quinta-feira, 11 de abril de 2019

PGR ATACA MAIA E COMPLICA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

11 de abril de 2019





Procuradora geral Raquel Dodge pediu ao STF prorrogação do inquérito que investiga suposto pagamento de propina da Odebrecht ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e a seu pai, o ex-prefeito do Rio, César Maia; os dois são acusados por delatores de receberem R$ 1,4 milhão; no Congresso, há quem veja o interesse do governo Bolsonaro no tema vir à tona; "Ministro da Justiça é, para os políticos, o principal articulador de tudo isso", avalia o cientista político Alberto Carlos Almeida; para ele, a medida prejudica a reforma da Previdência



247 - A procuradora geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal prorrogação de inquérito que investiga supostos pagamentos de propina no valor de R$ 1,4 milhão a codinomes atribuídos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM).

No inquérito consta perícia nos sistemas internos da Odebrecht de registro de pagamento em que Maia era descrito como "Botafogo" e "Inca" nas planilhas e o pai, César Maia, era o "Despota".
Conforme Dodge, a perícia mostrou ordens de pagamentos no total de R$ 2,050 milhões a pai e filho, mas pagamentos efetivados em valor menor, de R$ 1,4 milhão. Segundo ela, foram identificadas três planilhas, de três delatores da Odebrecht, com relação aos dois.
A perícia analisou 11 discos rígidos com informações do sistema e dois pen drives do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado de departamento de propina.
Nos bastidores do Congresso, há quem veja o dedo do governo Jair Bolsonaro no fato desta denúncia contra Rodrigo Maia vir à tona. " Ministro da Justiça é, para os políticos, o principal articulador de tudo isso", avalia o cientista político Alberto Carlos Almeida. 
A medida tem potencial para desgastar ainda mais a relação do governo com o Congresso e prejudicar o andamento da reforma da Previdência. "Os deputados não são trouxas. Todos estão vendo isso ocorrer e só aumenta a desconfiança em relação ao governo", diz Almeida. 


Fonte: Brasil 247


















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