30 novembro 2016

PELA SÉTIMA VEZ, PIB VOLTA A CAIR NO PAÍS; SOLUÇÃO PASSA PELA DEVOLUÇÃO DO VOTO AO POVO BRASILEIRO, DIZ GUIMARÃES

Por Wednesday, Vânia Rodrigues, com agências 30 November 2016 


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 0,8% do segundo para o terceiro trimestre, na sétima queda seguida nessa base de comparação. Em relação ao terceiro trimestre de 2015, a retração – a décima consecutiva – foi de 2,9%. Em 12 meses, o PIB recua 4,4%, segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã de hoje (30). No ano, até setembro, o resultado é de - 4%, o pior para o período desde o início da série, em 1996.

As taxas negativas incluem todos os setores de atividade, os indicadores de investimento e os de consumo. No período de 12 meses, por exemplo (-4,4%), a despesa de consumo das famílias cai 5,2% e a do governo, 0,9%. A agropecuária tem retração de 5,6%, a indústria sofre queda de 5,4% e os serviços, de 3,2%. A formação bruta de capital fixo (FBCF) tem contração de 13,5%.

O resultado crítico da economia brasileira, na avaliação do deputado José Guimarães (PT-CE), ex-líder do governo Dilma, é o reflexo da política de um governo ilegítimo que tem como mantra “cortar, cortar e cortar”. A solução mágica prometida pelos golpistas, segundo Guimarães, era uma enganação. “Armaram um golpe para tirar a presidenta Dilma da Presidência com a máxima de que a economia voltaria a crescer no dia seguinte, e já se passaram sete meses e até agora a equipe econômica desse governo sem voto não apresentou nenhuma medida que aponte ou que ajude na retomada do crescimento”, criticou.

José Guimarães alertou que se o ritmo de aquecimento da economia for esse, o Brasil, que na sua opinião já está à beira do abismo, vai enfrentar uma desagregação política e social sem precedentes. “E, a considerar propostas como a PEC do fim mundo aprovada em primeiro turno no Senado, haverá um aprofundamento da recessão com mais desemprego”, afirmou.

Guimarães se referiu à proposta de emenda à Constituição (PEC 55, antiga PEC 241), que limita investimentos públicos por 20 anos. “Essa proposta é um equívoco, em momentos de crise econômica é preciso garantir investimentos públicos e não congelar”, enfatizou.

O País, analisou Guimarães, pede socorro e a solução para que a nossa economia volte a crescer e a gerar emprego e renda passa pela devolução do voto ao povo brasileiro. “Só um novo governo respaldado pelas urnas e com um novo modelo econômico colocará de novo o Brasil no rumo certo. Até lá, é só sangrar, sangrar e sangrar. A crise só vai piorar”, lamentou.

Consumo das famílias - No terceiro trimestre, ante 2015, o consumo das famílias caiu 3,4%. "Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", diz o IBGE.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,580 trilhão no terceiro trimestre. A taxa de investimento correspondeu a 16,5% do PIB, ante 18,2% em igual período de 2015. Já a taxa de poupança passou de 15,3% para 15,1%.

Os resultados mostram maior queda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, depois de uma tendência de menor intensidade nos períodos recentes. Assim, o PIB caiu 1,6% no terceiro trimestre do ano passado em relação ao segundo, 1,1% no quarto trimestre ante o terceiro, 0,5% no primeiro trimestre deste ano ante o último de 2015, 0,4% no segundo e 0,8% agora.

O PIB acumulado em 12 meses mostrou queda um pouco menos intensa, de 4,4%, ante 4,8% no segundo trimestre e 4,7% no primeiro.

Do segundo para o terceiro trimestre (-0,8%), a agropecuária teve queda de 1,4%, a indústria recuou 1,3% e os serviços, 0,6%. O consumo das famílias teve retração de 0,6%, o sétimo seguido. As exportações caíram 2,8% e as importações, 3,1%.

No setor industrial, o IBGE registrou crescimento de 3,8% no segmento extrativo mineral, puxado pela extração de petróleo e gás natural. A indústria de transformação caiu 2,1% e a construção teve queda de 1,7%.

Os serviços caíram 2,2% na comparação com 2015, com destaque para em transporte, armazenagem e correio (-7,4%) e comércio (atacadista e varejista), com -4,4%. 

FBCF tem retração de 8,4%, a décima seguida.


As exportações variam 0,2% e as importações caem 6,8%, "ambas influenciadas pela valorização de 8,5% na taxa de câmbio e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período".






