30 setembro 2016

PF PEDE PREVENTIVA DE PALOCCI E MORO DEVE SOLTAR MARCELO ODEBRECHT


A Polícia Federal pediu, nesta sexta-feira, a conversão da prisão de Antonio Palocci de temporária em preventiva, ou seja, sem tempo para acabar; o juiz Sergio Moro pode despachar ainda nesta sexta-feira; além disso, na próxima semana, Moro deve soltar o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que já está preso há um ano e três meses; Palocci seria o primeiro "peixe grande" da delação de Marcelo, que pode atingir centenas de políticos; Marcelo já mencionou uma doação de R$ 23 milhões para José Serra, pelo caixa dois, e de R$ 11 milhões para o PMDB, a pedido de Michel Temer, também via caixa dois

30 DE SETEMBRO DE 2016

Paraná 247 – A Polícia Federal pediu, nesta sexta-feira, a conversão da prisão de Antonio Palocci de temporária em preventiva, ou seja, sem tempo para acabar.

Ele é acusado de ser o "italiano", que teria recebido milhões para defender interesses da Odebrecht junto ao governo federal. 

"Não existe qualquer medida cautelar diversa da prisão que inviabilize Antonio Palocci Filho e Branislav Kontic – seu funcionário até a presente data – de praticarem atos que visem a ocultar e obstruir a descoberta acerca do real paradeiro e emprego dos recursos em espécie recebidos”, afirma o delegado Filipe Hile Pace.

O juiz Sergio Moro pode despachar ainda nesta sexta-feira sobre o pedido da Polícia Federal, que deve ser endossado pelo Ministério Público Federal.

Além disso, na próxima semana, Moro deve soltar o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que já está preso há um ano e três meses na carceragem em Curitiba.

Palocci seria o primeiro "peixe grande" da delação de Marcelo, que pode atingir centenas de políticos.

Marcelo já mencionou uma doação de R$ 23 milhões para José Serra, pelo caixa dois, e de R$ 11 milhões para o PMDB, a pedido de Michel Temer, também via caixa dois.



INVESTIGAÇÃO CONTRA MICHEL TEMER E AÉCIO NEVES FOI ACEITA PELO STF

Sérgio Machado expõe esquema de recursos ilícitos para beneficiar PMDB e PSDB.

Temer e Aécio são alvo de investigações pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro Teori Zavascki, autorizou, nesta sexta feira (23), o início das investigações da delação premiada de Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro. Tais investigações serão trabalho direto da operação Lava Jato etêm como alvo o presidente da república, Michel Temer.
Os processos investigativos, primeiramente, visam investigar um suposto acórdão para deter a operação Lava-Jato. Um suposto acordo envolveria políticos dos partidos do PSDB, PMDB e PT.
O autor da solicitação foi o procurador-geral República, Rodrigo Janot. A solicitação somente foi feita após a validação da delação premiada de Sérgio Machado pelo STF. Na delação, Sérgio Machado afirma ter repassado propina para um total de 28 parlamentares dos seguintes partidos: PSDB, PMDB, PDT, PT, PP, PCdoB, DEM e PSB. Contudo, na época, alguns políticos estavam em outros partidos.
Porém, o PMDB aparece como o pivô das operações de propina, pois foi quem colocou Machado como presidente da Transpetro para montar o esquema de desvio. Segundo o depoimento, ele teria desviado mais de R$ 100 milhões.
Trechos da delação também foram enviados para o juiz Sérgio Moro, pois envolviam um pessoal sem foro privilegiado.
Citação sobre Michel Temer
Uma das principais partes da delação vai investigar diretamente o atual presidente da República. #Michel Temer é citado nas conversas gravadas por Machado. O diretor da Transpetro se encontrou com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos do PMDB.
O conteúdo da conversa era sobre arrumar um meio para paralisar a operação Lava-jato. Assim, o senador Renan Calheiros propõe a ideia de mudar a Lei de delação premiada.
Nessa parte, o presidente é citado. Machado afirma que conversou com Temer em Brasília em 2012; nesse encontro, Temer pediu para Machado levantar recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita. O valor chegou a R$ 1,5 milhões.  
Citação de Aécio Neves
Em outra parte da delação, a investigação será sobre o senador Aécio Neves. Ele é acusado de fazer parte de um esquema, em 1998, para eleger uma bancada de 50 deputados federais, e assim viabilizar sua candidatura para a presidência da câmara dos deputados em 2000.  
Machado afirma que apenas Aécio recebeu, sozinho, R$1 milhão. Outros R$ 7 milhões foram distribuídos para o PSDB pelo esquema, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. #Corrupção #Política


