31 dezembro 2016

TIJOLAÇO: O GLOBO ERROU “SÓ” EM 400% O CUSTO DO PETRÓLEO DO PRÉ-SAL

31 de Dezembro de 2016   Por Fernando Brito, do Tijolaço

Segundo o jornalista Fernando Brito, do Tijoaço, o jornal O Globo "fez um estúpido editorial dizendo que os preços do petróleo tornavam o pré-sal um 'patrimônio inútil'"; de acordo com ele, a Petrobras confirmou oficialmente que o jornal usou "argumentos que contêm um erro de 'apenas' 400% no custo de extração de óleo em nossas principais jazidas petrolíferas"

O que este blog vem afirmando aqui, há duas semanas, desde que O Globo fez um estúpido editorial dizendo que os preços do petróleo tornavam o pré-sal um “patrimônio inútil”, foi confirmado oficialmente pela Petrobras que o jornal usar argumentos que contém um erro de “apenas” 400% no custo de extração de óleo em nossas principais jazidas petrolíferas.

O Globo diz, para justificar o fato de que, com o petróleo sendo cotado a US$ 37 o barril não seria econômico produzir no pré-sal a custos estimados entre US$ 40 e US$ 57. Aqui, com base nos dados então disponíveis, mostrou-se que o custo de extração no pré-sal era, na verdade, de US$ 9 dólares o barril.

E ontem, fica-se sabendo que nem isso mais é, por conta de novas tecnologias, redução dos preços em dólar de alguns insumos da indústria petroleira – que têm preço mundial e, portanto, acabam incorporando as perdas do preço do petróleo – e sobretudo, como havia sido apontado aqui, pelo conhecimento geológico que acelera o caro processo de perfuração de centenas de poços (de extração e de injeção).


(…)chegamos a um patamar em torno de US$ 8 por barril, quando a média das grandes petrolíferas mundiais é de US$ 15 por barril. Nos custos de desenvolvimento do pré-sal também tivemos avanços. Um dos fatores decisivos para a redução de custo é o tempo de perfuração de um poço no pré-sal, que no campo de Lula já atingiu tempo inferior a 30 dias. Em 2010, eram necessários mais de 120 dias para realizar o mesmo trabalho.(Nota do Tijolaço: só o custo de uma sonda de perfuração de águas ultraprofundas custa perto de US$ 50o mil por diaOu seja, o “errinho” de O Globo sobre a relação preço/custo do pré-sal é de “apenas” 400% – ou de 712%, se considerado o maior custo estimado pelos “especialistas” do jornal.

Mesmo não sendo este o custo total da exploração – há royalties e impostos que, afinal, são renda pública -, se você considerar que são mais de um milhão de barris retirados a cada dia do pré-sal, é possível ver o tamanho do golpe que querem dar com esta história de desdenhar o “patrimônio inútil”.

Posto, abaixo, um vídeo da Petrobras, quando a produção ainda era um pouco menor, que ajuda a entender como e por que os custos de produção do pré-sal estão caindo com a competência técnica da Petrobras.




CONSERINO, O PROMOTOR, ATACA LULA EM REDES SOCIAIS




Jornal GGN – Cássio Conserino, controverso promotor que indiciou o ex-presidente Lula e Dona Marisa Letícia por “suspeita” de terem sido “beneficiários de vantagens ilícitas” na reforma do fatídico tríplex da OAS, no Guarujá, e na guarda de bens, oferece sua imagem nas redes sociais para mais uma trapalhada.
Conserino usou sua conta no Facebook para atacar Lula, chamando o ex-presidente de “encantador de burros”. Como promotor, Conserino deveria saber que expor suas preferências políticas nas redes é um ato pouco inteligente, já que é público e o expõe como acusador por motivos outros que não a lei.
Lei a matéria do Conjur a seguir.
Do Conjur

Depois de se declarar suspeito para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, usou seu perfil no Facebook para atacar Lula. Em uma foto publicada na rede social, ele chama o ex-presidente de "encantador de burros".
Conserino participava da investigação que, em agosto deste ano, fez com que Lula e sua mulher, Marisa Letícia, fossem indiciados pela Polícia Federal sob a suspeita de terem sido "beneficiários de vantagens ilícitas" na reforma de um apartamento em Guarujá e na guarda de bens do ex-presidente.