29 novembro 2016

BOMBA! PF VAZA DEPOIMENTO DE EX-MINISTRO DA CULTURA QUE ACUSA TEMER DE CRIME DE RESPONSABILIDADE


Leia abaixo o depoimento do ex ministro da cultura Marcelo Calero em que ele denuncia à Polícia Federal o Presidente da República Michel Temer, que tentou interferir a favor de Geddel Lima, Secretário de Governo, e fez pressão para que Calero liberasse uma obra vetada pelo IPHAN em Salvador. Um caso escandaloso de corrupção. A sociedade espera ouvir os áudios de Calero.











28 novembro 2016

CUNHA DECIDE IMPLODIR TEMER NA LAVA JATO



Não poderiam ser mais ameaçadoras as perguntas feitas por Eduardo Cunha a Michel Temer, sua testemunha, na Operação Lava Jato; basicamente, Cunha questiona Temer sobre os principais operadores do PMDB, como Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e José Augusto Henriques, lobista do setor de petróleo – ambos presos em Curitiba; Cunha também questiona sua testemunha sobre sua relação com o empresário José Yunes, melhor amigo de Temer e tido no mercado como parceiro do peemedebista em empreendimentos imobiliários; ou seja: Cunha já decidiu que não vai morrer sozinho, sem levar seu principal aliado, que sempre foi Michel Temer


28 de Novembro de 2016 


247 – O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu implodir Michel Temer, na Operação Lava Jato.
Basta ler as perguntas que ele encaminhou a Temer, sua testemunha, para chegar a essa conclusão.
Elas não poderiam ser mais ameaçadoras.
Cunha questiona Temer sobre os principais operadores do PMDB, como Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e José Augusto Henriques, lobista do setor de petróleo – ambos presos em Curitiba.
Henriques, operador do PMDB, foi preso na Operação Triplo X (leia aqui) e tem ligação com o próprio Temer, com foi dito pelo delator Delcídio Amaral (leia aqui). Zelada foi indicado para a diretoria internacional da Petrobras pelo próprio Temer (leia aqui).
Por último, com requintes de crueldade, Cunha também questiona sua testemunha sobre sua relação com o empresário José Yunes, melhor amigo de Temer e tido no mercado como parceiro do peemedebista em empreendimentos imobiliários.
Ou seja: Cunha já decidiu que não vai morrer sozinho, sem levar seu principal aliado, que sempre foi Michel Temer.
Abaixo, suas questões:











CARDOZO PEDE INQUÉRITO POLICIAL PARA TEMER E DIZ QUE ELE UTILIZOU GOVERNO PARA RESOLVER PROBLEMAS IMOBILIÁRIOS DE MINISTROS


http://clickpolitica.com.br/


Michel Temer escolheu uma narrativa desastrosa para sua participação no episódio Geddel Vieira Lima – e que pode até provocar seu afastamento por um processo de impeachment.

A avaliação é do ex-ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que rebateu o argumento usado pelo Palácio do Planalto, de que Temer teria entrado no caso para “arbitrar conflitos entre dois ministros” e recomendar que o caso fosse encaminhado à Advocacia-Geral da União.

Como se sabe, Calero se demitiu após ser pressionado por Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha e pelo próprio Michel Temer a liberar uma obra ilegal em Salvador, que agride o patrimônio histórico, onde Geddel tem um imóvel de R$ 2,4 milhões.“Mas que conflito?”, questiona Cardozo; “Pelos fatos narrados até aqui, não havia nenhuma discussão jurídica, o que houve foi uma pressão hierárquica para que interesses pessoais de determinado ministro fossem atendidos.”

“Tudo isso deve ser rigorosamente apurado, inclusive a forma como se deu a compra deste imóvel”, diz Cardozo. Num artigo recente, o ex-ministro Juca Ferreira chegou a dizer que Geddel pode ter ganho o imóvel como pagamento por sua tentativa de liberar a obra – Geddel não rebateu e até agora não apresentou seus comprovantes de pagamento pela unidade.

Crime cometido neste mandato

O ex-ministro da AGU, que também chefiou a Justiça no governo da presidente Dilma Rousseff, afirma que o próprio Temer poderá ser investigado por sua participação no caso.

“É preciso que seja aberto um inquérito policial e não há nada que não legitime sua investigação, inclusive por eventual crime cometido no curso deste mandato, o que justificaria eventual pedido de impeachment”, diz ele.