29 setembro 2016

PAÍS TEM DIREITO DE SABER QUEM É SANTO, QUEM É CARECA

28 de Setembro de 2016  por Paulo Moreira Leite
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Embora já tenha chegado a sua 35a. fase, a operação Lava Jato não conseguiu livrar-se da acusação de trabalhar de modo seletivo, reproduzindo  um traço historicamente nefasto da Justiça brasileira, onde o Estado "é usado como propriedade do grupo social que o controla", nas palavras da professora Maria Sylvia de Carvalho Franco, no estudo Homens Livres na Ordem Escravocrata.

247 - Neste universo, que descreve o Brasil anterior a abolição da escravatura, onde o grilhão, a chibata e o pelourinho eram instrumentos banais de manutenção da ordem para os habitantes da senzala, o "aparelho governamental nada mais é do que parte do sistema de poder desse grupo, um elemento para o qual se volta e utiliza sempre que as circunstâncias o indiquem como o meio mais adequado."
          
Dias antes de Guido Mantega ter sido forçado a deixar o centro cirúrgico do Alberto Einstein, onde sua mulher era operada de um câncer, para cumprir um mandato de prisão, descobriu-se um fato ao mesmo tempo chocante e instrutivo.

A Justiça Federal foi incapaz de descobrir o endereço residencial de Pimenta da Veiga, ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso,  para lhe entregar uma notificação relativa a AP 470, o Mensalão (Rubens Valente, Folha de S. Paulo, 15/9/2016). Não se trata de um caso com muitas dúvidas. Em 2005 a Polícia Federal encontrou quatro cheques do esquema de Marcos Valério, no valor de R$ 75.000 cada um, na conta do ex-ministro. Pimenta alegou que eram pagamentos por honorários que exerceu num serviço como advogado. Não mostrou documentos nem apresentou casos concretos em que atuou. O próprio Valério alegou, na CPI dos Correios, que havia ajudado Pimenta a pagar a conta do tratamento de saúde de um filho. Não convenceu. Mesmo assim, o caso já dura dez anos, o que configura outra ironia de longo curso.       

Quando resolveu procurar Henrique Pizzolato, o dirigente do PT condenado a 12 anos e sete meses no STF, o Ministério Público fez investigações no Paraguai, Argentina e Espanha, até que chegou ao interior da Itália para localizá-lo na casa de um sobrinho. Enfrentou uma disputa na Justiça daquele país para garantir que Pizzolato fosse trazido para cumprir pena no Brasil, embora tivesse passaporte italiano. A principal denúncia contra o antigo diretor do Banco do Brasil envolve um pagamento de R$ 326.000, quantia 10% superior aos R$ 300.000 de Pimenta. O detalhe é que Pizzolato sempre alegou que o dinheiro não era para si, mas para o PT no Rio de Janeiro. Verdade ou não, os R$ 326.000 nunca surgiram em sua conta nem foram confirmados pela quebra de seu sigilo bancário ou fiscal.  

Ao contrário do que ocorreu com o dinheiro entregue a Pizzolato, os recursos destinados a Pimenta foram pagos em quatro prestações e descobertos pelo delegado Luiz Fernando Zampronha, da Polícia Federal, e mais tarde arquivados no inquérito 2474 -- aquele que o Supremo não examinou quando julgava a AP 470.    

