31 janeiro 2018

CENSO APONTA QUE ESCOLAS PÚBLICAS AINDA TÊM DEFICIÊNCIAS DE INFRAESTRUTURA

31 de janeiro de 2018



Brasília – A ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães, divulga dados do Censo Escolar de 2017 ( José Cruz/Agência Brasil)

Censo Escolar 2017, lançado nesta quarta-feira (31), pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que as escolas brasileiras ainda têm deficiências quando o quesito é infraestrutura. No caso das escolas que oferecem ensino fundamental, apenas 41,6% contam com rede de esgoto, e 52,3% apenas com fossa. Em 6,1% delas, não há sistema de esgotamento sanitário.

O censo aponta a disponibilidade desse tipo de serviço como o principal gargalo, especialmente no Acre, Amazonas, Pará e Roraima, onde a situação sanitária é mais problemática.
Nas escolas de ensino fundamental, a garantia de água ocorre por meio da rede pública de abastecimento na maior parte dos casos (65,8%), mas há as abastecidas por poço artesiano (17,4%); cacimba, poço ou cisterna (11,9%) ou diretamente por rios, córregos ou outros canais (6,2%). Em 10% delas, não há água, energia ou esgoto.
A tecnologia não está acessível aos estudantes em cerca da metade das escolas de ensino fundamental. Conforme o censo, “a presença de recursos tecnológicos como laboratórios de informática e acesso à internet ainda não é realidade para muitas escolas brasileiras. Apenas 46,8% das escolas de ensino fundamental dispõem de laboratório de informática; 65,6% das escolas têm acesso à internet; em 53,5% das escolas a internet é por banda larga”.
Biblioteca e ou sala de leitura está presente em pouco mais da metade (54,3%) das instituições de ensino. Em outras, faltam parques, berçários e até banheiros adequados às faixas escolares atendidas.
O censo mostra que nas escolas de educação infantil, 61,1% têm banheiro adequado e apenas 33,9% cintam com berçário.
A principal responsável pelo ensino fundamental é a rede municipal, com 64% das escolas.
Na faixa etária adequada à creche, que vai até três anos de idade, 57,6% contam com parque infantil. Já na pré-escola, que reúne crianças de quatro e cinco anos, o percentual é menor, 42,7%. Existem áreas verdes em 29,6% das creches e 27,3% das pré-escolas.
As pessoas com deficiência encontram muitos estabelecimentos sem medidas que garantam acessibilidade. Apenas 26,1% das creches e 25,1% das pré-escolas têm dependências e vias adequadas para esses estudantes ou para os com mobilidade reduzida. Segundo o MEC, 32,1% do total das escolas infantis têm banheiro adaptado.
Tanto o ensino fundamental quanto as escolas infantis são mantidas, em 64% e 71,5% dos casos, respectivamente, pela rede municipal, onde também são registrados os maiores problemas. Quando comparados estabelecimentos federais, estaduais, municipais e privados, as escolas federais apresentam melhor infraestrutura em relação às bibliotecas ou salas de leitura, berçário, banheiro, parque, pátio e outros itens, de acordo com o censo.
Investimentos
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, fixa que é dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. “É claro que bibliotecas, o acesso à internet laboratórios de ciências são imprescindíveis à educação hoje, isso para não falar no básico do básico que é a garantia de água e esgoto”, disse o coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
Apesar dessa importância, ele avalia que o Estado brasileiro, por meio de diversos governos, não tem dado prioridade ao financiamento do setor. Como exemplo, cita que, desde 2010, o Conselho Nacional de Educação aprovou, por unanimidade, e normatizou o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), a fim de padronizar esses investimentos, mas até hoje a decisão não foi homologada.
O CAQi é um mecanismo criado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. “Ele traduz em valores o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano, em cada etapa e modalidade da educação básica pública, para garantir, ao menos, um padrão mínimo de qualidade do ensino”, conforme explica o portal da Campanha Nacional pelo Direito à Educação sobre financiamento do setor.