Cardozo também lembra que a própria nota da AGU sobre o caso, assinada pela ministra Grace Mendonça, reforça que não havia nenhum conflito jurídico em questão. “As eventuais questões jurídicas relacionadas ao caso foram examinadas pela própria Procuradoria do Iphan, órgão competente para analisá-las. Tecnicamente, a unidade entendeu que a presidente do Iphan é competente para a anulação de ato da Superintendência estadual e que poderia decidir o caso concreto, conforme os critérios que a área técnica entendesse pertinentes”, dizia a nota. “A Advogada-Geral da União reafirma peremptoriamente que não há qualquer possibilidade de construir qualquer solução jurídica que não seja fundamentada na Constituição da República e no ordenamento jurídico pátrio.”

Tanto Temer como Padilha disseram a Calero que procurasse a AGU para que se construísse uma saída que atendesse aos interesses de Geddel.








JUSTIÇA RECONHECE DÍVIDA DE R$ 70 MILHÕES DE ZEZÉ PERRELLA E OUTRAS 11 PESSOAS

  
 

Por: Janaina Oliveira
joliveira@hojeemdia.com.br
26/11/2016

O senador Zezé Perrella (PTB/MG), o irmão dele Alvimar Perrella, e outras 10 pessoas podem ser obrigados pela Justiça Federal a pagar R$ 70 milhões aos cofres públicos por suposta sonegação de tributos federais. A decisão do juiz André Gonçalves de Oliveira Salce, da Justiça Federal em Minas, reconhece que 14 frigoríficos mineiros estão envolvidos em prática de sonegação e formam, na verdade, um só grupo econômico, do qual Zezé e Alvimar seriam dirigentes. O senador nega ter participação no grupo.

A decisão não deixa claro se os frigoríficos eram dirigidos por laranjas ou sócios dos irmãos Perrella. Por isso, o juiz determinou o reconhecimento da dívida milionária para 12 pessoas físicas envolvidas e das 14 empresas. No despacho, o juiz concluiu que “ficam amplamente demonstrados veementes indícios de que pessoas físicas (entre elas, Alvimar e Zezé) eram os verdadeiros donos do negócio que se operou sobre a razão social das empresas”.

Ainda conforme o magistrado, “os administradores das empresas citadas agiram em inequívoca infração à lei tributária, ao promoverem fraude fiscal”. A ação foi movida pela Procuradoria da Fazenda Nacional em parceria com a Receita Federal. A decisão foi publicada nessa sexta (25) portal da Justiça Federal em Minas. Cabe recurso.

No mesmo despacho, o magistrado federal revelou a existência de grupo econômico, incluindo frigoríficos e empresas de transporte, e atualizou o valor da cobrança dos impostos sonegados no montante de R$ 70.267.631,24.

Os tributos sonegados são de competência da União, entre eles Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre Lucro Líquido, Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de Contribuição Social para o PIS/Pasep.

O juiz determinou a expedição de mandados de citação dos condenados, penhora e avaliação em desfavor de todos os responsáveis. São eles José Perrela de Oliveira Costa, Alvimar de Oliveira Costa, Cláudio Ney de Faria Maia, Marcos Antônio de Faria Maia, Geraldo Heleno de Faria, Paulo Afonso de Faria Maia, Maria da Conceição Rezende de Faria, Maria José de Faria Maia, Dênio Altivo de Oliveira, Maria da Conceição Teodora, Paulo Cezar de Faria e Eva Ionélia de Jesus Maia. 

As empresas envolvidas são Frigorífico Cristal Ltda. – ME, Frigo Adoro Indústria e Comércio Ltda., Bandeirante Comércio e Representação Ltda. – EPP, Gene Alimentos Ltda. EPP, Nema Alimentos Comércio e Representação Ltda. – EPP, Meireles Consultoria e Assessoria Eireli - EPP, Plena Alimentos Ltda., Mellore Alimentos Ltda., Betim Carnes Ltda. – ME, BT Carnes Ltda. – ME, Transquali Transportes de Qualidade Ltda., Transportadora Contorno – EIRELI e Rajest Participações e Empreendimentos Ltda. – ME.

Defesa

O senador  negou  participação no grupo econômico que está sendo investigado pela Justiça Federal por sonegação. Em áudio, enviado à reportagem, ele afirmou ter tido participação no passado apenas na Transportadora Contorno dentre as citadas na ação em curso e, em nota, garantiu ser vítima de “perseguição política ante as alegações infundadas”.

 “Eu nunca fui sócio dessas empresas citadas. Com relação a única empresa citada que eu tive participação, há muitos anos atrás, foi a Transportadora Contorno. Das outras empresas eu nunca participei do quadro societário”, afirma. 

