sexta-feira, 22 de março de 2019

COM PROBLEMAS NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA: DÓLAR BATE RECORDE DE R$ 3,90 NO GOVERNO BOLSONARO

22 de março de 2019






Reportagem de Tássia Kastner na Folha de S.Paulo informa que a Bolsa brasileira, o dólar, o risco-país e os juros: quatro dos principais termômetros do mercado financeiro mudaram de direção bruscamente nesta semana. Voltam para os mesmos patamares do começo do governo de Jair Bolsonaro (PSL), reflexo da dúvida de investidores com a aprovação da reforma da Previdência diante da total desarticulação no Congresso. O dólar disparou mais de 2% apenas nesta sexta-feira (22) e rompeu os R$ 3,90 pela primeira vez neste governo. No ano, a moeda sobe 0,67%. O novo nível é distante da mínima de R$ 3,65 registrada no final de janeiro



De acordo com a publicação, não foi por falta de alerta dos especialistas. Eles dizem desde o período eleitoral que a primeira dúvida sobre o comprometimento do governo de Jair Bolsonaro com a reforma da Previdência poderia colocar fim à euforia trazida pela nova gestão. “A piora dos preços dos ativos reflete o aumento das dúvidas, entre investidores, sobre o encaminhamento da reforma da Previdência no Congresso, em um ambiente externo que também se torna mais complexo. Sem reforma da Previdência, fica difícil cumprir o teto de despesas e, com isso, controlar o crescimento da dívida pública”, disse em nota Mário Mesquita, economista chefe do Itaú Unibanco.

Em 93 mil pontos, o nível de fechamento nesta sexta, a Bolsa brasileira volta ao patamar da primeira semana após a posse de Bolsonaro. Na época, o índice Ibovespa, o mais importante do país, batia recordes dia após dia. Depois de ter encostado os 100 mil pontos no começo desta semana, o novo patamar de fechamento é o retrato da decepção de investidores. O Ibovespa encerrou esta sexta a 93.735 pontos, queda de 3,09%. O giro financeiro superou R$ 20 bilhões, acima da média de R$ 16 bilhões do ano e sinal claro de uma liquidação de ativos por parte de investidores. No ano, a alta acumulada é de 6,7%. “A gente foi do céu ao inferno em uma semana”, resume Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais, completa a Folha.



Fonte: O Essencial  por Tássia Kastner da Folha de S.Paulo
















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