31 julho 2017

JANOT VOLTA A PEDIR A PRISÃO DE AÉCIO NEVES

      31 de julho de 2017                



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir, nesta segunda-feira, a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em razão da propina de R$ 2 milhões paga pela JBS a seu primo Fred Pacheco; derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio foi o principal responsável pelo golpe de 2016, que instalou Michel Temer no poder; hoje, os dois estão entre os políticos mais repudiados do Brasil, com rejeições de 90% e 94%, respectivamente; caberá à primeira turma do Supremo Tribunal Federal decidir sobre a prisão de Aécio, que lançou o Brasil à maior crise de sua história



Minas 247 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir, nesta segunda-feira, a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em razão da propina de R$ 2 milhões paga pela JBS a seu primo Fred Pacheco.

Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio foi o principal responsável pelo golpe de 2016, que instalou Michel Temer no poder, mas, hoje, os dois estão entre os políticos mais repudiados do Brasil, com rejeições de 90% e 94%, respectivamente.

Caberá à primeira turma do Supremo Tribunal Federal decidir sobre a prisão de Aécio, que lançou o Brasil à maior crise de sua história.

O novo pedido de prisão foi revelado pelo jornalista Jailton de Carvalho. "O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir a prisão do senador Aécio Neves, presidente licenciado do PSDB, no caso em que ele é acusado de pedir e receber R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista. Janot também pediu para afastamento de Aécio do mandato de senador. O primeiro pedido de afastamento e prisão foi rejeitado em decisão monocrática do ministro Marco Aurélio. Caberá agora à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidir sobre o assunto", diz ele, em reportagem publicada no Globo. "Em 18 de maio, dia seguinte à revelação, pelo GLOBO, da delação de Joesley Batista e de outros executivos da JBS, o que incluía das gravações de conversas do empresário com o presidente Michel Temer e com Aécio Neves, a Polícia Federal deflagou uma operação que levou à prisão, temporariamente, Andréia Neves, irmã de Aécio. O pedido de prisão do senador, porém, foi rejeitado."

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:
André Richter - Repórter da Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou hoje (31) no Supremo Tribunal Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A PGR pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado.

É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator. 

No mês passado, Marco Aurélio manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva do senador, mas proibiu Aécio de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo.

Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. Aécio foi citado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e um de seus depoimentos de delação premiada. Joesley contou aos procuradores que Aécio lhe pediu R$ 2 milhões para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

À época, a defesa de Aécio comemorou a decisão de Marco Aurélio e o senador disse que sempre acreditou Justiça e que seguiria "no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou em nota.


Fonte: Brasil 247










29 julho 2017

FUP: LAVA JATO TIROU 3 MILHÕES DE EMPREGOS DA CADEIA DE ÓLEO E GÁS

     29 de julho de 2017


Impacto da Operação Lava Jato e das políticas do governo Michel Temer na economia do país e no crescimento do desemprego é brutal; quando a Lava Jato foi deflagrada, em março de 2014, o IBGE apontava taxa de desemprego no Brasil de 7,1% no trimestre encerrado naquele mês; hoje, a taxa no período encerrado em junho chega a 13%, com 13,5 milhões de pessoas sem emprego; segundo o diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da FUP, João Antônio de Moraes, só a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos; "A Lava Jato fecha os estaleiros, proíbe as empresas brasileiras de disputar licitações e paralisa as obras", afirma


Eduardo Maretti, da RBA - O impacto da Operação Lava Jato e das políticas do governo Michel Temer na economia do país e no crescimento do desemprego é brutal. Quando a Lava Jato foi deflagrada, em março de 2014, o IBGE apontava taxa de desemprego no Brasi de 7,1% no trimestre encerrado naquele mês. Eram 7 milhões de desempregados. Hoje, a taxa no período encerrado em junho chega a 13%, com 13,5 milhões de pessoas sem emprego.