E completa: “A única empresa que participei foi a Transportadora Contorno e ela não foi autuada. Ela entrou como corresponsável, como se fizesse parte de um pseudo grupo econômico. E a transportadora em si na qual eu participei não tem nenhuma autuação em cima dela. Isso é uma sacanagem”. Ele afirmou que vai recorrer da decisão e que “apresentará à Justiça, no momento oportuno, todas as provas de que não há qualquer responsabilidade que lhe possa ser atribuída pela lei”, disse em nota enviada pela assessoria de imprensa.





26 novembro 2016

ODEBRECHT DETONA AÉCIO E ACUSA MARQUETEIRO DE SER SEU CAIXA INFORMAL


Articulador do golpe parlamentar de 2016, que arruinou a economia brasileira, e também do projeto de anistia ao caixa dois, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) terá posição de destaque na delação premiada da Odebrecht; a empreiteira afirma que o senador era pago por meio de repasses a uma das agências de publicidade de Paulo Vasconcelos, que trabalha com Aécio há muitos anos e foi seu marqueteiro na campanha presidencial de 2014; "em relação ao Aécio, está tudo muito bem documentado", diz um dos investigadores; Aécio já foi citado na Lava Jato como responsável por um mensalão em Furnas e por esquemas do Banco Rural, no mensalão mineiro

26 de Novembro de 2016

Minas 247 – O principal responsável pela crise política brasileira, que também arruinou a economia nacional, terá posição de destaque na delação da Odebrecht. Trata-se do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, um dia após sua derrota na disputa presidencial de 2014, passou a articular a queda da presidente reeleita Dilma Rousseff, aliando-se ao ex-deputado Eduardo Cunha.


Juntos, os dois paralisaram o Congresso em 2015, impediram a aprovação do ajuste fiscal de Joaquim Levy e fizeram com que a agenda do País passasse a ser dominada pelo tema único do impeachment. Resultados: queda do PIB de 5% em 2015, de 3,5% em 2016 e mais de 3,5 milhões de desempregados.

Já se sabia, naquele momento, que Cunha movia-se para se salvar. Se obtivesse proteção da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores, ele teria engavetado todos os pedidos de impeachment. Aparentemente, Aécio também tinha motivações de natureza não republicana.

Isso porque ele será um dos principais alvos da delação premiada da Odebrecht, segundo aponta reportagem do jornalista Renato Onofre, publicada na revista Veja deste fim de semana.

De acordo com sua apuração, a Odebrecht o acusa de receber milhões por meio de seu marqueteiro Paulo Vasconcelos, que atua com Aécio há vários anos e fez sua campanha presidencial em 2014. Os pagamentos seriam feitos pela Odebrecht a uma das agências de publicidade de Vasconcelos, que pagava despesas de Aécio, como seu caixa informal. 

"Em relação a Aécio, está tudo muito bem documentado", disse um dos investigadores ao jornalista Renato Onofre.
Esta, no entanto, não é a única acusação que pesa contra o presidente nacional do PSDB. Aécio já foi acusado por vários delatores da Lava Jato de operar um mensalão em Furnas e também de comandar esquemas no Banco Rural, instituição financeira que protagonizou o chamado mensalão tucano.





JORNALISTA PERSEGUIDO E PRESO, CONSEGUE A LIBERDADE E ABRE A ‘CAIXA DE PANDORA’ DE AÉCIO NEVES



Viomundo – O jornalista Marco Aurélio Carone ficou preso 9 meses e 20 dias em 2014, em Minas Gerais.

Ele é filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte que foi aliado de Tancredo Neves.

No Diário de Minas e no Novojornal, este na internet, passou a fazer denúncias contra o grupo político do hoje senador e presidente do PSDB, Aécio Neves.

O jornalista se diz vítima de policiais, procuradores, juizes e desembargadores de Minas, que estariam a serviço de Aécio.

Carone foi solto 5 dias depois da eleição presidencial em que Aécio foi derrotado por Dilma Rousseff.

Foi absolvido no processo que o levou à prisão.

Mas, enquanto esteve na cadeia, não pode fazer as denúncias que pretendia fazer contra o tucano.

Hoje, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Carone contou quais eram: financiamento de campanha via caixa dois, envolvimento de Andreia Neves, esquema na mineração e exportação de nióbio e uso político da estatal Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais, dentre outros.