O instrumento também foi incluído no Plano Nacional de Educação (PNE) e deveria ter sido implementado até junho de 2016, o que não ocorreu. Com a emenda constitucional que limitou o teto dos gastos públicos. Daniel Cara avalia que sua efetivação está ainda mais distante. “A tendência é que o Brasil continue tendo investimento aquém do necessário e incapaz de garantir a realização e a oferta desses insumos estruturais”.
A ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que 23% do  Orçamento da União têm sido destinado à educação. Apesar disso, reconheceu a permanência de problemas de infraestrutura, que em alguns casos, como na questão do saneamento, são pendências da sociedade em geral, não apenas das escolas.
“A infraestrutura das escolas é muito desigual, isso já está revelado por todos os estudos do Inep, e não obrigatoriamente está relacionada a recursos. Há municípios que recebem o mesmo montante de recursos pelo Fundeb que outro município vizinho, e um funciona melhor e o outro não funciona tão bem do ponto de vista da infraestrutura das suas escolas”, disse.
Para ela, o problema deve ser superado por meio de esforços das prefeituras, em parceria com governos estaduais e federal. Em relação ao governo federal, apontou que a transferência de recursos prioriza municípios que apresentam os piores indicadores socioeconômicos ou de baixo desempenho na educação.
Quanto ao programa Educação Conectada, que prevê a conectividade de todas as escolas públicas brasileiras, disse que na primeira fase, que deve se estender até o fim de 2018, o MEC pretende investir R$ 271 milhões, sendo que R$ 255,5 milhões serão para melhoria da infraestrutura e conexão das escolas.
Os dados do Censo Escolar 2017 fazem parte das Notas Estatísticas, relatório elaborado pelo Inep com informações gerais sobre o censo. No início de março, serão divulgadas as Sinopses Estatísticas, com dados desagregados por estado e município.


 Fonte: Brasil 247














30 janeiro 2018

URGENTE: ADVOGADOS DE LULA APRESENTAM NOVAS PROVAS E DENUNCIA ABUSO DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO À ONU!

30 de janeiro de 2018



A defesa do ex-presidente Lula protocolou na segunda-feira (29) o comunicado final no recurso apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (UNHRC), no qual declara que ‘o Estado Brasileiro continua violando os direitos humanos do ex-presidente ao não permitir que ele tenha acesso a nenhuma medida legal no Brasil’.

A denúncia inclui a ‘prova adicional’ com as ações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. O comunicado apresentou ‘provas da parcialidade do TRF-4 no julgamento que confirmou a condenação de Lula’. Apontou que o presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, ‘se mostrou totalmente parcial’, ao afirmar, antes da audiência e sem ter lido os autos que a sentença do juiz Sérgio Moro “era impecável”, além de apoiar a chefe de gabinete dele, Daniela Kreling Lau, que publicou textos exigindo a prisão de Lula em sua página do Facebook.
O comunicado também questiona o fato de o procurador do Ministério Público Federal Maurício Gerun sentar-se ao lado dos juízes durante a audiência, como se fizesse parte do tribunal de segunda instância, e também pelos juízes terem escrito e digitado seus votos antes mesmo de ouvir a sustentação oral da defesa. Por estes e outros motivos, o comunicado afirma ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que o julgamento que condenou Lula foi parcial.
‘As provas apresentadas demonstram como os direitos fundamentais do ex-presidente Lula continuam sendo violados, como o julgamento do recurso foi injusto e sem transparência, como os juízes que não fazem parte da jurisdição do TRF-4 tentaram interferir no processo e a desconsideração de grande quantidade de provas da inocência de Lula produzida pela defesa, diz a defesa de Lula em nota.
A denúncia mostra que ‘o sistema judiciário brasileiro não tomou nenhuma medida efetiva para por um fim às violações durante os últimos 18 meses, desde que o comunicado foi originalmente protocolado perante o UNHRC (Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas)’.
‘Além disso, o sistema judiciário brasileiro não respeitou o princípio da presunção da inocência. Ou seja, as violações descritas pela primeira vez às Nações Unidas em julho de 2016, continuam a ocorrer, apesar de o ex-presidente Lula ter esgotado todas as medidas legais existentes no país’, diz a nota.
O envio do novo comunicado pelo ex-juiz recursal da ONU, advogado de Direitos Humanos Geoffrey Robertson QC, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, advogados de Lula, teve como objetivo adicionar provas às denúncias apresentadas em 2016 e 2017.
Pediu-se ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que faça considerações sobre as grosseiras violações dos direitos do ex-presidente Lula à privacidade, o direito do ex-presidente Lula a um julgamento justo, à proteção contra prisão arbitrária, à liberdade de movimento e à presunção da inocência até que se prove o contrário pelo TRF-4, pelo juiz Sérgio Moro e pelos procuradores da Lava-Jato.
As provas enviadas anteriormente ao UNHRC se concentraram no vazamento de material confidencial para a mídia, a decisão ilegal pela condução coercitiva, a divulgação ilegal de conversas telefônica interceptadas, o uso indiscriminado da prisão preventiva contra suspeitos da Lava-Jato para obter acordos de delação premiada, além de diversos exemplos da flagrante parcialidade por parte do Juiz Moro e dos procuradores contra Lula.