Os dados mostram que, somente na indústria naval, que havia sido recuperada pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o número de trabalhadores empregados caiu de 83 mil, no governo Dilma, para estimados 30 mil.
Apesar dos efeitos claros das políticas do governo Temer, que aprofundam a recessão, os da Lava Jato são ainda mais perversos. "A recessão elimina empregos, mas a empresa permanece. Havendo recuperação, o emprego volta. No caso da Lava Jato, é quase uma perda permanente", aponta o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann.
A forma pela qual se deu a operação comandada em Curitiba não foi de investigar e apurar ilegalidades cometidas por diretorias de empresas e puni-las "na forma da lei", como aconteceu em vários países desenvolvidos. Entre outros exemplos, Pochmann cita o caso da Volkswagen alemã, na qual foi desbaratado um esquema de fraude em medição de emissões de poluentes. Autoridades e executivos são punidos, mas a empresa fica de pé. No Brasil, com os benefícios das delações premiadas, ocorre o contrário. A Lava Jato destruiu enorme capacidade de investimento das empresas e empreiteiras brasileiras.
O diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, calcula que desde o início da Lava Jato a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos. A cadeia representava aproximadamente 13% do Produto Interno Bruto do país. Esse percentual hoje se esvaiu, e não se sabe exatamente qual o tamanho da queda.
Segundo Moraes, a Lava Jato causa maiores e mais perversos danos à economia a ao emprego do que o próprio governo Temer. "Porque a Lava Jato fecha os estaleiros, proíbe as empresas brasileiras de disputar licitações e paralisa as obras."
Crise política

Em 2015, quando os efeitos da Lava Jato já eram concretos, o PIB despencou para 3,8% negativos. Segundo cálculo não apenas do governo na época, mas de economistas e de consultorias, como a 4E Consultoria, do total da queda do PIB naquele período, entre 2 a 2,5 pontos percentuais foram relativos à crise da Petrobras e da cadeia de petróleo e gás.

"Naquele momento, foi feita uma conta em relação à retração de investimento da Petrobras e impacto sobre a cadeia como um todo. Hoje, a situação é mais tensa em termos de empresas e setores afetados direta e indiretamente por conta da crise política. Não só em relação à Petrobras, mas às empreiteiras, com efeitos indiretos sobre o restante da economia", diz Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria.
Tanto a construção naval como o sistema Petrobras e os terceirizados foram atingidos pela crise e as consequências da operação Lava Jato. Entre 2014 (quando se iniciou a Lava Jato de Sérgio Moro) e 2015, os empregos na Petrobras caíram 3%, de 80.908 para 78.470. Na área de terceirizados, a redução foi muito mais significativa, de 46%, reduzindo-se de 291.074 para 158.076. A queda no setor de construção naval no período foi de 82.472 para 57.048, de 30,8%.
Para Pochmann, é fato que, quando Temer assumiu o poder, o país ainda estava em recessão, embora os dados e diversos economistas apontassem que em 2016 a recessão começaria a ser superada. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016 (mês em que Dilma foi afastada), com 11,4 milhões de pessoas desocupadas .
"Dilma provocou a recessão, mas a entrada de Temer levou a economia novamente à recessão, comprometeu o segundo semestre e avançou por 2017. O questionamento que se tem é que, quando Temer assumiu, o discurso era de recuperação da economia e retirada do país da recessão, porque, segundo ele, Dilma não tinha condições de resgatar a atividade empresarial e o país recuperaria os investimentos." 
Mas não foi o que aconteceu. "Pelo contrário. Temer aproveita a recessão para reconfigurar o capitalismo. Não se trata apenas de uma recessão, é uma mudança na trajetória do capitalismo brasileiro", diz Pochmann.
Com Temer, está em andamento algo muito mais complexo do que um simples erro de percurso ou opção de política econômica, na opinião do economista. "É uma reconfiguração do capitalismo porque parte do pressuposto de que uma parte da sociedade não deve fazer parte das políticas públicas. Porque há um processo de liquidação de empresas estatais e reformulação do Estado para garantir que a financeirização possa se viabilizar pelos próximos 20 anos", avalia.










