abrir a cortina do Judiciário. Iniciativa que criaria na Lava Jato uma etapa diferente de tudo o que houve até aqui. A sensibilidade do Judiciário é muito maior que a dos demais poderes, não sendo necessário grande número de acusações para irradiar uma crise. Além disso, cada figura atingida, com veracidade ou não, como é do método da Lava Jato, em princípio desfruta das condições materiais para mover seus interesses em tribunais, quer dizer, é sempre alguém de notoriedade. O que inclui Brasília.
[Romulus: 😵 😵 😵]

Ainda no Judiciário, o confronto envolvendo o juiz Glaucenir Oliveira, de Campos (RJ), e naturalmente Gilmar Mendes, transborda esquisitices. Esse juiz, dado a incidentes, fixado em demolir Anthony e Rosinha Garotinho, surgiu nas redes em uma gravação de acusações gravíssimas e insultos muito fortes ao ministro. No que disse de mais barato, o ex-governador pagou a Gilmar pelo habeas-corpus para tirá-lo da prisão. "Uma mala grande", diz Oliveira ter ouvido de "gente de dentro". Versão mais do inverossímil, tanto pelo pagador como pelo recebedor.

Mas por que a caça, não de agora, ao ex-governador? 

Até delegado da Polícia Federal já se complicou nesse tiro ao alvo. "Briga de grupos políticos". "Disputa de domínio religioso". "É um esquema para tirar Garotinho da disputa pelo governo do Estado". Tudo isso, e mais alguma coisa, é possível. Mas não explica a ausência da PF na apuração de atos, inclusive de aparência oficial, que ferem liberdades democráticas em geral e, em particular, direitos político-eleitorais.

Divulgada a gravação de ataque a Gilmar Mendes, seu imediato pedido de ação da PF resultou na informação de que a autenticidade da voz do juiz seria logo verificada. Investigação em sigilo, vá lá, porém em mais de uma semana não se teve notícia do que levaria apenas minutos. Com várias reputações em jogo.

O texto de solidariedade ao ministro, por dez integrantes do STJ, parece feito para evitar que a pedra posta sobre o assunto se transforme em lápide. E, conquanto não seja pouca a opinião de que Gilmar Mendes provoca reações crescentes, está sendo articulado o afastamento do juiz Glaucenir Oliveira. O que resolve um lado do problema, mas não o outro. A cúpula do Judiciário mais se divide do que se recompõe.

[Romulus: Uma “recomposição da cúpula do Judiciário” é sempre benigna, Jânio?
Independentemente dos termos deliberados?
E independentemente dos interesses dos de fora?
No caso, dos de 206 milhões desses?]


Fonte:  Por Romulus Maya
























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