Fonte: Click Política












29 janeiro 2018

JUIZ DA LAVA JATO VIRA SÍMBOLO DE PRIVILÉGIOS DE UM JUDICIÁRIO GOLPISTA, CARO E PARTIDARIZADO

29 de janeiro de 2018



O juiz Marcelo Bretas, da lava jato no Rio, poderá ser abatido pela onda do ‘falso moralismo’ criada no país pela própria força-tarefa que ele integra.

O juiz está sendo questionado por receber indevidamente auxílio-moradia, haja vista que a mulher dele, também magistrada, já recebe o benefício. Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proíbe a remuneração a casais que morem sob o mesmo teto.
Para garantir o penduricalho de quase de R$ 10 mil o casal Bretas recorreu — adivinhe! — à Justiça e obteve o ganho extra nos salários.
“O auxílio moradia do Casal Bretas, 10 mil por mês, é imoral. Mas não é o único caso. Por todo Brasil, casais de juízes e promotores recebem auxílio moradia em duplicidade. E é essa turma de concursados que quer mudar o País. Só existe uma verdade absoluta: todo moralista é um fdp”, retuitou o perfil ‘@criacuervo‘ nesta segunda-feira (29) o senador Roberto Requião (MDB-PR).
Pelo Twitter, Bretas defendeu hoje o direito de receber o auxílio-moradia duplicado:
“Pois é, tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu VOU À JUSTIÇA e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, disse o juiz.
O caso Bretas revela um judiciário caro e partidarizado, portanto parcial e alinhado aos interesses da mídia e do capital financeiro.
O diabo é que Lula foi julgado e condenado pelo tríplex que não era dele por esse judiciário “imoral” e partidarizado. Trata-se de imóvel de propriedade da OAS, segundo registro em cartório. Mas isso não vem ao caso, pois o objetivo da toga é tirar o petista da disputa presidencial deste ano.


 Fonte: Blog do Ismael Moraes











O PREFEITO FÁBIO GENTIL ENSAIA DÁ OUTRO CALOTE NOS PROFESSORES INATIVOS DE CAXIAS – MA

28 de janeiro de 2018




No ano passado o prefeitos de Caxias Fábio Gentil deu calote nos Professores aposentados, ou seja, não pagou o reajuste aos Educadores inativos o mês de janeiro de 2017 e neste ano ele não fala em conceder o mesmo reajuste consentido aos Professores da ativa, aos Mestres inativos.

O SINTRAP enviou dois Ofícios para o prefeito informando que ele cometera um equívoco em não conceder o reajuste no mês de janeiro de 2017 aos Educadores inativos que têm os mesmos direitos que os mestres da ativa, um no dia 12 de julho e o outro reiterando em 20 de setembro de 2017.











O prefeito de Caxias com seu hábito em não respeitar as leis, o mesmo que deveria conceder o reajuste através de uma Lei Complementar, porém, concedeu através do Decreto nº 138 de 16 de fevereiro de 2017 com dois anexos, um com o reajuste retroativo ao mês de janeiro para os Professores da ativa e o outro com reajuste no mês de fevereiro para os Professores inativos, já foi questionado qual dos anexos é o verdadeiro e qual é o falso, o anexo para os Professores ativos ou o anexo para os Educadores inativos?














Neste ano, o SINTRAP vem cobrando a sobra dos recursos do FUNDEB para que seja rateado entre os Professores essa sobra em forma de abono, mas Fábio José Gentil Pereira Rosa em vez de repassar aos Professores a sobra dos recursos do FUNDEB, acuado, ele concedeu o reajuste de 6,81% neste mês de janeiro, porém, os Professores aposentados não foram contemplados com este pífio reajuste, mas vamos continuar cobrando, reivindicar o reajuste dos meses de janeiro de 2017 e 2018 para os Professores aposentados.