No Facebook, promotor ataca ex-presidente Lula, que ele investigava.
Na denúncia apresentada em São Paulo à época, paralelamente a outra investigação no Paraná, os promotores Conserino, Fernando Henrique Araújo e José Carlos Blat afirmam que Lula, seu filho Fábio Luís e Marisa Letícia lavaram dinheiro ao ocultar a posse do apartamento.
Disseram ainda que essa seria apenas uma de várias irregularidades envolvendo a empreiteira OAS e a Bancoop. Os promotores afirmaram que uma série de pessoas foi lesada quando a cooperativa transferiu imóveis para a empreiteira. Quando a construtora assumiu as obras, alguns cooperados foram cobrados por valores não previstos inicialmente.
De atuação polêmica, Conserino já teve a postura criticada até mesmo por juízes, após acusar uma magistrada de ter feito "acordos ilícitos" para aceitar uma denúncia sobre supostas irregularidades envolvendo a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), mas sem incluir Lula entre os réus.
Ele e outros promotores já foram à Justiça inclusive contra o sigilo de fonte de jornalistas, após serem tachados, em reportagem, como patetas. Eles alegam que tiveram a honra ofendida ao serem "ridicularizados" em notícia publicada pelo jornal.
A reportagem em questão foi publicada no dia 12 de março, três dias depois de o MP-SP denunciar e pedir a prisão de Lula, sua mulher e outras 14 pessoas por crimes envolvendo lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao ocultar bens, como o famoso triplex em Guarujá.
No início de dezembro, os promotores Conserino e Araújo alegaram motivos pessoais para se declararem suspeitos e deixarem o caso.



29 dezembro 2016

POPULAÇÃO REVOLTADA COM O GESTOR MUNICIPAL ATEIA FOGO EM FRENTE À SECRETARIA DE SAÚDE EM CAXIAS - MA


Fim melancólico e triste da administração nefasta de Leonardo Coutinho

Hoje cominou em quebra pau na Secretaria de Saúde, eram uma trinta pessoas revoltas, porque na Secretaria de Saúde, as pessoas que estão para atender acompanhantes e pacientes que necessitaram de tratamento fora de domicílio (TFD), as tratam com menosprezo, muitas das pessoas que foram na Secretaria de Saúde ouviram da tal Olívia, vem semana que vem, vem depois de amanhã, por aí se vai, nunca atende as pessoas como deveriam, pois recursos não faltaram para a saúde dos caxienses, ver no final.

A Lei do SUS autoriza o pagamento de despesas com tratamento de pacientes fora do domicílio, com as passagens, estadias e alimentação para os acompanhantes, porém nesta administração faz o ressarcimento apenas das passagens com 03 (três) meses ou mais depois que os pacientes foram atendidos, muitas pessoas são de outros Municípios e também da Zona Rural que vêm receber seus ressarcimentos e são enganadas, depois de tanta enganação de vem na semana que vem, vem amanhã,  só nesta semana foram marcadas duas datas e mesmo assim Leonardo Coutinho não pagou, entre essas pessoas havia uma que necessitava de cirurgia cardíaca urgente, outra necessitando de remédios que a justiça obrigava o prefeito e o secretário de Saúde comprar, insensatos não atenderam ninguém.

Na saída da Secretaria de Saúde as pessoas revoltadas atearam fogo em lixo e papeis no meio da Rua Aarão Reis, chamaram a TV Mirante que fez uma matéria, a polícia foi chamada, mas ninguém foi presa.

