domingo, 30 de junho de 2019

FOLHA CONFIRMA DENÚNCIAS SOBRE DEPOIMENTO DE LEO PINHEIRO, AFIRMA DEFESA DE LULA

Advogado Cristiano Zanin Martins. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
30 de junho de 2019



'Enquanto a acusação estava conversando com o ex-executivo sobre premiação para que ele incriminasse Lula, a defesa sequer tinha conhecimento da sua real situação jurídica', pontua Zanin

Jornal GGN – O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martin, divulgou uma nota sobre a mais recente revelação dos bastidores da Lava Jato, feita neste domingo (30) pela Folha de S. Paulo em parceria com o The Intercept Brasil.
A reportagem “Lava Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula” mostra que o Ministério Público Federal aceitou iniciar as negociações de delação premiada com o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, depois de quase um ano, quando ele alterou seu depoimento, incriminando Lula no caso do tríplex no Guarujá (SP).
“A reportagem reforça a forma ilegítima e ilegal como foi construída a condenação do ex-presidente Lula no chamado caso do ‘triplex'”, escreve Zanin.
“Conforme histórico do caso, Leo Pinheiro, que ao longo do processo nunca havia incriminado Lula, foi pressionado e repentinamente alterou sua posição anterior em troca de benefícios negociados com procuradores de Curitiba, obtendo a redução substancial de sua pena”, completa.
O advogado destaca que em duas datas (16 de junho de 2016 e 14 de abril de 2017), a defesa de Lula apresentou à procuradoria-Geral da República “notícia de fato” pedindo que fossem apuradas informações divulgadas pela imprensa na época, “dando conhecimento de que Leo Pinheiro estaria sendo forçado a incluir artificialmente o nome do ex-presidente Lula no seu acordo de delação. Tais procedimentos, no entanto, foram sumariamente arquivados.”
A defesa do ex-presidente também alertou, com base em reportagens da Folha e do Valor Econômico, publicadas em 23 de abril de 2017, “que estava em curso uma negociação com procuradores da Curitiba sobre a versão que seria apresentada por Leo Pinheiro naquela ocasião.”
Neste domingo (30), a Folha mostra que a defesa de Léo Pinheiro se disponibilizou para negociar um acordo de delação premiada em fevereiro de 2016. Na época, os procuradores da Lava Jato trocaram uma série de mensagens dizendo que não confiavam no empreiteiro e nos seus advogados.

Fonte: GGN   por  Luis Nassif















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