segunda-feira, 4 de junho de 2018

POLÍTICA DE PARENTE NA PETROBRAS CAI POR TERRA

4 de junho de 2018





Dois dos pilares da gestão de Pedro Parente à frente da Petrobrás e que levou a empresa e o país ao colapso estão com os dias contados: direção da empresa já sinalizou ao governo que abrirá mão da política de reajuste diário da gasolina e o programa de privatização das refinarias está inviabilizado. Parente pretendia entregar ao setor privado 60% de quatro refinarias, o que levaria à privatização de 25% do mercado de refino do país. Mas a operação era baseada na garantia de altos lucros gerados com a política de reajustes diários e escorchantes nos preços dos combustíveis, que se inviabilizou. Ainda falta reverter a entrega do pré-sal para as petroleiras internacionais. 


Segundo o professor do Instituto de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Hélder Queiroz, "a Petrobras, ou o próprio governo, já deve ter se dado conta de que está suspenso o processo de reestruturação no refino. Dado inclusive que é um ano eleitoral e o governo só tem mais seis meses, a decisão de investimento ficou realmente impactada".

O programa de privatização foi lançado por Parente num evento na ocorrida na sede da FGV, no Rio, para uma plateia formada basicamente por executivos de petroleiras privadas. Na ocasião, o então presidente da Petrobras garantiu a permanência da política de preços de combustíveis alinhada aos preços internacionais e com reajustes diários. Foram ofertadas ao mercado quatro refinarias na bacia das almas: Rnest (PE), Rlam (BA), Repar (PR) e Refap (RS).

Em que pese o discurso oficial da empresa, do governo e da imprensa governista de que "uma mudança na periodicidade de reajustes da gasolina" será feita "desde que preservados os pilares defendidos pela atual diretoria" (leia aqui), o fato é que com a queda de Parente, a visão privatista da política de preços foi derrotada -até mesmo um líder tucano como o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros qualificou-a de "irresponsável."


Só mais um lembrete sobre Pedro Parente:




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Fonte: Brasil 247














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