Uma forma péssima e degradante deste prefeito encerrar seu mandato nefasto na cidade de Caxias – MA.                     

Veja a quantidade de recursos que chegaram para saúde do Município de Caxias em 2016:

DESTINO DOS REPASSES
R$
01
ATENÇÃO BÁSICA
  20.014.859,00
02
MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE
  53.693.325,83
03
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
    1.001.206,74
04
GESTÃO DO SUS
         20.000,00
05
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
    1.956.462,51
06
INVESTIMENTOS
    2.294.971,70
TOTAL
78.980.825,78


Só no mês de dezembro de 2016 chegaram:

DESTINO DOS REPASSES
R$
01
ATENÇÃO BÁSICA
    4.389.659,68
02
MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE
    4.606.326,39
03
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
       132.877,96
04
GESTÃO DO SUS
              000,00
05
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
       298.568,06
06
INVESTIMENTOS
       800.000,00
TOTAL
10.227.432,09
 Fonte: portal transparência da saúde

Como você avalia a administração de Leonardo Coutinho

Ótima(  )   Boa(  )   Regular(  )   Ruim(  )      Péssima(  )











28 dezembro 2016

MAGISTRADOS APRESENTAM AO STF DISPOSITIVO JURÍDICO QUE PEDE A INCONSTITUCIONALIDADE DA PEC DOS GASTOS PÚBLICOS

28/12/2016    Redação  do CAFEZINHO


Diversas associações de magistrados como a AMB, Anamatra e Ajufe questionaram junto ao STF os dispositivos da PEC que inserem o Poder Judiciário federal no novo regime fiscal.


Associações de magistrados questionam emenda do teto dos gastos públicos

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5633) contra dispositivos da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, a qual instituiu novo regime fiscal que estabelece um teto para os gastos públicos da União por 20 anos. A relatora da ação, ministra Rosa Weber, requisitou informações sobre a matéria à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, a serem prestadas no prazo comum de cinco dias, a fim de subsidiar a análise do pedido de liminar. Após, será dada vista dos autos à advogada-geral da União e ao procurador geral da República, sucessivamente, pelo prazo de três dias.

O principal argumento dos magistrados é o de que a emenda viola a independência e a harmonia entre os Poderes (artigo 2º da Constituição Federal) e a autonomia administrativa e financeira dos Tribunais (artigo 99). As entidades sustentam que as normas inseridas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) têm natureza tipicamente orçamentária, e deveriam ter sido tratadas por meio de lei ordinária, cuja elaboração conta com a participação necessária do Judiciário – que, por sua vez, não tem qualquer ingerência no processo legislativo das emendas constitucionais. Assim, a EC 95 restringiria a autonomia do Judiciário de participar da elaboração de seu próprio orçamento pelo período de 20 anos e ainda atribuiria apenas ao chefe do Executivo a possibilidade de promover revisões dessas limitações após dez anos de vigência do novo regime fiscal. “Por mais nobres que sejam os motivos ou mais necessárias sejam as medidas implementadas, parece claro que as normas não poderiam ser introduzidas no texto constitucional”, afirmam.

Segundo as associações, algumas das vedações previstas no novo regime “serão draconianas para o Poder Judiciário”, como as relativas a criação de cargos e funções, a admissão ou contratação de pessoal ou a realização de concursos. 

“Varas não poderão ser criadas e tribunais não poderão ser ampliados por 20 anos, pouco importando que venha a ocorrer uma grande ampliação no número de processos”, argumentam. Tal circunstância, conforme os magistrados, viola o princípio da vedação ao retrocesso social: “na medida em que, havendo um crescente número de litigantes, como tem ocorrido ao longo dos anos, a simples atualização monetária do orçamento do Judiciário comprometerá inegavelmente o acesso à jurisdição”, afirmam.

As associações pedem a concessão de liminar para suspender os dispositivos da EC 95/2016 que inserem o Poder Judiciário federal no novo regime fiscal e, no mérito, a declaração de sua inconstitucionalidade.







