terça-feira, 4 de dezembro de 2018

JUSTIÇA DO TRABALHO SERÁ DEGOLADA APÓS ESQUARTEJAMENTO DO MT

4 de dezembro de 2018




Nunca minha revolta foi tão grande como contra a decisão do governo eleito em matar e esquartejar um senhor de 83 anos de idade- o ministério do Trabalho, criado por Getúlio Vargas para harmonizar o capital e o trabalho

Dizer que a função do MT é apenas dar carta sindical é coisa de imbecis, é mentira deslavada. A Constituição brasileira não determina isso. Para constituir um sindicato basta que os fundadores o registrem em cartório.
 As atividades fundamentais do MT são amplas e variadas, sendo a mais abrangente delas gerir a política de geração de emprego e renda no país e garantir um ambiente positivo na relação entre empresariado e trabalhadores.
Outra missão importante do MT é fiscalizar e controlar as relações de trabalho, permitindo, por exemplo, que se fiscalize as condições subumanas de trabalho que ocorrem em grande escala no país.
Essa atividade do MT garantiu que mais de 50 mil trabalhadores fossem libertos do trabalho escravo no Brasil.
O apoio ao trabalhador por meio do registro profissional, do seguro desemprego, dentre outros são apenas algumas das centenas de funções do MT, assim como a garantia de segurança e saúde ao trabalhador, ou da política de imigração, que trata das pessoas que vem de outros países para trabalhar no país.
 A missão do novo governo é acabar com os órgãos de defesa do trabalhador para retirar qualquer empecilho ao capital internacional para sugar o povo brasileiro.
Daí o retalhamento do ministério. O setor que cuida da geração do emprego irá para o ministério da Cidadania.
A parte que cuida do FAT e do FGTS irá para o Paulo Guedes, certamente para ser entregue a banqueiros.
A parte que cuida da fiscalização do trabalho vai para o Ministério da Justiça. Só que os fiscais do MJ não são especialistas em fiscalizar condições de trabalho como os do MT.
O MT está sendo destruído porque é o ministério mais importante para os trabalhadores. O retalhamento é a morte do compromisso de defesa dos trabalhadores. É o trabalhador que vai pagar o preço mais caro por essa decisão assassina.
 E não tenham dúvida, após esvaziar a Justiça do Trabalho com a reforma trabalhista, o próximo passo deste governo é degolar a Justiça do trabalho.
Estaremos na resistência, categorias de trabalhadores e centrais sindicais, juntamente com desembargadores e juízes do setor que se opõem à sanha de destruição de direitos, como a nova diretoria da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas.

Fonte: Brasil 247  por CHICO VIGILANTE Deputado distrital e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa do DF







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