28 julho 2017

DENÚNCIA GRAVE: MEIRELLES TOMOU MEDIDAS ECONÔMICAS QUE VALORIZARAM SEUS PRÓPRIOS INVESTIMENTOS E QUEBRARAM O PAÍS

    28 de julho de 2017



Enquanto a Lava Jato sequestra todos os bens de Lula, avaliados em R$ 9 milhões, roubando sua aposentadoria e seu fundo de previdência, impedindo que o ex-presidente tenha dinheiro até mesmo para se alimentar, quanto mais pagar seus advogados e funcionários do Instituto, o ministro da Fazenda do governo golpista, que recebeu mais de R$ 200 milhões às vésperas de assumir a pasta, continua faturando alto com o rendimento de títulos públicos e fundos especulativos.


Segundo reportagem do BuzzFeed, que não recebe nenhum dos milionários anúncios da Petrobrás que enchem as páginas do Globo, Folha, Veja e Estadão, os investimentos de Meirelles, depois de assumir o governo, renderam mais que o dobro da taxa Selic.

Ou seja, as mesmas medidas econômicas que estão arruinando o país, esvaziando os cofres de municípios, estados e União, estão enchendo as burras da empresa de Meirelles.

Todas as teorias da Lava Jato empalidecem e perdem qualquer sentido diante da relação óbvia entre as decisões de Meirelles, que enriquecem apenas a si mesmo, e a crise econômica, que arrasta milhões de famílias à miséria.

Lula fez o Brasil se desenvolver, crescer, gerar empregos e enfrentar a pobreza, e, ao final de sua gestão, voltou a residir no mesmo apartamento onde morou durante décadas. Leva uma vida modesta, não tem contas no exterior e seus bens são humildes (sobretudo considerando a sua fama internacional e o preço de suas palestras).

Enquanto isso, Meirelles, com ajuda da Lava Jato (e de suas filhas Brasil a fora), faz o Brasil afundar cada vez mais.

Repare nos gráficos. Meirelles foi mais um rentista que usou a crise política – a mesma que desempregou milhões de brasileiros – para ganhar milhões de reais, e continua a faturar alto com a desgraça alheia.

***

No Buzzfeed

Investimentos de Henrique Meirelles renderam mais que o dobro da Selic após ele assumir Fazenda

Meirelles diz que nomeou um gestor com carta branca e que ele não interfere nas decisões, para evitar conflito de interesses

Por Filipe Coutinho, repórter do BuzzFeed News, Brasil
publicado 27 de Julho de 2017, 11:39 a.m.

O fundo que administra uma parte da fortuna do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rendeu 32% desde maio de 2016, quando ele assumiu a pasta. Esse desempenho é mais que o dobro da Selic, a taxa básica de juros e referência para investimentos.

Como o BuzzFeed revelou, Henrique Meirelles recebeu R$ 217 milhões de distribuição de lucros de sua firma de consultoria, que prestava serviços a megaempresários.

De acordo com o ministro, ele usa um “blind trust” para administrar seus investimentos. Em outras, palavras, um gestor tem carta branca para escolher onde colocar o dinheiro e, segundo o ministro, ele não interfere nas decisões.

Da fortuna do ministro, cerca de R$ 50 milhões estão num fundo de investimento Brasil, o “Sagres Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior”. Esse foi o valor de cotas que a empresa de Meirelles transferiu para ele em setembro de 2016.
Com o CNPJ do fundo, o BuzzFeed comparou os rendimentos da carteira em três serviços disponíveis nos site de corretoras.

Esse é o gráfico do desempenho do fundo desde 2012, comparado com um rendimento próximo com a Selic, a taxa básica de juros e principal referência nos títulos do tesouro.

