segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O SINTRAP CHAMA OS TRABALHADORES PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A LUTA X OS QUE IMAGINAM SEREM DA ELITE


15 de janeiro de 2018





"Eu, quando trabalho Marx em sala de aula, puxo para o estudo da "ideologia alemã" e esse ano tive uma necessidade imensa de voltar a trabalhar o Capital.

É inadmissível que tenhamos uma geração inteira que não compreende a importância da luta, que não se reconhece como proletariado, que não percebe que é explorado.


O seu diploma, a sua Pós, não te faz membro da elite. Você não é diferente do gari, da empregada doméstica, do pedreiro. Você apenas vive numa grande ilusão social.

Elite não parcela a compra de um carro em 60 meses, a casa em 20 anos.

Elite não utiliza o FGTS para se sustentar, em caso de desemprego, muito menos, precisa de seguro desemprego. Elite não conta moedas no final do mês e não briga em aniversário de mercado pelo litro de óleo.

Não importa se você tem um cargo de chefia com carteira assinada numa grande empresa ou é um microempresário que precisa, volta e meia, de empréstimos para manter sua empresa. A diferença entre você e a auxiliar de serviços gerais, que você despreza porque limpa o banheiro da sua empresa, é que ela tem consciência da exploração em que vive.

A luta, a GREVE, não é algo de esquerdopata, de petralha. A luta é um DIREITO legítimo do trabalhador, para manter a sua dignidade, num sistema opressor como o sistema neoliberal.

Mas, você só luta pelo seu lugar na pirâmide. Não tenha dúvida, você está bem na base da pirâmide.

Entenda que se você está criticando aqueles que estão lutando pela manutenção de um direito seu, só demonstra o quanto você está alienado.

Afinal de contas o capitão do mato também era explorado e escravo."


Você professor(a) que não vem pra luta junto com os outros professores cobrar do prefeito o abono, que é um direito nosso e não uma bondade de quem nos explora, por que se acha da elite ou por que ainda não compreendeu que a luta garante nossos direitos?  (crivo nosso)



Texto que Fernanda Teles, Professora de História, postou no seu Facebook.







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