Mesmo considerando antecedentes tão notáveis sobre o caráter seletivo das investigações que envolvem políticos brasileiros, a representação da Polícia Federal que pediu a prisão de Antonio Pallocci, Branislav Kontic e Juscelino Dourado causa um choque inegável. Isso porque a leitura das primeiras 30 páginas sobre o esquema de pagamentos clandestinos do chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, um departamento destinado a sustentar esquemas políticos, nada informa sobre o ministro ou o Partido dos Trabalhadores mas é muito revelador sobre o conhecimento da PF sobre o esquema de corrupção do PSDB paulista.

Na página 13, por exemplo, descreve-se a partilha de uma propina de 0.9% sobre um investimento de US$ 20,6 bilhões. Na página 17, uma troca de email entre executivos da Odebrecht deixa claro que estamos falando da linha 2 do Metrô, um investimento que seria particularmente rico em denúncias de superfaturamento e gastos suspeitos. Na página 18, surgem pseudônimos de quem irá receber o dinheiro. Em outra passagem, aparecem  iniciais que poderiam  identificar empresas envolvidas. Nas páginas seguintes, surgem várias planilhas, com detalhamento de datas, prazos e acordos. Na página 36, informa-se que o DGI, sigla usada para designar propina, pode subir de 5% para 8% em determinada obra. Também se descobre que, além da linha 2, a linha 4 do metrô entrou na dança. Foi ali, na estação Pinheiros, que em 2007 ocorreu um acidente trágico, que provocou a morte de sete pessoas, engolidas por uma cratera. Quando se refere ao consórcio encarregado da obra da linha 4, um executivo da Odebrecht usa a palavra "vencedor" assim mesmo, entre aspas, o que chama a atenção durante a leitura, pelo reforço da ironia. Também se registra na mesma passagem o pagamento de duas parcelas de R$ 250.000 destinadas  a uma autoridade identificada como "Santo".

A verdade é que, além de dois vereadores do PSDB paulistano citados nominalmente, ao lado de quantias relativamente modestas num  contexto de pagamentos milionários -- R$ 6.000 e R$ 3.000 -- não há menção explícita a nenhuma autoridade de escalão mais alto. São elas que recebem pagamentos de R$ 200.000 ou R$ 250.000 por mês -- por vários meses. Embora José Serra e Geraldo Alckmin sejam mencionados como suspeitos óbvios por pessoas que conhecem os bastidores do caso, a verdadeira pergunta consiste em saber por que não se buscou apurar sua identidade real -- fosse qual fosse. Boatos não resolve. Suspeita que não é apurada também não. Não há motivo para segredinhos. Os fatos estão descritos em documentos públicos.

O tempo passa e quem se beneficia é o acusado, seja quem for. Como acontece com tantos colegas de Pimenta da Veiga no mensalão PSDB-MG, as acusações acabam prescrevendo.

Durante um bom período, um personagem conhecido como "Italiano, visto como o protagonista das investigações que envolvem Antonio Palocci, foi identificado com outro ministro, Guido Mantega. Após um trabalho de checagem, procurando compatibilizar nome de assessores e eventos descritos em diversas trocas de mensagem, a Polícia Federal concluiu que Palocci era o "Italiano." Foi com base nessa visão que fez a representação e, numa cena indispensável para alimentar o já previsível de carnaval televisivo, conduziu o ministro para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O problema é que entre as palavras civismo, virtude que tem sido frequentemente associada a Lava Jato, e cinismo, palavra comum no vocabulário de seus críticos, a única diferença consiste numa letra.

Se não há motivo para suspeitas prematuras nem acusações irresponsáveis, não há razão jurídica aceitável para se manter na penumbra a identidade de personagens conhecidos como "Santo" e "Careca" nos emails da Odebrecht. Elas devem ser conhecidas e investigadas, com o mesmo rigor dispensado a Antonio Palocci -- a menos que, aceitando a troca do "v" pelo "n", aceite-se que há uma seleção política para alvos do Judiciário. Neste caso, é preciso admitir que não estamos investigando nem a corrupção nem a troca de favores. Mas um partido e seus dirigentes, o que só é aceitável sob ditaduras.  Não se quer justiça, mas política, colocando o estado "a serviço do grupo social que o controla," como escreve Maria Sylvia de Carvalho Franco, referindo-se às instituições que mantinham a escravidão.