Fábio Gentil neste ano retirou os auxílios transporte dos Professores da Zona Rural, mas depois da pressão que o Sindicato fez ele devolveu, não pagou as dobras de vários professores, mas deve pagar porque dia 30/01/2018 os Professores estarão em frente da Prefeitura em um Ato Público, cobrando do Gestor o reajuste dos Professores aposentados, pagamento das dobras dos Professores que não receberam. Para os Trabalhadores da Saúde, que pague a insalubridade, criação de seu Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR), cobrar também a efetivação do PCCR dos motoristas, entre outras cobranças.

Sabendo-se que mudança de governo, só se muda as roupas, porque na verdade os maus costumes continuam, na exploração nos trabalhadores.  




SINTRAP











25 janeiro 2018

USAR SÚMULA DO TRF-4 PARA BASEAR PRISÃO ANTECIPADA DE LULA CONTRARIA SUPREMO; CONFIRA!

24 de janeiro de 2017


Ao confirmar a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (24/1), a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ordenou a prisão do réu assim que se esgotar a jurisdição da segunda instância. Mas fez isso com base numa súmula da corte, sem pedido específico do Ministério Público Federal, o que contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Em liminar de agosto deste ano, o ministro Celso de Mello, decano do STF, cassou uma decisão que determinava a execução da pena por falta de motivação. O caso concreto era justamente uma prisão decretada pelo TRF-4 com base na mesma súmula citada pelos desembargadores para ordenar a prisão de Lula depois que a jurisdição de segundo grau se encerrar.
A súmula citada pelos desembargadores é a de número 122, editada pela 4ª Seção em dezembro de 2016, para se adequar à decisão do Supremo, de fevereiro daquele ano, que autorizou a execução antecipada. A decisão foi tomada num Habeas Corpus (sem efeito vinculante, portanto) e depois reaplicada num recurso com embargo julgado no Plenário Virtual, que serve apenas para analisar a existência de repercussão geral nas teses postas em recursos.
No caso julgado em agosto, Celso criticou o TRF-4, afirmando que os desembargadores, naquele caso, não fundamentaram sua decisão, “abstendo-se de fundamentar, de modo adequado e idôneo, a ordem de prisão, assim transgredindo o que prescreve (e impõe) o inciso IX do artigo 93 da Constituição da República, que estabelece que ‘todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade’”.

Fonte: Por Pedro Canário CONJUR














23 janeiro 2018

NEW YORK TIMES DESMORALIZA JUDICIÁRIO: “PROVAS” DE MORO CONTRA LULA NÃO SERIAM ACEITAS NOS EUA

23 de janeiro de 2018




Da edição do The New York Times de 23 de janeiro de 2018

Democracia do Brasil empurrada para o Abismo

Por MARK WEISBROTJAN. 23, 2018

WASHINGTON – A regra da lei e a independência do judiciário são realizações frágeis em muitos países – e suscetíveis a reversões bruscas.


O Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, é uma democracia bastante jovem, tendo surgido da ditadura há apenas três décadas. Nos últimos dois anos, o que poderia ter sido um avanço histórico – o governo do Partido dos Trabalhadores concedeu autonomia ao judiciário para investigar e processar a corrupção oficial – tornou-se o contrário.

Como resultado, a democracia brasileira agora é mais fraca do que vinha sendo desde que o governo militar acabou.
Esta semana, a democracia pode ser mais corroída quando um tribunal de apelação de três juízes decidir se a figura política mais popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, será impedido de competir nas eleições presidenciais de 2018, ou mesmo preso.

Não há muita pretensão de que o tribunal seja imparcial. O presidente do painel de apelação já elogiou a decisão do juiz de julgamento em primeira instância a condenar o Sr. da Silva por corrupção chamando aquela decisão de ” tecnicamente irrepreensível “, e o chefe de gabinete do juiz postou em sua página no Facebook uma petição pedindo a prisão do Sr. Silva.