27 dezembro 2016

NIÓBIO, O METAL QUE O BRASIL TRATA COMO LENDA

Sobre o nióbio, em 2010, o WikiLeaks vazou um documento do Departamento de Estado norte-americano que incluía as minas brasileiras na lista de locais “imprescindíveis” aos planos dos Estados Unidos para infraestrutura

Considerado um dos minerais mais valiosos do mundo, o nióbio é exemplo da falta de política industrial no Brasil”. 

A observação é do jornalista Wanderley Preite Sobrinho, em artigo publicado na edição da revista bimestral Brasileiros. 

“Dono das maiores reservas do mundo, o país desperdiça a chance de se tornar uma potência nas indústrias tecnológica e aeroespacial”, acrescentou no artigo intitulado O ouro ignorado por tolos.



Extração de nióbio em andamento nos arredores de Araxá, cidade situada no sul de Minas Gerais

por CdBem: 26/12/122016   Por Redação – de São Paulo


A falta de uma estratégia industrial no governo do presidente de facto, Michel Temer, “tem como símbolo o nióbio, um mineral praticamente desconhecido do brasileiro, embora as maiores reservas do mundo fiquem no país, valham uma fortuna e sejam consideradas estratégicas. Pelos Estados Unidos”, escreve Sobrinho. O mineral é indispensável à fabricação de ligas metálicas utilizadas em turbinas de avião e tubos de gasoduto, entre outras aplicações de ponta.

Em 2010, o WikiLeaks vazou um documento do Departamento de Estado norte-americano que incluía as minas brasileiras na lista de locais “imprescindíveis” aos planos dos Estados Unidos. Um ano depois, a única empresa brasileira que extraía o mineral era a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Uma empresa do banqueiro Walter Moreira Salles, um dos mais ricos do país. Em 2011, Salles vendeu 30% de seu capital a um grupo de empresas chinesas, japonesas e sul-coreanas por US$ 4 bilhões (R$ 13 bilhões).

Golpe lucrativo

Logo após o golpe de Estado civil-militar, em 1964, o Almirante Arthur W. Radford, da Marinha norte-americana, convenceu o banqueiro brasileiro Walther Moreira Salles, que já havia sido embaixador nos EUA, a investir em um empreendimento para produção de nióbio. Naquela época, não havia mercado nem uso comercial para o metal em pó. Havia alguns estudos sugerindo que pequenas quantidades dele poderiam tornar o aço mais resistente e flexível.

Radford era membro do conselho da mineradora Molycorp Inc., que havia adquirido dos militares no poder os direitos sobre depósitos de nióbio, em Minas Gerais. Precisava, no entanto, de outro investidor para explorar a mina. Moreira Salles decidiu comprar uma participação majoritária na operação, com base nos informes da inteligência norte-americana. Atualmente, o metal é aplicado em 10% de toda a produção de aço mundial. De automóveis a oleodutos e turbinas de avião. Após adquirir gradualmente a fatia da Molycorp, a família Salles produz hoje 85% do nióbio no mundo.

O domínio desse mercado ajudou a fazer dos herdeiros de Walther Moreira Salles a família mais rica do Brasil. Os seus quatro filhos — Fernando, Pedro, João e Walter – têm uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, de acordo com o Índice Bloomberg de Bilionários. Os irmãos não aparecem hoje em nenhum outro ranking internacional de fortunas.

Lucro exorbitante

A CBMM é uma mineradora que gera lucro anual superior a US$ 600 milhões, conforme os resultados financeiros divulgados publicamente. A companhia está avaliada em pelo menos US$ 13 bilhões, cálculo com base na venda de uma fatia de 30% pela família a um grupo de siderúrgicas asiáticas por US$ 3,9 bilhões em 2011.