A tragédia da linha 4, na qual sete pessoas perderam a vida,  só reforça a necessidade de um esclarecimento completo a respeito da identidade e do papel de "Santo" e "Careca."

A assumida intimidade de Fernando Henrique com Emílio Odebrecht, principal acionista do grupo, muito mais influente naquele período, que é descrita com tanta intimidade no Diário da Presidência, é mais uma razão para isso. Como se aprende pela leitura, FHC chegou a imaginar que o pai de Marcelo Odebrecht poderia ajudá-lo num programa de investimentos públicos destinado a redesenhar o capitalismo brasileiro. Está lá, no volume 1. A mudança do coração da economia sob orientação da Odebrecht. Entendeu?   

A seletividade, sabemos todos, produz anedotas como uma Justiça que não consegue descobrir o endereço de um antigo ministro, Pimenta da Veiga. Mas não só.

Roberto Brant, que foi ministro da Previdência no governo Fernando Henrique Cardoso, também foi apanhado na rede de Marcos Valério. Recebeu um cheque de R$ 100.000. Disse que era contribuição para sua campanha. Acredito sinceramente que, como tantos, estava falando a verdade. Não importa. O fato é que seu destino foi outro. Renunciou ao mandato e ficou livre, enquanto parlamentares do PT, na mesma situação, marchavam no cadafalso da AP 470.

Na nova vida, fora de Brasília, Brant não teve de escapar de oficiais da Justiça. Pelo contrário. Um belo dia, lhe chegou o convite para uma missão nobre. Preparar a versão final de um projeto político de mudanças para o país. Foi assim que, uma década depois de ser apanhado com um cheque de Marcos Valério, tornou-se o autor do texto final de um documento chamado Ponte para o Futuro, projeto que deu o esqueleto ideológico para o golpe de 31 de agosto.

Deu para entender como tudo se liga com tudo?


      
                   

A BRIGA ENTRE PMDB E PSDB SE RESUME EM COMO ROUBAR A NAÇÃO E MANTER LULA FORA DO PÁREO EM 2018; DE RESTO, ESTÃO JUNTOS NO GOLPE

O Brasil dos brutamontes

por Wanderley Guilherme dos Santos, no Segunda Opinião

Há quem resvale à beira do ridículo, ou do adesismo, angustiado com o inexistente dilema de apoiar o governo Temer contra o que seria um golpe ainda mais reacionário do PSDB, de Aécio Neves e de Fernando Henrique Cardoso. Estava demorando aparecer o pretexto para a velha cantilena de ser preciso combater a reação por dentro. Em geral, o combate se dá por dentro de bons hotéis, bons empregos e bons salários.

Trapaça entre PMDB, PSDB e assemelhados é assunto de estrito interesse dos salteadores, que só discordam sobre qual o melhor caminho para espoliar economicamente os assalariados e manter os líderes populares indefinidamente afastados da competição pelo governo. Imaginar que os arrufos entre eles expressam pudores democráticos ou é autoengano ou tentativa de empulhar a boa fé dos democratas. Judas! Judas! Judas!

O Brasil caiu na clandestinidade e a disputa por poder não tem limites, nem constitucionais, nem de protocolos de acordos, nem de projetos administrativos. Os bocados de poder são apropriados e mantidos aos berros, enquanto outro berrante não prevaleça sobre os bezerros. O Ministro da Justiça distribui filipeta de candidato a vereador, é desautorizado por delegados e fica por isso mesmo; procuradores dão espetáculo de ignorância, afetação e desonestidade intelectual, recebendo aplauso de juízes, estes, defensores da tese fascista de que é democrático normalizar a exceção. Promovem desnecessários espetáculos de prisões preventivas, algumas talvez justas, para acobertar arbitrariedades sem conta convertidas em técnica de chantagem. Ministros do Supremo agridem colegas pelos jornais, algo que só faziam durante as sessões da Corte. Tudo diariamente registrado nos jornais; não há pudor nem temor de reação. Ninguém da direita reage a ninguém da direita, ainda não entenderam?