O juiz de julgamento, Sérgio Moro, demonstrou seu próprio partidarismo em numerosas ocasiões. Ele teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal em 2016 por divulgar conversas telefônicas entre o Sr. da Silva e a presidente Dilma Rousseff, seu advogado e sua esposa e filhos.

O juiz Moro organizou um espetáculo para a imprensa em que a polícia apareceu na casa do Sr. da Silva e levou-o para interrogatório – apesar de o Sr. da Silva ter dito que iria voluntariamente para interrogatório.

A evidência contra o Sr. da Silva está muito abaixo dos padrões que seriam levados a sério, por exemplo, no sistema judicial dos Estados Unidos.

Ele é acusado de ter aceitado um suborno de uma grande empresa de construção, chamada OEA, que foi processada no esquema de corrupção “Carwash” [Lava Jato] no Brasil. Esse escândalo de vários bilhões de dólares envolveu empresas que pagaram grandes subornos a funcionários da Petrobras, empresa estatal de petróleo, para obter contratos a preços grosseiramente inflacionados.

O suborno alegadamente recebido pelo Sr. da Silva é um apartamento de propriedade da OEA. Mas não há provas documentais de que o Sr. da Silva ou sua esposa já tenham recebido títulos, alugados ou mesmo ficaram no apartamento, nem que tentaram aceitar esse presente.

A evidência contra o Sr. da Silva baseia-se no testemunho de um executivo da OEA condenado, José Aldemário Pinheiro Filho, que sofreu uma pena de prisão reduzida em troca da evidência do estado de viragem.

Segundo o relato do importante jornal brasileiro Folha de São Paulo, o Sr. Pinheiro foi impedido de negociar a súplica quando ele originalmente contou a mesma história que o Sr. da Silva sobre o apartamento. Ele também passou cerca de seis meses na prisão preventiva. (Esta evidência é discutida no documento de sentença de 238 páginas).


Fonte: Click Política











20 janeiro 2018

GAZETA DO POVO: MORO GEROU DESEMPREGO E DEIXOU ESCOMBROS NO PAÍS

20 de janeiro de 2018




Até a Gazeta do Povo reconhece que o juiz Sérgio Moro e sua lava jato destruíram milhares de empregos e deixaram escombros em todo o país; mas o ex-jornalão curitibano conta a desgraceira que a operação do magistrado causou na indústria naval brasileira; somente no município de Rio Grande, no Sudeste do Rio Grande do Sul, o “combate à corrupção” custou ao menos 24 mil empregos de pais de famílias


Blog do Esmael - Até a vetusta Gazeta do Povo, blog de extrema-direita, reconhece que o juiz Sérgio Moro e sua lava jato destruíram milhares de empregos e deixaram escombros em todo o país. Mas o ex-jornalão curitibano conta a desgraceira que a operação do magistrado causou na indústria naval brasileira. Somente no município de Rio Grande, no Sudeste do Rio Grande do Sul, o “combate à corrupção” custou ao menos 24 mil empregos de pais de famílias.

A operação do juiz Sérgio Moro deixou criou uma destruição no município e hoje restam apenas 1,5 mil metalúrgicos trabalhando no estaleiro quase fantasma.

A Gazeta do Povo — que não é nenhum blog de esquerda, frisa-se — teve um lampejo ao abrigar o bom jornalismo para denunciar que a lava jato gerou escombros e que plataformas de petróleo novinhas em folha foram vendidas como se fossem sucata.

“Escombros da Lava Jato: plataformas de petróleo novinhas são vendidas como sucata”, diz a manchete de um texto preciso de Lucio Vaz ao relatar a agonia do Estaleiro Rio Grande, vítima do ataque da operação de Sérgio Moro à indústria naval brasileira.

A reportagem de Vaz informa que as 152 mil toneladas de aço das plataformas P-71 e P-72 foram vendidas por R$ 70 milhões para a siderúrgica Gerdau.

“É uma lástima, um crime de lesa-pátria. Compraram o aço a preço de ouro e estão vendendo a preço de lixo”, afirmou o presidente do sindicato, Benito Gonçalves.

A empresa que estava responsável pela construção das plataformas era a Ecovix, braço naval da Engevix, que entrou em recuperação judicial após ser alvo da operação lava jato. Em virtude disso, a empresa não conseguiu entregar os cascos praticamente prontos que foram transformados em sucata.

