31 julho 2018

CENSURA: MP QUER VETAR ENTREVISTAS DE LULA


31 de julho de 2018





O MPF (Ministério Público Federal) se manifestou contra recurso protocolado pelo fotógrafo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ricardo Stuckert, para que possa entrevistar o petista na prisão. O documento é endereçado ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e foi entregue à Justiça na segunda-feira (30).


A defesa de Stuckert, cujo pedido inicial e um agravo foram negados na primeira instância, disse que não vai comentar o caso. O UOL também procurou a defesa de Lula e aguarda resposta.

Na manifestação ao TRF-4, o procurador Januário Paludo diz que Stuckert não tem "legitimidade" para pedir a autorização de entrevista, já que o direito pleiteado é de Lula, e não dele.

Paludo também afirma que Lula não pode ser exceção às regras para quem cumpre pena em regime fechado pelo fato de ser "ex-presidente da República, líder popular ou pré-candidato à eleição de presidente da República".

"Luiz Inácio Lula da Silva não está acima da lei como quer fazer crer. Trata-se de preso comum e não especial", diz o procurador. 

O pedido do fotógrafo não tem data para ser analisado pelo TRF-4 e será julgado pelos mesmos desembargadores que condenaram Lula em segunda instância no chamado caso do tríplex, da Operação Lava Jato.

Juíza negou outros pedidos de entrevista
Além do fotógrafo, o PT e diversos veículos de comunicação --entre eles o UOL-- já pediram autorização à Justiça para entrevistar Lula na prisão. A juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente, negou todas as solicitações.

Lebbos também negou pedidos do PT para que Lula pudesse participar de eventos de campanha por videoconferência ou gravar mensagens em vídeo. 

Segundo a juíza, a condição de "pré-candidato" não tem validade jurídica e as entrevistas não se justificariam porque o petista está "inelegível".

A lei eleitoral prevê que os candidatos ou seus vices apareçam em pelo menos 75% dos programas eleitorais de rádio e TV. O PT dispõe de um acervo inédito que Lula deixou gravado antes de ser preso, mas o partido quer que o ex-presidente possa fazer gravações atualizadas sobre os acontecimentos da campanha eleitoral.

Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, Lula está, em tese, inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, o PT afirma que vai registrar o ex-presidente como seu candidato nas eleições deste ano, o que pode ser feito entre os dias 5 e 15 de agosto. A legalidade da candidatura dependerá de análise da Justiça Eleitoral.

Lula lidera as principais pesquisas de intenção de voto nos cenários em que seu nome é apresentado aos entrevistados. Sem Lula, o líder é o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL. 

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Fonte: Plantão Brasil  por UOL













AS MENTIRAS MAIS ESCANDALOSAS DE JAIR BOLSONARO NO RODA VIVA

31 de julho de 2018





Entrevista de Bolsonaro teve grande repercussão nas redes sociais e bateu o recorde de audiência do Roda Viva. Na prática, porém, isto não significa que o candidato saiu maior da sabatina do que entrou, já que suas respostas foram marcadas por imprecisões e até mentiras. Confira as mais escandalosas
Enquanto assista ao programa Roda Viva com Jair Bolsonaro na noite desta segunda-feira (30), o historiador Abdala Farah Netto reagiu da seguinte maneira aos comentários do presidenciável:

É triste e desanimador, enquanto Professor de História, ouvir Jair Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, falando tantas aberrações, desonestidades e mentiras sobre temas como Escravidão Africana, Ditadura Civil-Militar, Direitos Humanos. O roteiro do Bolsonaro é sempre o mesmo: o mundo é de Esquerda! Todos comunistas! Só o Trump salva!

A entrevista do candidato teve grande repercussão nas redes sociais e bateu o recorde de audiência do Roda Viva. Na prática, porém, isto não representa automaticamente que Bolsonaro saiu maior da sabatina do que entrou, já que suas respostas foram marcadas por imprecisões e até mentiras. Confira:

VICE DE AÉCIO

No Roda Viva, Bolsonaro negou que tenha se oferecido para ser candidato a vice-presidente de Aécio Neves (PSDB) em 2014. “Eu nunca disse que queria ser vice de Aécio”, cravou o deputado.

Em uma entrevista exclusiva concedida em site Infomoney em 2014, Bolsonaro afirmou: “O Eduardo Campos está um pouco tímido em suas propostas e estratégias enquanto o Aécio Neves já se mostra muito mais simpático e agressivo. Eu sou uma oposição muito melhor que qualquer um dos dois, mas, se eu não for candidato, simpatizo muito mais com o Aécio, que é o representante da direita atualmente. Se eu não conseguir me candidatar, quero ser vice de Aécio Neves. Claro, nada disso nunca entrou em pauta e nunca ninguém falou sobre isso, mas seria uma grande honra para mim”.