Também depôs Geraldo Elísio, o jornalista que trabalhava com Carone e sofreu busca e apreensão da polícia civil de Minas Gerais — segundo ele, o objetivo era descobrir as fontes das denúncias.

Num dos trechos de seu depoimento, Elísio disse que o helicóptero apreendido com 450 kg de pasta base em Minas fez pelo menos três pousos em Divinópolis, no interior do Estado, sugerindo assim que o aparelho — de propriedade da Limeira Agropecuária, do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves — fazia o vôo regularmente.

Reproduzimos acima as falas de Carone e Elísio.






25 novembro 2016

GEDDEL, O CORRUPTO BRAÇO DIREITO DE TEMER, SE DEMITE


Cai o articulador político de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, que usou seu cargo para tentar obter benefícios privados; Geddel foi também um dos principais articuladores do golpe parlamentar de 2016, mas sua demissão não resolve os problemas de Temer, que também foi gravado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero; insustentável no cargo, ele enviou por e-mail sua carta de demissão a Michel Temer nesta sexta-feira 25 (confira a íntegra); também citado nas delações das empreiteiras, Geddel perderá o foro privilegiado

25 de Novembro de 2016



247 - Pivô da maior crise do governo de Michel Temer, que pode culminar inclusive na saída do presidente, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, já entregou sua carta de demissão ao presidente nesta sexa-feira 25.

Geddel ficou insustentável no cargo desde que foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter advogado em causa própria e cometido tráfico de influência ao fazer pressões para que Calero agisse pela liberação de uma obra embargada em Salvador.

Calero pode ter gravado conversas com Geddel, o ministro Eliseu Padilha e Temer e acusa o presidente de também tê-lo "enquadrado" em favor de Geddel, em uma reunião no Palácio do Planalto, conforme contou em depoimento à Polícia Federal.

Com sua saída, a intenção de Geddel é tentar estancar a sangria da crise. Ela não será resolvida, porém, uma vez que envolve o próprio Michel Temer no caso. Também citado nas delações das empreiteiras na Lava Jato, Geddel perderá o foro privilegiado.

Confira a íntegra da carta de demissão de Geddel, que teria 
sido enviada por email a Michel Temer:



PETROBRÁS ESTÁ SENDO PRIVATIZADA “NA MOITA” SEM AUTORIZAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

Foto: Felipe Dana / Ag. Petrobras
24/11/2016    Por Cláudio da Costa Oliveira, colunista do O Cafezinho


Num processo inusitado de negociações diretas, dirigidas, sem concorrência e muito menos transparência, a Petrobras vai sendo retalhada e distribuída no mercado.

Rapidamente aquela que foi a  grande empresa indutora do crescimento nacional, vai se transformar naquilo que Pedro Parente, sem nenhum constrangimento, já prometeu : uma pequena produtora de óleo cru, sem nenhum significado para a economia brasileira.

A estrutura deste esquema é bem clara no novo PNG 2017/2021, onde não estão previstos gastos com novas explorações por parte da Petrobras, somente com a manutenção do que já existe. Novas explorações vão ser entregues à petroleiras estrangeiras, que vão ter a primazia de descobrir o que já está descoberto : o pré-sal.

Outra providência tomada pela atual administração, foi a desvalorização dos ativos (impairments) , o que permitirá a venda a qualquer preço e mesmo assim gerar “lucro” contábil.

Alguns ativos como o Comperj e a Usina de Quixadá,  tiveram seus valores recuperáveis zerados.

Assim disfarçadamente, sem que a população brasileira se aperceba, a empresa vai sendo privatizada. Mais tarde, quando forem  descobertas as irregularidades cometidas, “já era”. Já será irreversível.

Uma nova proposta dentro deste projeto lesa´pátria, é a ofertada pelos governos do Irã e da Índia, da construção de uma refinaria e um polo petroquímico no Maranhão. A intenção é implantar a nova indústria no mesmo local em que a Petrobras ia construir uma Refinaria Premium e que foi abandonada em 2014, considerada inviável.

O projeto prevê a importação de petróleo e produção de derivados para venda no mercado brasileiro. Em dezembro autoridades dos dois países virão ao Brasil para conclusão das negociações. É fantástico.

O atual governo de “colonizadores” só pensa em explorar o Brasil e seu povo.




24 novembro 2016

CALERO TERMINOU DE ENTERRAR TEMER E UM GOVERNO VIRTUALMENTE MORTO

Postado em 24 Nov 2016


Palmas para ele, que ele merece



Quis o destino que o traidor fosse traído.