Os brutamontes atuais, no Executivo, Legislativo e Judiciário só entendem a linguagem da brutalidade, o resto é lantejoula. Os ativistas da reação precisam sentir medo. Tergiversar é subterfúgio de colaboradores.




28 setembro 2016

DR. MORO, NÃO SAI NEM UMA “CONDUÇÃO COERCITIVA” PARA O FILHO DE FHC? OUÇA O QUE “BAIANO” DIZ

Por Fernando Brito · 27/09/2016


Primeiro, foi Nestor Cerveró que disse ter recebido ordens  para colocar uma empresa ligada ao filho do também então Presidente da República Fernando Henrique Cardos, a PSR, no negócio da Termorio, uma empresa constituída nos tempos do apagão, quando a Petrobras fazia contratos ruinosos para participar do capital e comprar a energia a altíssimo preço, em quantidades asseguradas.

O filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, disse que era tudo mentira de um “encarcerado”

Semana passada, discretamente, divulgou-se o vídeo em que o lobista Fernando Baiano confirma a história, dizendo que recebeu a informação de Delcídio do Amaral, então diretor de Gás e Energia da Petrobras.

O trecho do vídeo está aí, no final do post, para quem quiser assistir. 

Não vai ter inquérito?

Não vai ter “cognição sumária”?

E se fosse o filho do Lula?

O que é uma usina termelétrica perto do aluguel de espaço num galpão para guardar dez caixas?

Não vai ter o Alexandre de Moraes anunciando prisão numa panfletagem?

A Lava Jato é imparcialíssima.


 

PT CONVOCA ALEXANDRE DE MORAES, QUE PODE CAIR ANTES DE IR À CÂMARA


Deputados do PT Paulo Teixeira (SP) e Paulo Pimenta (RS) protocolaram requerimento do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, depois de ele ter adiantado nova fase da Lava Jato durante comício do PSDB em Ribeirão Preto, cidade de Antonio Palocci; o ex-ministro dos governos Lula e Dilma foi preso nesta manhã; parlamentares questionam a independência entre Executivo e Polícia Federal e apontam seletividade e uso político da operação; Michel Temer ficou irritado com as acusações de que seu governo estaria fazendo uso político da Lava Jato e pedirá explicações de Moraes; se ficar provado que realmente sabia da nova fase, o ministro da Justiça pode ser investigado por vazar informação sigilosa


26 de Setembro de 2016


247 – O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pode ser convocado a comparecer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, depois de ter adiantado que seria realizada uma nova fase da Operação Lava Jato nessa semana durante comício do PSDB em Ribeirão Preto, cidade de Antonio Palocci, um dia antes de o ex-ministro dos governos Lula e Dilma ser preso.

O requerimento de convocação foi protocolado nesta segunda-feira 26 pelos deputados do PT Paulo Teixeira (SP) e Paulo Pimenta (RS). NO ofício, os parlamentares questionam a independência entre Poder Executivo e Polícia Federal e apontam seletividade e uso político da operação Lava Jato pelo governo de Michel Temer.

Moraes também pode ser convocado no Senado. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou requerimento para que ele compareça à mesma comissão na Casa, pelas mesmas acusações. "A Lava Jato está tropeçando nas próprias pernas. Para além do combate à corrupção, é uma operação de perseguição a determinadas figuras da política brasileira", disse a senadora.

Segundo auxiliares, Michel Temer ficou profundamente irritado com as acusações de que seu governo estaria fazendo uso político da Lava Jato e pedirá explicações de Moraes sobre suas declarações. O ministro divulgou nota na noite de ontem e hoje voltou a dizer que não adiantou informações, e que apenas foi informado da nova fase da operação às 6h de hoje.

Se ficar provado que realmente sabia da nova fase, Moraes pode ser investigado no artigo 325 do Código Penal por vazar informação sigilosa. De acordo com a legislação, que fala sobre violação de sigilo funcional, um funcionário público comete crime contra a administração quando revela um fato de que tem ciência em razão do cargo e que deveria permanecer em segredo.