Os dados mostram o seguinte. Desde 2012, o fundo tinha rendimento similar a um de renda fixa, como um título do Tesouro com rendimentos da Selic. Houve, inclusive, um momento de rendimento negativo, entre agosto de 2015 e março de 2016.

Os ventos começaram a mudar em março, quando o governo Dilma já dava sinais de que estava perto do fim e o mercado financeiro entrava em viés de alta. Naquele mês, o impeachment avançou na Câmara, o ex-presidente Lula foi alvo de uma operação da Polícia Federal e sua nomeação para ministro da Casa Civil foi barrada.

Essa combinação de más notícias para o governo do PT representou otimismo no mercado de investimentos. Foi justamente nesse período que o fundo ligado a Henrique Meirelles começou a acelerar até se distanciar da Selic e decolar.

Em números, os serviços de comparação de fundos mostram um desempenho muito acima da média com Meirelles à frente. Quem investiu dede 12 de maio de 2016 a junho deste ano, teve o seguinte rendimento:

Renda fixas com rendimento próximo da Selic (101% do CDI) – 15%
Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores – 18%
Fundo de investimento Sagres – 32%.

No mundo dos investimentos, a taxa de comparação é o CDI, similar à Selic do governo federal. Na ponta do lápis, o fundo rendeu 219% do CDI.

Distribuição

O ministro não esclareceu desde quando é cotista. De acordo com os registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), desde de junho de 2012 o fundo só tem um cotista pessoa física.

Até março deste ano, o gestor do fundo Sagres permitia à CVM divulgar a carteira de investimentos. Naquele mês, por exemplo, o fundo tinha cerca de R$ 20 milhões em cotas de outros fundos e R$ 47 milhões em títulos públicos.

Esse gráfico, produzido pela CVM, mostra a distribuição dos investimentos em maio de 2017, último mês disponível.



Fonte: O Cafezinho







27 julho 2017

LAVA JATO QUER CANCELAR DELAÇÃO DE DOLEIRO QUE CITOU TUCANOS CACIQUES DO PSDB

        27 de julho de 2017



Alvo da Operação Dragão, da Polícia Federal, o doleiro e empresário Adir Assad está preso na carceragem da PF em Curitiba desde o ano passado, sob acusação de, entre outros crimes, chefiar um esquema de empresas de fachada responsáveis por emitir notas frias para lavagem de dinheiro de propinas para empreiteiras, entre as quais a Andrade Gutierrez.


Desde a prisão, Assad, tido como operador central de desvios de obras dos governos tucanos em São Paulo vem tentando negociar uma “colaboração premiada” na qual promete contar em detalhes e mostrar provas de um esquema criminoso na estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A – estatal responsável por obras viárias,), do qual fez parte Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, diretor da estatal entre 2007 e 2010, na gestão José Serra (PSDB) no governo de São Paulo.

Na tratativa com o Ministério Público Federal (MPF), Assad afirmou que mostraria provas de um repasse de R$ 100 milhões em propina a Paulo Vieira, que ele teria feito e, ainda, daria como prova detalhes sobre um imóvel onde o dinheiro em espécie era armazenado. Assad disse que o conheceu o ex diretor da Dersa há mais de 15 anos, e, foi Paulo Souza que o apresentou a representantes das maiores construtoras do País.

Paulo Vieira, conhecido como “Paulo Preto”, foi apontado pelo Ministério Público de São Paulo como figura chave nas denúncias de desvio de dinheiro público no governo de José Serra, do PSDB, ganhou notoriedade durante a campanha de José Serra à Presidência por ter fugido com R$ 4 milhões em propina que seriam usados na campanha do atualmente senador tucano.