Em outra entrevista ao jornal O Globo, Bolsonaro também externou seu apoio a Aécio: “Mesmo que ele não queira, voto no Aécio Neves. O grande mal do Brasil hoje é o PT. Se Dilma conseguir a reeleição, não fugiremos de uma ida para Cuba sem escala na Venezuela. É um governo que se preocupa em caluniar as Forças Armadas 24 horas por dia”.

No Youtube, Bolsonaro divulgou um vídeo em 2014 em homenagem ao tucano: “Deus salve o Brasil no dia 26 de outubro, votando em Aécio Neves para presidente”.

NEGROS SÃO CULPADOS PELA ESCRAVIDÃO

Ao responder um questionamento sobre cotas e a dívida histórica que temos com os negros, Bolsonaro afirmou: “Que dívida? Eu não escravizei ninguém. Os portugueses nem pisavam na África. Os próprios negros que entregavam os escravos. Os portugueses não caçavam os negros”.

Nenhuma dessas afirmações de Bolsonaro tem qualquer amparo nos fatos porque, segundo a historiografia do Brasil e de Portugal, portugueses não só escravizaram africanos como também colonizaram, ocuparam e exploraram economicamente a região.

O primeiro estabelecimento dos portugueses na África aconteceu em 1415, em Ceuta, hoje território espanhol. Em 1460, chegaram a Cabo Verde. A partir daí, foram traçadas estratégias de ocupação territorial, evangelização e exploração de recursos naturais. Segundo o livro “História do Colonialismo Português em África“, de Pedro R. Almeida, até a independência do Brasil, os territórios portugueses na África eram essencialmente voltados ao fornecimento de mão de obra escrava ao Brasil. Há estimativas diversas, mas os números dão conta de que em torno de 5 milhões de escravos africanos foram trazidos ao Brasil entre os séculos 16 e 19.

Craque na política das fake news, Bolsonaro esqueceu de explicar, por exemplo, que a escravidão já estava presente na Europa. Desde a Antiguidade, o continente conheceu diversas formas de escravidão, mas menos intensas ou disseminadas do que aquela que surgiria a partir do século 16. A escravidão mercantil.

500 PROJETOS APRESENTADOS

No Roda Viva, Bolsonaro disse que tinha cerca de 500 projetos apresentados durante esses 28 anos que ocupa uma vaga na Câmara dos Deputados. Na verdade, segundo o site da Câmara, Bolsonaro é autor de 172 proposições. Apenas duas, no entanto, foram aprovadas.

TORTURADOR BRILHANTE USTRA

“Ninguém poderá ser declarado culpado sem uma sentença transitada em julgado. E isso não aconteceu no caso do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, disse Bolsonaro no Roda Viva. Ao falar de trânsito em julgado, Bolsonaro provavelmente se refere ao determinado pelo artigo 5°, inciso LVII, da Constituição Federal: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. É a chamada presunção de inocência.

No caso do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ele foi condenado em primeira instância em agosto de 2012 por praticar torturas no período do regime militar. O processo chegou a tramitar na segunda instância, na 9ª Vara Criminal da Seção Judiciária de São Paulo, mas foi suspenso provisoriamente pela ministra Rosa Weber em 2015 e, em seguida, foi extinta a punibilidade de Ustra em função da morte do réu durante o processo.

CAÇA AO LAMARCA

No Roda Viva, Bolsonaro disse que participou da luta armada no Vale da Ribeira (SP), na “caça ao Lamarca”. Só se foi como adolescente. Carlos Lamarca, capitão que deixou o Exército para aderir à guerrilha, foi morto em 1971, na Bahia, quando o hoje deputado tinha 16 anos.

No fim da entrevista, o jornalista Marcelo Rubens Paiva, que teve o pai assassinado pela ditadura militar, assinalou: “Cheguei à conclusão que Jair Bolsonaro não é de extrema-direita, mas de extrema-burrice”.













30 julho 2018

PROCURADOR DA LAVA JATO ADMITE QUE DELAÇÃO DE PALOCCI ERA UM BLEFE E QUE ERA ’O FIM DA PICADA’

30 de julho de 2018





Globo passou uma semana dando destaque a uma delação mentirosa; vai ter pedido de desculpas?
Um dos principais procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima (o outro é Deltan Dallagnol), agora admite: a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como "delação do fim do mundo", que seria capaz de "destruir o PT", era um blefe. Na entrevista, concedida à Folha de S.Paulo, ele reconhece que há uma guerra entre o Ministério Público e a Polícia Federal pelo controle da Lava Jato. 