Leia abaixo o requerimento de convocação dos deputados do PT:
Senhor Presidente,

Nos termos regimentais, requeiro com base no art. 50 da Constituição Federal e na forma do art. 219, parágrafo 1º do Regimento Interno, que ouvido o Plenário desta comissão, seja convocado o Excelentíssimo Senhor Alexandre Moraes, Ministro da Justiça.

JUSTIFICAÇÃO

O Ministro da Justiça anunciou, durante um ato de campanha eleitoral, no interior de São Paulo, que haveria nova fase da Operação Lava Jato a ocorrer nesta última semana do processo eleitoral. Antecipar informação privilegiada e, sobretudo, sigilosa é um ato criminoso e demonstra a interferência do Ministério da Justiça nas operações. A seletividade comprova que a Operação Lava Jato virou instrumento de luta política contra os adversários do governo Temer.
​====

REQUERIMENTO DE CONVOCAÇÃO Nº _____, DE 2016.
(Dos Srs. Deputados Paulo Teixeira e Paulo Pimenta)
Solicita seja convocado o Senhor Ministro da Justiça, a fim de prestar esclarecimentos sobre declarações referentes à Operação Lava Jato.

Senhor Presidente,           

Nos termos regimentais, requeiro com base no art. 50 da Constituição Federal e na forma do art. 219, parágrafo 1º do Regimento Interno, que ouvido o Plenário desta comissão, seja convocado o Excelentíssimo Senhor Alexandre Moraes, Ministro da Justiça.

JUSTIFICAÇÃO

O Ministro da Justiça anunciou, durante um ato de campanha eleitoral, no interior de São Paulo, que haveria nova fase da Operação Lava Jato a ocorrer nesta última semana do processo eleitoral. Antecipar informação privilegiada e, sobretudo, sigilosa é um ato criminoso e demonstra a interferência do Ministério da Justiça nas operações. A seletividade comprova que a Operação Lava Jato virou instrumento de luta política contra os adversários do governo Temer.

Sala da Comissão, em de setembro de 2016


Deputado Paulo Teixeira
​(PT-SP) e Deputado Paulo Pimenta​​ (PT-RS)​






27 setembro 2016

O PREFEITO DE CAXIAS FOGE DO DEBATE PARA NÃO MOSTRAR SUA INCOMPETÊNCIA!





COMO PODE SE VER O MEDIADOR DO DEBATE ESTAVA PRESENTE, SÓ PREFEITO QUE MENTIU E NÃO COMPARECEU!

O debate entre os candidatos ao cargo de prefeito serve para se tirar algumas dúvidas se por ventura houver, mas o prefeito Leonardo Coutinho demonstrou mais uma vez seu menosprezo pelo povo de Caxias, centenas de pessoas se deslocaram até OAB Subseção de Caxias - na Cidade Judiciária - local marcado previamente para o debate, mas o prefeito não compareceu, milhares de pessoas ficaram em frente de TV para assistir o debate. O prefeito arrogante e prepotente com seu grupo que cada dia enriquece mais não deram importância para o debate.

E à população carente dos serviços públicos ficam peregrinando nas filas para marcar consultas e exames, escolas caindo por cima de alunos, falta merenda escolar, saneamento básico. Meu pai sempre me dizia: "meu filho não minta, pois quem mente rouba." Infelizmente ou felizmente, o prefeito fez um vídeo e postou nas redes sociais afirmando que foi convidado para um debate na TV BAND/CAXIAS ficou tudo acertado como ocorreria o debate, mas a justiça eleitoral o proibiu de participar do debate, falou também que foi convidado para entrevista na TV Mirante/Caxias, e hoje não foi para o debate porque faltou o mediador que estava combinado. O prefeito Leonardo Coutinho mente quando afirma que a justiça eleitoral lhe proibiu de participar, pois foi o prefeito e sua coligação que entrou com uma ação na justiça para não participar do debate na TV BAND/CAXIAS alegando que não houve entendimento, faltou acertar os critérios do debate, o Mediador, faltou tudo.