Em depoimento no Ministério Público de Curitiba, Assad admitiu ter usado sete empresas de fachada para lavar dinheiro de empreiteiras em obras viárias na capital paulista e região da Grande São Paulo, entre elas a Nova Marginal Tietê, o Rodoanel e o Complexo Jacu-Pêssego. Assad contou aos procuradores que nos contratos com a Dersa, as empreiteiras subcontratavam suas empresas, o valor das notas frias era transformado em dinheiro e as companhias indicavam os beneficiários dos recursos.

Segundo conta Assad, entre 2007 e 2012, o “noteiro” movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão em contratos fictícios assinados com grandes construtoras. E ainda propôs aos procuradores mapear o funcionamento do sistema paralelo de finanças das construtoras, responsável por abastecer as contas de suas empresas, e de como firmas sem prestar serviços e sem ter funcionários conseguiram movimentar quantias milionárias nos bancos brasileiros.

Uma pergunta: será que o MPF também vê ameaça na delação que envolve bancos?

A relação das empresas de Assad com obras nos governos tucanos em São Paulo já apareceram nas quebras de sigilo de construtoras que respondem a processos. Os documentos mostram um pagamento de R$ 37 milhões do Consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta Engenharia e vencedor da licitação de um dos lotes da Nova Marginal, para uma das empresas de Adir Assad.

Das empresas que executaram obras no Rodoanel, o Consórcio Rodoanel Sul 5 Engenharia, formado por OAS, Carioca Engenharia e Mendes Júnior, depositou R$ 4,6 milhões na conta da Legend Engenheiros, de Assad. O SVM, do qual a Andrade Gutierrez faz parte, pagou R$ 7,4 milhões para a Legend, entre 2009 e 2010. O consórcio atuou no Complexo Jacu-Pêssego.

Nas primeiras tratativas para fechar delação premiada, Assad delatou Paulo Vieira Souza que, além de ex-diretor da Dersa, é sabidamente ligado a políticos do PSDB. O doleiro afirma ter provas de propinas em obras tocadas há anos pelos sucessivos governadores tucanos de São Paulo. Todas já foram denunciadas pelo Ministério Público Paulista, mas o caso não andou.

Apesar disso, o depoimento do doleiro para o Ministério Público Federal de Curitiba foi avaliado como “frágil, mesmo sendo Assad considerado o operador central de desvios de recursos dessas obras.

Diante de tantos detalhes apresentados na confissão e mais a promessa de apresentar provas das acusações de corrupção nas obras tucanas, causa certa estranheza que as negociações para delação enfrentem resistência por parte do Ministério Público Federal. Afinal, “ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance”, como disse Rodrigo Janot sobre Temer.



Fonte: Rede Brasil Atual









26 julho 2017

PF PRENDE AUDITOR DA RECEITA E EMPRESÁRIO NA ZELOTES

Operação Zelotes, da Polícia Federal investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos (Ivan Pacheco/VEJA)



Os dois se tornaram réus nesta segunda-feira, quando a Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público

A Polícia Federal prendeu duas pessoas na manhã desta quarta-feira em um desdobramento da Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção envolvendo julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O órgão julga recursos contra multas aplicadas pela Receita Federal.
Foram presos o auditor da Receita Eduardo Leite e Mario Pagnozzi. Leite, chefe da delegacia da Receita em São Paulo, é investigado em três processos. Pagnozzi é investigado por ser o operador da distribuição de propina para os envolvidos no esquema de corrupção.
Os dois se tornaram réus nesta segunda-feira, quando a Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público. Além de Leite e Pagnozzi, outras nove pessoas se tornaram rés investigadas pela Operação Zelotes.
Segundo o Ministério Público Federal, os denunciados atuavam para assegurar julgamentos e pareceres administrativos favoráveis ao Bank Boston, atualmente Itaú-Unibanco.
As investigações mostraram que dois grupos participavam do esquema: um em São Paulo e outro em Brasília. O núcleo de São Paulo era comandado por Leite. O principal nome do núcleo de Brasília é José Ricardo da Silva que ocupava o cargo de conselheiro do Carf.