Lucio Vaz explica que dois integrantes da cúpula da Engevix, Gerson Almada e Antunes Sobrinho, foram condenados pela Justiça Federal em primeira instância por envolvimento no escândalo do petrolão, que apurou o pagamento de propina a políticos a partir do superfaturamento de obras contratadas pela Petrobras.

Note o caro leitor que, além dos empregos perdidos, houve um prejuízo bilionário maior do que a lava jato diz ter recuperado em quase 4 anos de operação.


Enfim, a Gazeta do Povo reconhece que Sérgio Moro é responsável pelos milhares de desempregados e por destruir a economia do país.










18 janeiro 2018

A ANTI MORO: POR SE BASEAR EM PROVAS, JUÍZA QUE DECIDIU QUE O TRIPLEX É DA OAS NÃO SAIRÁ NO JORNAL NACIONAL.

17 de janeiro de 2018





Tão certo quanto, no Brasil, dois e dois são cinco, é batata que você não verá a juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais do Distrito Federal, no Jornal Nacional.

Primeiro, porque Luciana fez algo que joga por terra a narrativa da criminalização antecipada de Lula no caso do famoso triplex.


Depois, Luciana é o que se poderia chamar de anti Moro: discreta e profissional, segundo um jurista brasiliense que a conhece.

Luciana determinou a penhora do Edifício Salinas, no Condomínio Solaris, no Guarujá, para saldar dívidas da OAS, como noticiou Mino Pedrosa em seu blog na última sexta feira, dia 12.

Ao atender o pedido protocolado em julho de 2017, se respaldou no que a Lava Jato ignorou por motivos óbvios: o registro oficial da propriedade, aponta o jornalista Marcelo Auler.

Ou seja, ela cumpriu a lei com provas e não convicções, orientada por documentos, fatos e não uma tese pré estabelecida ou uma delação premiada. E, importante: sem querer agradar uma imprensa amiga.

Não há fotos dela no Google. Sem registro de palestras. Nenhum parente criou uma página em rede social enaltecendo seus feitos.

Tem suas preferências partidárias. Em sua conta no Facebook, aparece como alguém que curtiu Aécio Neves. Não deixou que isso contaminasse um parecer técnico.

Desde que sua decisão veio à tona, contradizendo a versão que Sergio Moro quer emplacar com a ajuda dos suspeitos de sempre, Luciana não virou uma celebridade como seu colega de Curitiba, dando pitados sobre qualquer coisa.

É o que se espera de alguém nessa posição.
A velha mídia não se interessou por ela. Se tivesse corroborado a argumentação lavajateira, teria toda a GloboNews em seu encalço.

Bastaria deixa a vaidade e o apetite pelos holofotes tomarem conta. Mas, para tanto, teria que passar por cima do estado de direito — e da democracia.

À sua maneira, observando o decoro, sem transformar seu ofício em palanque, sem politizar o judiciário, apenas, enfim, fazendo o que tinha que fazer, Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira entrou para a história.



Fonte:  Por Kiko Nogueira












15 janeiro 2018

O SINTRAP CHAMA OS TRABALHADORES PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A LUTA X OS QUE IMAGINAM SEREM DA ELITE


15 de janeiro de 2018





"Eu, quando trabalho Marx em sala de aula, puxo para o estudo da "ideologia alemã" e esse ano tive uma necessidade imensa de voltar a trabalhar o Capital.

É inadmissível que tenhamos uma geração inteira que não compreende a importância da luta, que não se reconhece como proletariado, que não percebe que é explorado.


O seu diploma, a sua Pós, não te faz membro da elite. Você não é diferente do gari, da empregada doméstica, do pedreiro. Você apenas vive numa grande ilusão social.

Elite não parcela a compra de um carro em 60 meses, a casa em 20 anos.

Elite não utiliza o FGTS para se sustentar, em caso de desemprego, muito menos, precisa de seguro desemprego. Elite não conta moedas no final do mês e não briga em aniversário de mercado pelo litro de óleo.

Não importa se você tem um cargo de chefia com carteira assinada numa grande empresa ou é um microempresário que precisa, volta e meia, de empréstimos para manter sua empresa. A diferença entre você e a auxiliar de serviços gerais, que você despreza porque limpa o banheiro da sua empresa, é que ela tem consciência da exploração em que vive.