Um prefeito que mente sem necessidade, por puro hábito de mentir, fica desqualificado para uma sociedade séria que quer sair do marasmo, da mentira, do faz de conta, da enganação.

Por isso e muito mais quero informar aos eleitores caxienses esse prefeito Leonardo Coutinho não tem compromisso com os moradores do município, ele quer apenas enriquecer ainda mais, pois ele entrou em Caxias com um pouco mais de dois milhões de reais, hoje já tem mais de dezessete milhões de reais e se Leonardo Coutinho governar mais quatro anos, quando ele sair de Caxias é levando mais de 94 milhões de reais.  


Ah como seria bom Caxias sair das mãos destes predadores dos recursos públicos, se os eleitores refletissem e aceitassem a mudança, mas só depende dos eleitores, se fica na taca ou vai mudar de gestor!
Vote 10
  

É PRECISO ENXUGAR REGALIAS DOS PROFESSORES PARA EQUILIBRAR COFRES DE ESTADOS E MUNICÍPIOS, DIZ GOVERNO FEDERAL


"Eles têm férias de 45 dias, aposentadoria especial, descanso pedagógico, piso nacional e até lanche grátis". Que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou o país continuará quebrado", dizem burocratas do MEC.

Por Fábio Assunção, Brasília | Desde que assumiu ilegitimamente a presidência da república, Michel Temer mira seus canhões no setor público do país. Não à toa, sua principal medida até aqui é a edição da PEC 241, que limita os gastos nessa área por 20 anos. Isto traz impactos muito negativos para o funcionalismo da União, estados e municípios, que poderá ficar com salários congelados por duas décadas.

Nessa linha de ataques ao setor público, o governo federal começa a fazer dobradinha com prefeitos e governadores no sentido de atingir ainda mais negativamente o pessoal do magistério. Segundo técnicos do MEC, redes estaduais e municipais de educação são gigantes demais e consomem muito dinheiro de estados e municípios. "É preciso enxugar, pois 12 estados cogitam declarar calamidade financeira", alardeiam no site da Agência Brasil.

Uma das principais saídas em discussão entre Temer e gestores de estados e municípios é o "enxugamento" de supostas regalias dos professores. "Eles têm férias de 45 dias, aposentadoria especial, descanso pedagógico, piso nacional e até lanche grátis". Que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou o país continuará quebrado", dizem burocratas do MEC.

As representações dos educadores, no entanto, ponderam que o problema é outro. "Temer que enxugar o setor público para fazer caixa e manter com ainda mais privilégios meia dúzia de grandes empresários e banqueiros que financiaram o golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff e o povo brasileiro", declara a professora Ana Beatriz, de Brasília.

Para combater mais arrocho, CUT e CNTE preparam uma greve geral em todo o país. "Temer e aliados devem fazer enxugamento é nos lucros dos ricos que se acham donos do Brasil", alertam muitos sindicalistas.




PREFEITO POR QUE MEUS FILHOS NÃO MERENDAM NA ESCOLA DO MUNICÍPIO?




O Governo Federal envia todo mês recursos aos Municípios para que os gestores comprem e distribuam merenda de qualidade e em quantidade suficiente para os alunos matriculados nas escolas públicas desde o primeiro até o último dia de aula.

Em Caxias sai um prefeito e entra outro e a situação não muda, é falta de merenda escolar, são escolas em péssimos estado de conservação e/ou escolas fechadas para não serem reformadas, são ônibus sem segurança e em péssimo estado de conservação que transportam os filhos dos trabalhadores.

O Governo Federal repassou para Caxias em 2016 R$ 2.556.876,00, (dois milhões, quinhentos e cinquenta e seis mil, oitocentos e setenta e seis reais), para comprar e distribuir merenda de qualidade, mas quando aparece à merenda, as sopas são cheias de sebos e gorduras, em 18 de abril de 2016 as panelas estavam de fundos para cima demonstrando que não havia chegado merenda alguma para ser distribuída aos alunos.