De acordo com as investigações, o BankBoston pagou 44,9 milhões de reais ao longo de sete anos para o escritório de Pagnozzi, contratado para fazer a defesa administrativa do banco no Carf. A movimentação financeira registrada na conta pessoal de Pagnozzi saltou de 2,3 milhões de reais em 2006 para 96,9 milhões de reais em 2013
A lista de denunciados inclui o então diretor jurídico da empresa, Walcris Rosito, mas não tem representantes do Banco Itaú, que adquiriu a instituição financeira durante o período de tramitação dos recursos no tribunal administrativo.
Os réus responderão por corrupção, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, apropriação de dinheiro de instituição financeira e organização criminosa.
Procurado pela reportagem de VEJA, o Itaú disse que não é parte da ação, e que a transação não envolveu esse tipo de processo. “O Itaú reafirma que, em 2006, adquiriu as operações do BankBoston no Brasil, sendo que o contrato de aquisição não abrangeu a transferência dos processos tributários do BankBoston, que continuaram sob inteira responsabilidade do vendedor, o Bank of America. O Itaú não tem e não teve qualquer ingerência na condução de tais processos nem tampouco qualquer benefício das respectivas decisões”, diz trecho do comunicado.


Por Veja.com   Da redação











24 julho 2017

SÓ QUERIAM DERRUBAR DILMA, NÃO O FIM DA CORRUPÇÃO, DIZ CHEFE DA LAVA JATO

   24 de julho de 2017


O procurador Carlos Fernando Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, constatou que a motivação de muitas pessoas que apoiavam a operação era apenas derrubar a presidente Dilma Rousseff, e não o fim da corrupção; 

"Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as suas investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país", escreveu; curiosamente, o Brasil trocou uma presidente reconhecidamente honesta pelo primeiro ocupante da presidência acusado de corrupção em toda a história do Brasil


247 O procurador Carlos Fernando Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, constatou que a motivação de muitas pessoas que apoiavam a operação era apenas derrubar a presidente Dilma Rousseff, e não o fim da corrupção.

"Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as suas investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país", escreveu ele, em.

Em outra postagem, o procurador também criticou o deputado Fábio Ramalho, por defender, em entrevista ao Estado de S. Paulo, o fim da Lava Jato.

Leia abaixo:

A LAVA JATO REALMENTE NÃO CONCLUIU SUAS INVESTIGAÇÕES, mas ao contrário do que deseja o Estadão e o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), não vai ser agora que a operação investiga o PMDB e outros partidos que se beneficiaram do governo Dilma e hoje se beneficiam do governo Temer que a Lava Jato vai acabar.

Realmente há muito trabalho por fazer, seja terminarmos investigações do passado, seja iniciarmos novas investigações para o futuro.

Não cabe ao Ministério Público escolher o crime que investiga. A Justiça é cega justamente porque a lei é igual para todos. A pior impunidade seria deixarmos agora de investigar crimes de corrupção simplesmente porque o grupo no poder atende os interesses econômicos do empresariado, cuja voz no mídia é a do jornal O Estado de São Paulo.

P.S. Novamente o editorialista usa de mexericos para dizer que Procuradores da República seriam responsáveis por vazamentos. Seria bem mais corajoso se fossem nominadas essas pessoas que teriam vazado, pois intriga, fofoca e maledicência não são o que se espera de um jornal sério.



Fonte: Brasil 247








23 julho 2017

‘GRUPO CRIMINOSO’ NA CÂMARA DOS DEPUTADOS É REVELADO POR RODRIGO JANOT

   23 de julho de 2017


O atual procurador-Geral da República, #Rodrigo Janot, comentou sobre um perigoso “grupo criminoso” que atua dentro da #Câmara dos Deputados. O procurador se refere ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O que fez Janot caracterizar o grupo como criminoso foi a denúncia apresentada pela procuradoria contra o presidente da República, Michel Temer.