Estima-se que os irmãos dividam igualmente os 70% restantes, segundo o ranking da Bloomberg. A fortuna da família na prospecção de nióbio vale mais do que a participação deles de US$ 7,1 bilhões no Itaú Unibanco Holding S.A. Trata-se do maior banco da América Latina em valor de mercado, ao qual o nome da família é frequentemente associado.

Em seu palacete, no Rio de Janeiro, Walther recebia convidados como Henry Ford II, Nelson Rockefeller, Aristotle Onassis e Mick Jagger. Ao longo dos anos, Walther doou quadros de Picasso, Bellini e Raphael ao Museu de Arte de São Paulo. Mais tarde ele transformou sua casa na sede do Instituto Moreira Salles, fundado em 1992 para patrocinar a cultura no Brasil. João é hoje o chairman do instituto.

Patrimônio

Os dividendos da CBMM, frequentemente, superam 50% do lucro líquido anual. É o que dizem os resultados publicados pela empresa, no Diário Oficial de Minas Gerais. Em uma análise básica desses pagamentos, do dinheiro distribuído pelo Itaú Unibanco, de impostos e do desempenho do mercado, a família Moreira Salles provavelmente é dona de uma carteira de ativos com potencial de investimento de quase US$ 11 bilhões, segundo o ranking.

Os irmãos Moreira Salles, procurados pela reportagem do Correio do Brasil, preferiram não tecer qualquer comentário sobre os resultados financeiros da família. Mas, reunidos, eles são mais ricos do que os herdeiros do Grupo Votorantim. Uma empresa liderada por Antônio Ermírio de Moraes, com patrimônio combinado de US$ 26 bilhões. Perdem apenas para a família Marinho, dona das Organizações Globo, com perto de US$ 46 bilhões. O título de pessoa mais rica do Brasil permanece com o investidor da Anheuser-Busch InBev NV, Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna de US$ 20,6 bilhões.

Cláusula secreta

Na extração do mineral, a CBMM mantém em segredos as suas técnicas. As siderúrgicas asiáticas, que compraram participação na empresa –- grupo que inclui a chinesa Baosteel Group Corp. e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. –- nunca tiveram permissão para fazer avaliações técnicas. Assinaram um contrato que contém a cláusula de segredo nesse campo.

“A CBMM não é uma mineradora, é uma empresa de tecnologia”, disse Carneiro. O metal não é raro, segundo ele. “Raro é o mercado”.


O processo é tão complexo e intensivo em capital que existem apenas quatro minas de nióbio em operação no mundo todo, apesar dos 300 depósitos conhecidos.

São necessários diversos estágios de refino. E muita tecnologia para transformar uma terra granulada marrom com teor de nióbio de apenas 3%, numa liga de ferro com pureza de 66%, produto comprado pelas siderúrgicas globais. A CBMM processa 750 toneladas por hora nas instalações em Araxá, a cerca de 360 km de Belo Horizonte.

Em média, são necessários somente 200 gramas de liga de nióbio para fortalecer uma tonelada de aço. Isso permite que as siderúrgicas produzam automóveis mais leves e eficientes. Pontes e edifícios mais robustos. O produto é responsável por 90% da receita da CBMM.

Alta tecnologia

As aplicações do nióbio não param por aí. De acordo com o artigo de Sobrinho, “a adição de apenas 0,1% de nióbio ao aço é suficiente para a fabricação de ligas levíssimas. Capazes de suportar altas temperaturas e resistir à corrosão. Perfeito para a fabricação de satélites e carros de alta performance.

— Aquela chama da combustão nas turbinas dos foguetes só é possível em função dessa liga — disse Roberto Galery, professor de Engenharia de Minas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ao articulista.

O nióbio foi descoberto em 1801 pelo químico inglês Charles Hatchett, que encontrou o elemento ao analisar um mineral da coleção do Museu Britânico. O pesquisador o batizou de columbium. Quarenta e cinco anos depois, o químico alemão Heinrich Rose voltou a encontrar o elemento em rochas de tântalo, e o chamou de nióbio.

