quarta-feira, 23 de maio de 2018

JUIZ DETERMINA LIBERAÇÃO DE 6 RODOVIAS FEDERAIS E AUTORIZA USO DA FORÇA

23 de maio de 2018





Atendendo a um pedido da União, o juiz Marcelo Pinheiro, da 16ª Vara Federal do Distrito Federal concedeu reintegração de posse de seis rodovias federais e a imediata liberação do tráfego, autorizando "medidas indispensáveis ao resguardo da ordem e, principalmente, para segurança das pessoas afetadas com o movimento paredista"


247 - Atendendo a um pedido da União, o juiz Marcelo Pinheiro, da 16ª Vara Federal do Distrito Federal concedeu reintegração de posse de seis rodovias federais (BR-040, BR-050, BR-060, BR-070, BR-080 e BR-251), bloqueadas por causa de protestos de caminhoneiros. O magistrado determinou a imediata liberação do tráfego, autorizando "medidas indispensáveis ao resguardo da ordem e, principalmente, para segurança das pessoas afetadas com o movimento paredista".

Pinheiro também autorizou o uso de força policial "para assegurar que, durante a intimação dos requeridos e desobstrução das rodovias, não sejam praticados atos ilícitos ou depredatórios".
De acordo com a União, o bloqueio de rodovias impede, inclusive, que caminhões-tanque da empresa BR-Distribuidora, subsidiária da Petrobras, entreguem combustível no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, o que coloca em risco o serviço aéreo nacional.
Desde o início da política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras aumentou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, alta de 56,5%, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488.
Confira a decisão judicial:
Leia abaixo trecho da decisão do juiz Marcelo Pinheiro:
Defiro o pedido liminar para assegurar a imediata liberação do tráfego nas rodovias indicadas na inicial, mediante a adoção das seguintes medidas:
a) expedição de mandado de reintegração de posse aos líderes do movimento e os demais participantes da manifestação, para que se abstenham de obstruir totalmente as rodovias federais e de praticar quaisquer atos que possam impedir o tráfego integral de veículos;
b) autorizo a União, por intermédio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal, para que adote as medidas indispensáveis ao resguardo da ordem e, principalmente, para segurança das pessoas afetadas com o movimento paredista (pedestres, motoristas, passageiros e os próprios participantes do movimento), concernente aos trechos das rodovias federais que são objeto de interdição.
c) autorizo, desde logo, o uso de força policial para assegurar que, durante a intimação dos requeridos e desobstrução das rodovias, não sejam praticados atos ilícitos ou depredatórios.

Para refletir: Houve mudança da escravidão negra para esta tal “liberdade?”

Durante a escravidão negra, quando os escravos negros se reuniam para não trabalharem, porque assim não aumentaria o lucro do patrão, o “senhor” de engenho ordenava os capitães do mato que os procurassem e castigá-los, para que os outros escravos não tomassem as mesmas atitudes dos castigados.

Já em nossa “liberdade” os escravos não são só os negros, mas todos os trabalhadores nas mais diversas profissões que deixem seus despenhos nas produções de riquezas da burguesia, porém, quando uma categoria está sendo mais exploradas que as demais em um certo momento, entra em greve para buscar seus direitos garantidos em Lei, os patrões se queixam ao judiciário e este imediatamente jugam a greve irregular e ordena a polícia a cometer agressões aos “bandidos”, porque neste momento não há trabalhadores reivindicando seus direitos e sim vândalos que atrapalha a sociedade.

Por que será que o judiciário se acha acima do bem e do mal, que manda prender, espancar, jogar bombas lacrimogênias, spray de pimenta em pais e mães de famílias, se seus salários são pagos por estes trabalhadores?

(Crivo nosso)   


Fonte: Brasil 247

















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