Segundo Janot, o PMDB montou um esquema ilícito, tendo como base o partido a fim de proporcionar enriquecimento para grupos empresariais e políticos, desviando dinheiro público e buscando formas para financiar campanhas eleitorais. O grupo seria muito organizado e articulado pelos próprios parlamentares na Câmara.

Na denúncia apresentada contra Temer, o procurador foi enfático e explicou exatamente como é atuação desse grupo criminoso. Conforme as investigações da Operação Lava Jato avançam, mais políticos e partidos se mostram “encrencados” com a Justiça. 

Políticos ‘enrolados’

Na denúncia de Janot, quinze políticos, em sua maioria deputados federais, estão arrolados em denúncias. Além do PMDB, partidos como o PSC, PTB e PTC também aparecem na lista.

Esses deputados federais atuavam de forma a indicar pessoas para cargos importantes dentro da Petrobras e da Caixa Econômica Federal. Eles também faziam de tudo para beneficiar banqueiros e empreiteiras. Há deputados que também estão sendo investigados, mas não no inquérito 4327 aberto por Janot, em outros inquéritos que já foram colocados em ação.

Os processos na Justiça acabam se “unindo”, de certa forma, já que os esquemas ilícitos estão relacionados.

Veja a seguir a lista de alguns políticos citados na denúncia:

André Moura, do PSC-SE

Anível Gomes, do PMDB-CE

Altineu Cortês, do PMDB-RJ

Manoel Júnior, do PMDB-PB

Arnaldo Faria de Sá, do PTB-SP

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e atual presidiário, do PMDB-RJ

Alexandre Santos, PMDB-RJ

Henrique Eduardo Alves, PMDB-RN

Carlos Willian, do PTC-MG

João Magalhães, do PMDB-MG

Nelson Borniel, do PMDB-RJ

Solange Almeira, PMDB-RJ

Além de políticos, há doleiros e banqueiros que estão sendo investigados por fazer parte da “quadrilha” que se firmou na Câmara. André Esteves, Lúcio Funaro e Fernando Soares, também são alvo dos investigadores.

Michel Temer  é acusado de corrupção passiva, juntamente com seu ex-assessor especial, Rodrigo Rocha Loures, que foi encontrado pela #Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil em propina.




Fonte: Notícia Brasil Online - NBO 











22 julho 2017

PSDB DE ‘CABELO’ EM PÉ: DELAÇÃO DE MARCOS VALÉRIO ATINGE DE FRENTE SERRA, AÉCIO E FHC; SAIBA

     22 de julho de 2017


Segundo informações repassadas por fontes da Lava Jato, delação do publicitário Marcos Valério atinge veementemente tucanos. O mais implicado é o senador Aécio Neves, acusado de receber comissão por contrato com o Banco do Brasil.


Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, afirma Valério, sua agência, a DNA Propaganda, repassou ao senador 2% do faturamento de contrato com o Banco do Brasil, que havia sido arranjado pelo senador com aval do ex-presidente.

Outra delação pesada é em relação à campanha do ex-candidato a governador Eduardo Azeredo, no chamado mensalão mineiro, em que são descritos desvios de estatais como Cemig, Copasa, Furnas, Comig, Eletrobras, Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Banco do Estado de Minas Gerais, em 1998.

Mas não são só os mineiros os denunciados. Segundo Valério, a campanha de FHC à reeleição, em 1998, e a de José Serra, em 2002, também tiveram esquema de empréstimos fraudulentos do Banco Rural e repasse de R$ 1 milhão (a valores da época) da siderúrgica Usiminas.

Pelo que diz, Serra também atuou, após perder em 2002, para resolver pendências do Banco Rural e, em troca, teve R$ 1 milhão de dívidas de campanha pagos pelo banco por meio da SMP&B, outra agência de Valério.

