domingo, 10 de março de 2019

BOLSONARO LEVARÁ A TRUMP ENTREGA DA BASE DE ALCÂNTARA

10 de março de 2019






Depois de consentirem com a entrega da Embraer para a Boeing, militares que dominam o governo de Jair Bolsonaro deram aval ao acordo para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão; Itamaraty se apressa para que o acordo esteja pronto para assinatura durante a viagem de Bolsonaro a Washington, no dia 19 de março, onde será recebido por 20 minutos pelo presidente Donald Trump


247 - Depois de consentirem com a entrega da Embraer para a Boeing, em um duro golpe para a indústria aeronáutica brasileira, os militares que dominam o governo de Jair Bolsonaro deram aval ao Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), chamado de "Acordo de Alcântara", enviada pelos americanos ao governo brasileiro em meados de fevereiro. O acordo vai viabilizar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão. 

Em linhas gerais, os americanos queriam garantias de que seus segredos tecnológicos não seriam revelados. O Brasil, por sua vez, não queria que essas medidas engessassem o desenvolvimento de seu programa espacial.
O último entrave avaliado pela Defesa sobre o AST dizia respeito à previsão de áreas "segregadas", que no novo texto passam a figurar como áreas "restritas", as quais Brasil e Estados Unidos administrarão conjuntamente.
O acordo prevê ainda que, em caso de emergência, autoridades brasileiras – como o corpo de bombeiros – poderão ter acesso a essas áreas sem necessidade de consulta prévia aos americanos. Críticos do acordo diziam que a existência de áreas segregadas violaria a soberania brasileira, uma das razões que motivou a rejeição da primeira versão do Acordo, assinada no ano 2000. 
Segundo informações do jornal Gazeta do Povo, o Itamaraty se apressa para que o acordo esteja pronto para assinatura durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Washington, que deve ocorrer no início da segunda quinzena de março. Representantes de indústrias brasileiras e americanas já se organizam para explorar as oportunidades que se abrem. Depois da assinatura, o acordo tem de ser ratificado pelo Congresso brasileiro.



Fonte: Brasil 247













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