A luta, a GREVE, não é algo de esquerdopata, de petralha. A luta é um DIREITO legítimo do trabalhador, para manter a sua dignidade, num sistema opressor como o sistema neoliberal.

Mas, você só luta pelo seu lugar na pirâmide. Não tenha dúvida, você está bem na base da pirâmide.

Entenda que se você está criticando aqueles que estão lutando pela manutenção de um direito seu, só demonstra o quanto você está alienado.

Afinal de contas o capitão do mato também era explorado e escravo."


Você professor(a) que não vem pra luta junto com os outros professores cobrar do prefeito o abono, que é um direito nosso e não uma bondade de quem nos explora, por que se acha da elite ou por que ainda não compreendeu que a luta garante nossos direitos?  (crivo nosso)



Texto que Fernanda Teles, Professora de História, postou no seu Facebook.







14 janeiro 2018

BOULOS: ECONOMISTA-CHEFE DO ITAÚ SUGERE ENGANAR O POVO NAS ELEIÇÕES

14 de janeiro de 2018




O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, criticou o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, que, durante entrevista à Folha, disse que, "como é um tema visto como antipático pela população, não me surpreenderia se os candidatos fizessem um acordo tácito de não ficar falando" sobre a reforma da previdência; "Essa é a democracia de mercado...", disse Boulos


247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, criticou o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, que, durante entrevista à Folha, disse que não pode faltar nos candidato à presidência da República o "compromisso com o ajuste e a Previdência". "Como é um tema visto como antipático pela população, não me surpreenderia se os candidatos fizessem um acordo tácito de não ficar falando sobre ela. Mas as equipes precisam ter compromisso com isso", disse Mesquista.

"Economista-chefe do Itaú diz que o ajuste e a Reforma da Previdência são "temas antipáticos" e sugere enganar o povo nas eleições: é melhor não falar sobre isso nas campanhas, mas fazer depois. Essa é a democracia de mercado...", disse Boulos no Twitter. O ativista também pode ser candidato à presidência da República pelo Psol.
Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que nada menos que 66% dos brasileiros são contrários as mudanças nas regras da aposentadoria e dos benefícios sociais como deseja o governo. Segundo os dados, 62% da população considera a reforma desnecessária.



Fonte: Jornal Brasil 247













13 janeiro 2018

NÃO ESCAPA UM! PAI E IRMÃO DE ZUCOLOTTO, AMIGO DE MORO, TAMBÉM FORAM ACUSADOS DE FRAUDE

13 de janeiro de 2018




Na família Zucoloto, não é só Olga Kintschev, mãe do amigo de Sergio Moro Carlos Zucolotto Júnior, quem teve problema com a Receita Federal.
Ela foi acusada pela Procuradoria da Fazenda Nacional de fraude à execução de um débito tributário relativo a um posto de combustível, com a alienação de um apartamento que estava penhorado.