Segundo informações repassadas por fontes da Lava Jato, delação do publicitário Marcos Valério atinge veementemente tucanos. O mais implicado é o senador Aécio Neves, acusado de receber comissão por contrato com o Banco do Brasil.
Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, afirma Valério, sua agência, a DNA Propaganda, repassou ao senador 2% do faturamento de contrato com o Banco do Brasil, que havia sido arranjado pelo senador com aval do ex-presidente.

Outra delação pesada é em relação à campanha do ex-candidato a governador Eduardo Azeredo, no chamado mensalão mineiro, em que são descritos desvios de estatais como Cemig, Copasa, Furnas, Comig, Eletrobras, Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Banco do Estado de Minas Gerais, em 1998.

Mas não são só os mineiros os denunciados. Segundo Valério, a campanha de FHC à reeleição, em 1998, e a de José Serra, em 2002, também tiveram esquema de empréstimos fraudulentos do Banco Rural e repasse de R$ 1 milhão (a valores da época) da siderúrgica Usiminas.

Pelo que diz, Serra também atuou, após perder em 2002, para resolver pendências do Banco Rural e, em troca, teve R$ 1 milhão de dívidas de campanha pagos pelo banco por meio da SMP&B, outra agência de Valério.




Fonte: Click Política.com











19 julho 2017

QUEBRA DO SIGILO TELEFÔNICO DE CUNHA REVELA CONTATOS COM INTEGRANTES DO STJ, TCU E CNJ

        19 de julho de 2017



MP considera dados relevantes para as investigações em curso contra o ex-deputado, que negocia uma delação premiada

Relatório inédito da Procuradoria-Geral da República sobre a quebra do sigilo telefônico do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) detectou conversas com autoridades do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal de Contas da União (TCU) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A análise, que está sob sigilo, abrangeu o período de 2012 a 2014 e foi autorizada pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte para trazer elementos às investigações em curso no estado. Os dados foram considerados relevantes pelos investigadores porque mostram o trânsito de Cunha com autoridades do Judiciário.


Cunha manteve sete contatos telefônicos – entre telefonemas e mensagens de texto – com um celular do gabinete do ministro do STJ Benedito Gonçalves – que, assim como o ex-parlamentar, também é do Rio de Janeiro. 

Em relação ao TCU, o ex-deputado manteve 32 contatos telefônicos por mensagem de texto com Bruno Dantas, sendo sete contatos depois que ele se tornou ministro da Corte – antes, Dantas era consultor legislativo no Senado. 

Cunha ainda fez oito contatos telefônicos com José Múcio Monteiro, outro ministro do TCU, e 15 contatos com um servidor do órgão chamado Wilson Carlos Ferreira Valente. 

Em relação ao CNJ, de acordo com o relatório, Cunha manteve 11 contatos telefônicos com o advogado Emmanoel Pereira, na época conselheiro do órgão. Ele também é filho do atual vice-presidente do TST, Emmanoel Pereira.

O gabinete do ministro Benedito Gonçalves informou que ele está de férias e que, por isso, não foi possível contatá-lo para comentar. O ministro Bruno Dantas afirmou que não tinha amizade com Cunha e que os contatos ocorreram durante o processo de aprovação de sua indicação ao TCU, que ficou parada por três meses na Câmara. Dantas disse ainda que trocou o número de celular ao assumir o cargo de ministro e que o telefone antigo ficava desligado e era acionado eventualmente por sua secretária para ver se havia recados relevantes.

José Múcio afirmou que Cunha costumava entrar em contato para conversas protocolares ou para pedir a ele que recebesse algum aliado seu. O escritório de Emmanoel Pereira informou que, nesse período, ele foi indicado pelos líderes partidários para ser o representante da Câmara no CNJ e, por isso, manteve esses contatos. Procurado, o TCU ainda não respondeu sobre os contatos com o servidor Wilson Valente.

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que não teve acesso ao teor das ligações para poder comentar, mas não vê ilícito algum em manter contato telefônico com qualquer pessoa.



Época Expresso: Por: Murilo Ramos