Além de fonte para a indústria aeroespacial, automobilística e energética, as jazidas de nióbio produzem como subproduto as chamadas terras-raras. Consideradas por muitos “o ouro do século XXI”, são metais extremamente magnetizáveis, condutores de calor e eletricidade, perfeito para a fabricação de produtos de alta tecnologia.

— São usadas para construir superimãs, lâmpadas de led e chip — enumera o professor.

Vontade política

Em alguns países do mundo, a existência do nióbio e das terras-raras seria suficiente para a formulação de um polo de desenvolvimento. Integraria, assim, a extração mineral às indústrias aeroespacial e tecnológica. Com base no mineral, o país poderia fazer uma fortuna exportando minérios.

— Falta posicionamento estratégico. Se temos interesse em tecnologia de satélite, GPS, é bom dominar essa tecnologia. E ganhar dinheiro com ela — aconselha o professor.

Para tanto, o professor defende o fomento estatal com os impostos revertidos para o próprio setor.

— O que o governo brasileiro não faz é o que os países asiáticos fizeram: investiram pesado em educação e tecnologia. O Brasil desperdiça a chance de ser um seleiro tecnológico. Nos falta vontade política — conclui.


*Compartilhe isso: até a maioria dos brasileiros tenham conhecimentos sobre o nióbio, venha a cobrar do governo investimento do nióbio para o Brasil.








LAVA JATO VAZA DEPOIMENTO PARA ATINGIR ADVOGADO DE LULA



Mais uma vez a Operação Lava Jato mostra que é parcial, partidária e não probo, então vejamos, Aécio Neves foi depor hoje na Polícia Federal, porém não foi divulgado na grande mídia, mas houve vazamento contra o Lula e seu advogado para a "mídia amiga" para desviar a atenção do povo.


Jornal GGN - Em novo vazamento seletivo à imprensa, investigadores da Lava Jato afirmam que o advogado Roberto Teixeira, que defende Lula no caso triplex e outros processos, era o responsável pelo pagamento do aluguel de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente habita, em São Bernardo do Campo.

Reportagem da Folha de S. Paulo desta terça (27), priorizando a versão dos investigadores, insinua que Teixeira, "na prática", não pagava o aluguel porque o dinheiro voltava para ele como "compensação por uma assessoria sobre imóveis que ele prestava".

O depoimento teria sido dado pelo engenheiro Glauco da Costa Marques, dono do imóvel alugado, no papel, para a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Glauco é "primo distante" de José Carlos Bumlai e, por isso, a Lava Jato tratou de investigar a relação dele com Lula.

Na visão da força-tarefa, o testemunho de Glauco foi contraditório porque ele afirmou que não tinha controle sobre os pagamentos efetuados por intermédio de Teixeira e, ao mesmo tempo, disse que só comprou o apartamento vizinho de Lula porque costuma investir em imóveis.

Para a Lava Jato, a unidade, na verdade, foi adquirida com valores pagos pela Odebrecht como uma forma velada de beneficiar Lula.

Glauco teria recebido dinheiro da DGA Construtora para comprar o imóvel e, de acordo com os investigadores, a DGA, por sua vez, usou recursos da Odebrecht.

A Lava Jato também diz que investigou as contas bancárias de Lula e não achou rastros de pagamentos do aluguel, embora essa despesa conste na declaração de imposto de renda.

O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia da Lava Jato e transformou Lula em réu pela quinta vez só neste ano. Na Lava Jato, é o segundo processo nas mãos do magistrado de Curitiba. Lula responde a outras três ações em Brasília - uma por obstrução de Justiça e duas por tráfico de influência.

De acordo com a Folha, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula e é sócio de Roberto Teixeira, negou que o dinheiro dos aluguéis fosse pago ao compadre de Lula. Segundo Martins, os valores "nunca foram usados para compensação de dívidas da prestação de serviços advocatícios" em favor de Costa Marques.