Porém nas contas do prefeito entravam em média R$ 316.360,24 de “investimentos” mais R$ 17.500,00 de salário de prefeito que totaliza um valor de R$ 333.860,24 (trezentos e trinta e três mil, oitocentos e sessenta reais e vinte e quatro centavos), cálculos feitos com base na declaração de bens do prefeito na Justiça Eleitoral.

Com apenas um mandato de prefeito, os bens de Leonardo Coutinho saltou de R$ 2.759.505,05 para R$ 17.449.555,93 um crescimento de 534%. Caso ele venha ter outro mandato, sairá da prefeitura com uma quantia de R$ 94.716.373,96 (noventa e quatro milhões, setecentos e dezesseis mil, trezentos e setenta e três reais e noventa e seis centavos).

Aqui se demonstra porque a briga cerrada pela prefeitura de Caxias, não é para administrar bem o Município, mas sim se darem bem!









26 setembro 2016

EDUARDO CUNHA CONFESSA QUE IMPEACHMENT DE DILMA FOI 'GOLPE' ENCABEÇADO POR TEMER

Publicado: 25 setembro 2016     Web News Viral

 Revelação está em livro que Cunha está escrevendo e deve ser lançado em dezembro. Temer tem medo de que Cunha tenha gravado as conversas entre eles.

A verdade finalmente foi revelada. Pelo menos a verdade de #Eduardo Cunha. O ex-presidente da Câmara dos Deputados está negociando com diversas editoras brasileiras o lançamento de um livro que conta os bastidores do congresso nacional e tudo o que rolou "por baixo do pano" durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. A revista Veja teve acesso a um trecho do livro em que Eduardo Cunha confessa que o impeachment de Dilma foi mesmo um "#Golpe". Em suas palavras, Cunha diz que o Brasil foi vítima de um "golpe parlamentar". O livro deve ser lançado em dezembro deste ano. Cunha pretende receber um milhão de reais pela publicação. 

A revelação faz parte da "vingança" de Eduardo Cunha contra aqueles que votaram a favor de sua cassação no dia 12 de setembro. Ao confirmar o discurso do PT de que o impeachment de Dilma foi golpe, Cunha pune o presidente Michel Temer, a quem acusa de ter lhe dado as costas durante o processo de cassação do seu mandato. Pouco antes de ser cassado, Cunha enviou um emissário ao Palácio do Planalto para ameaçar Temer: "isto não vai ficar assim", ameaçou, deixando de lado qualquer resquício de diplomacia. "O Michel não fez nada por mim", disse na Câmara dos Deputados, horas antes da cassação que o destituiu do cargo de deputado federal e o tornou inelegível por oito anos. 

Temer teme Cunha

O lançamento do livro está fazendo tremer os políticos de Brasília, especialmente o presidente #Michel Temer, que foi ameaçado. Temer acredita que Eduardo Cunha gravou uma conversa que os dois tiveram em julho. Na ocasião Cunha falou sobre "parcerias" entre os dois e sobre "coisas" que fizeram no passado. A forma com que a conversa estava sendo encaminhada por Cunha causou tanto estranhamento a Temer que o presidente expulsou Cunha de sua casa aos berros. 

Na ocasião da sua cassação, Cunha ainda enviou mensagens a deputados e ao próprio Michel Temer afirmando que contaria a todos a verdade sobre o "golpe" e que revelaria também que Michel Temer foi um dos líderes golpistas desde o início



AS PARAELEIÇÕES


Agora que acabaram as Paraolimpíadas vem aí as PARAELEIÇÕES!!!!!!


Milhares de candidatos portadores de honestidade especial, com cegueira ética, deficientes de escrúpulos, paralisia moral, amputados de idoneidade e aqueles que nasceram sem um dos sentidos: o caráter. Eles estarão disputando o lugar mais alto do pódio da vida pública, visando o ouro, a prata, o real, o dólar, o euro, os diamantes e tudo mais que tenha valor. Aproveitem essa grande festa, caso contrário, só daqui a 4 anos. Afinal de contas, por mais ladrão que seja o político, é do seu voto que ele precisa para se eleger.


Reflita antes de votar!!!