Um desembargador do Tribunal Regional Federal da 4a. Região entendeu que, embora tivesse transferido o imóvel para o filho, Carlos Zucolotto Júnior, o apartamento continuava registrado em nome dela no cartório. Como morava no imóvel, era bem de família e, portanto, impenhorável.
Quatro anos antes, o marido dela, Carlos Zucoloto, pai de Zucolotto (curioso que o nome do filho amigo de Moro é o único da família com dois tês) e outro filho, Marco Wesley Kintschev Zucoloto, também foram alvo de execução, juntamente com a empresa Fornecedora Catarinense Ltda.
Justiça penhorou um apartamento, mas ele não pôde ser executado, pois, a exemplo do que fez Olga, Carlos Zucoloto pai também alienou o imóvel depois de citado da penhora.
A Procuradoria da Fazenda Nacional o denunciou por fraude à execução fiscal, mas a Justiça entendeu que não era o caso.
A Fazenda Nacional recorreu, e o desembargador Otávio Roberto Pamplona confirmou a decisão. Embora impenhorável, o apartamento podia ser alienado, como de fato ocorreu. Como ele continuou morando no imóvel, não podia haver execução – era bem de família.
A ligação de Zucoloto com Moro é antiga e muito próxima.
Em dezembro de 2016, fiz uma reportagem sobre o restaurante Paraguassu Grelhados, onde Moro se encontrou com o cantor Fagner para beber na companhia de amigos, depois de ser homenageado por ele.
Na época, entrevistei o dono do restaurante, João Luiz Zucoloto, que se apresentou como amigo do juiz, participante de seu grupo de churrasco.
Ele contou que a amizade da família começou através de César, irmão mais velho do juiz, e Carlos Zucolotto Júnior. Os dois estudaram juntos em Maringá.
Foi César quem apresentou Carlos Zucolotto Júnior a Moro, e os dois ficaram tão próximos que o magistrado, quando se casou com Rosângela, o convidou para ser padrinho.
Na entrevista, João e a mulher, Néia, contaram que tinham estado com Moro alguns dias antes, para um churrasco, em que Moro, como de hábito, fumou um charuto.
E teria reclamado da agenda apertada daqueles dias, com palestras e homenagens no Brasil e no exterior — foi nessa época que, homenageado pela revista Istoé, se deixou fotografar na conversa ao pé do ouvido com Aécio Neves.
A proximidade das famílias Zucoloto e Moro é confirmada pela rede social de João, o dono do Paraguassu.
Eles (João, Carlos e esposas) estiveram juntos no show do Skank em Curitiba.
João publicou fotos em que todos do grupo aparecem se divertindo, enquanto Moro permanece de cabeça abaixada, com boné do New York Yankees, mexendo no celular.
João Luiz tomou as dores do juiz pelo menos duas vezes. Quando a Folha de S. Paulo publicou uma notícia que poderia ser considerada negativa ao juiz, ele pregou boicote ao jornal, que ele chamou de “jornaleco”.
Depois investiu contra a chef argentina Paola Corosella, radicada no Brasil, quando ela perguntou ao juiz Sergio Moro, através do Twitter, se punir só um lado não atrapalha o combate à corrupção.
“Mais uma que poderia ter ficado de boca fechada. Mas foi bom que ela criticou o juiz Sérgio Moro, pois deixou bem claro de que lado ela está. Volta pro teu país Paola, vai dar seus pitacos por lá, aliás, a Argentina está uma M, precisa muito de você por lá. Agora que não assistirei mesmo o programa que ela faz na Band”, escreveu.
Na pré-estréia do filme sobre a Lava Jato, estava lá, juntamente com o irmão, Carlos, e fez alguns selfies.
A amizade de Moro com a família Zucoloto é uma questão privada que só ganhou relevância e despertou interesse público a partir do depoimento do advogado Rodrigo Tacla Durán, que prestou serviços para a Odebrecht e é processado na Vara de Moro por lavagem de dinheiro.
Durán demonstrou que o escritório dele em São Paulo contratou o escritório de Carlos Zucolotto Júnior, em Curitiba, para serviços advocatícios.
Rosângela era do escritório de Moro — pelo menos aparecia no site como advogada do escritório.
Em tese, isso poderia levar Moro a se declarar suspeito.
Mas ele nunca cogitou esta hipótese e defendeu Zucolotto quando Tacla Durán contou que manteve tratativas com o amigo de Moro para obter facilidades em acordo de delação premiada com a Lava Jato.
Tacla Durán mostrou cópias periciadas da conversa com Zucolotto através do aplicativo Wickr e a cópia do e-mail enviado pelos procuradores da Lava Jato com os termos negociados com o amigo de Moro.
As conversas revelam que, para concretizar o serviço, Zucolotto queria receber 1,5 milhão de dólares. Por fora.
Tacla Durán não aceitou e, primeiro, vazou o conteúdo da conversa, mais tarde confirmou a denúncia à CPI da JBS, que terminou sem que os deputados ouvissem os promotores e Zucolotto.
Permanece o mistério.
Para quem divulga com estardalhaço na rede social a amizade com o magistrado, a família Zucoloto deveria ser mais cuidadosa com os negócios.
Acusações de fraude à execução fiscal não pegam bem, ainda que tenham sido rejeitadas na Justiça federal do Paraná. Muito menos denúncias de corrupção para interferir em acordos de delação premiada.
Moro explorou a imagem de santo, herói, xerife, incorruptível. Não combina com a imagem que emerge da família Zucoloto.

Fonte: Por Joaquim de Carvalho do DCM