O depoimento de Marcelo Calero à Polícia Federal sobre o caso Geddel, revelado por Natuza Nery na Folha, é demolidor.

Calero contou que Temer “o enquadrou” para encontrar uma “saída”.

Temer não buscava uma solução da desavença entre dois ministros, nada disso.

Queria o mesmo que Geddel: a liberação das obras do edificado de luxo La Vie Ladeira da Barra, embargado pelo Iphan por estar numa área tombada de Salvador.

Temer é cúmplice de uma maracutaia. O que ganharia com isso, ele teria obrigação de responder.

Diz o documento da PF:

“Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”.

Temos aí mais um personagem: a ministra Grace Mendonça, que, deduz-se, estaria ciente do malfeito e encontraria um jeito de fazer a coisa andar.

Continua:

”Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente ‘que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão’”.

Calero teria se sentido “desapontado”. Ele mesmo não é nenhum novato. É do PMDB do Rio de Janeiro, ninho de cobras, e foi secretário de Eduardo Paes.

Para se surpreender com Temer e Geddel é porque, provavelmente, a baixeza atingiu níveis insuportáveis até para um profissional. A ver.

Mais do que Geddel Vieira de Lima, Marcelo Calero torna-se responsável por ilustrar em cores vivas quem é Michel Temer: um anão metido em pequenos expedientes e grandes negócios, disposto a sujar as mãos para agradar um aliado corrupto como ele.

De graça não é.

O ex-titular da pasta da Cultura —  que, aliás, não deveria existir na gestão golpista vilegiatura — terminou de enterrar um presidente e um governo que já estavam virtualmente mortos, a não ser na ficção canhestra dos suspeitos de sempre.

Calero teria, dizem alguns analistas, gravado as conversas com Temer. Identificado o crime de responsabilidade, será aberto um processo de impeachment do punguista







MORO SE IRRITA DE NOVO: MAIS TRÊS DELATORES INOCENTAM LULA E DIZEM NÃO TEREM PROVAS

23/11/2016 



Assim como no primeiro dia de audiência do processo contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, em que todas as testemunhas de acusação o inocentaram, o mesmo aconteceu nesta quarta-feira.

No primeiro dia, falaram Delcídio Amaral, Eduardo Leite e Augusto Mendonça. Todos disseram desconhecer qualquer ligação do ex-presidente Lula com o imóvel do Guarujá (SP), que é o foco da denúncia.

Desta vez, falaram Pedro Barusco, Pedro Corrêa e Paulo Roberto Costa e o cenário se repetiu.

Leia, ainda, nota dos advogados do ex-presidente Lula:

Mais uma vez, as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal para a segunda audiência realizada hoje (23/11) na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba isentaram o ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva em relação à acusação de recebimento de qualquer vantagem indevida por meio de um tríplex no Guarujá.

Foram ouvidos Pedro Corrêa, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco. Todos negaram (i) a realização de qualquer reunião com Lula em que ele tenha solicitado ou recebido vantagem indevida ou, ainda, (ii) qualquer relação entre Lula e o tríplex do Guarujá.

No item 50 da denúncia, o MPF havia relatado que Pedro Corrêa e José Janene foram apresentar ao ex-Presidente reivindicações de novos cargos e valores que seriam usados em benefícios de campanhas políticas e que, na ocasião, Lula teria negado o pleito dizendo: “Vocês têm uma diretoria muito importante, estão muito bem atendidos financeiramente. Paulinho tem me dito”. Lula, segundo o MPF, teria dito ainda que “Paulinho tinha deixado o partido muito bem abastecido com dinheiro para fazer a eleição de todos os deputados”. No entanto, na audiência de hoje Paulo Roberto Costa afirmou peremptoriamente que jamais Lula o tratou por Paulinho, até porque seu relacionamento com o então presidente era institucional e nunca houve conversa sobre vantagem indevida.

No curso da audiência, além de não seguir o rito estabelecido na lei, como registrado pela defesa em petição, Moro ainda fez nova antecipação de juízo de valor – tentando transformar o exercício do direito de defesa em falta de argumentos -, o que motivou a reiteração da sua suspeição.

A audiência também foi marcada para ouvir Nestor Cerveró. Seu depoimento, no entanto, foi transferido para amanhã (11 horas) em decorrência de uma decisão do juiz, que alegou percalços criados pela defesa, quando a mídia já havia divulgado anteriormente a palestra do magistrado no Teatro Positivo, prevista para às 20 horas de hoje.


Assessoria de imprensa do Teixeira, Martins & Advogados