A delação de Palocci foi fechada pela PF depois da recusa do Ministério Público. Santos Lima relatou: "Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras. O instituto é o problema? Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer".
Ele reconheceu que o caso Palocci foi uma "queda de braço" entre as equipes da PF e do MP e atacou a Polícia Federal: "(...) a porta da frente dos acordos sempre será o Ministério Público. A porta dos fundos é da PF. As pessoas irão à PF se não tiverem acordo conosco." A declaração revela o estado de balbúrdia institucional da Lava Jato.

Na mesma entrevista, ele admitiu também que as delações de Delcídio do Amaral, decisiva para a campanha de ódio ao PT, e de Sérgio Machado, tinham graves defeitos: "Quando você faz com excesso de rapidez, corre o risco de fazer colaborações mal feitas. Delcídio, na minha opinião, quase nem se autoincrimina. A primeira coisa é o colaborador falar os crimes que cometeu. (...) No caso do Sérgio Machado, no final das contas, o principal sequer foi denunciado. Aquelas conversas supostamente com membros do Congresso e ex-parlamentares, que geraram até pedido de prisão no Supremo, sequer movimentaram uma denúncia. Aquela gravação era um bom início de negociação, mas não era um fim em si mesma. A gente tem que tomar muito cuidado com excesso de vontade de conseguir certos documentos, provas, gravações".

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Fonte: Brasil247














29 julho 2018

A ESTRATÉGIA DE LULA PARA MANTER CANDIDATURA ATÉ O GOLPE FINAL

29 de julho de 2018





Lula vai manter a candidatura até ter todos os recursos julgados. Essa é a estratégia jurídica dos seus advogados. Isso significa trilhar o caminho jurídico até o final.

O PT registra sua candidatura, com manifestação pública no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, dia 15 de agosto – que é o último dia para inscrição, mas é também o primeiro dia de campanha eleitoral. Dois dias depois, haverá pedido de impugnação, o que levará o PT a recorrer ao próprio TSE ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo julgamento pode demorar mais alguns dias e, mesmo impugnada a candidatura, cabem outros recursos da decisão, embargos infringentes, de declaração e de regimento.
A candidatura Lula entra assim no estágio sub judice, ou seja, estará inscrita, mas responderá ao processo de impugnação. A propaganda já estará aberta e, de acordo com o Artigo 16-A, do Código Eleitoral, “o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver nessa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionados ao deferimento de seu registro por instância superior”.
Por essa possibilidade, de estar candidato sub judice, de fazer campanha em rádio e televisão e ter seu nome na urna, é que Lula não antecipará qualquer decisão sobre não concorrer e isso significa que não haverá escolha de seu substituto, mesmo que tenha um vice, isso também não significará que esse vice possa ser o seu sucessor.
É possível prever que, em sendo Lula, toda sorte de maldades será lançada e  é possível desenhar um cenário onde o STJ julgue na primeira hora todos os recursos que receber. Mesmo assim, há prazos para novos recursos. Seus advogados concluem que, mesmo trabalhando aceleradamente, o STJ não conseguirá julgar todos os recursos até a diplomação, prevista para próximo do Natal, já que a posse é em 1º de janeiro.
Resta saber como o STJ vai “sujar as mãos” para abreviar esses julgamentos, lembrando que o TSE diz que em menos de um mês das eleições, em torno de 7 de setembro, não consegue mudar os nomes listados nas urnas.
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Referenda essa estratégia o fato de cerca de 1.300 candidatos a prefeitos em 2016 concorreram sub judice e 7 em cada 10 foram empossados porque tiveram os recursos contra suas candidaturas derrubados antes da posse. Se tivessem desistido antes, não teriam apostado na possibilidade de vencerem nos tribunais.
Por que Lula desistiria antes do tempo, como querem Ciro e mesmo parte da direção nacional do PT com argumentos de não jogar tudo ou nada?  Esse exemplo servirá para Lula? Pode ser que não, mas é fato que até o ministro Fux, o mais azedo integrante do STF contra Lula, votou a favor dos prefeitos.
Embora esse exemplo dos prefeitos possa parecer frágil, em se tratando de Lula ganhar de novo a presidência depois do golpe, análise de tendências mostra que, quanto mais perto da votação for a troca de candidato, maior a chance de o substituto indicado tornar-se vencedor, por que carrega a votação.
Porém, a maior força para essa estratégia é o resultado de pesquisas qualitativas. Há tempos que as pesquisas do PT (e não só desse partido) trabalham com os índices e opiniões de aceitação e rejeição dos candidatos. Para a candidatura Lula, vem de tempos a tradicional conta de que um terço dos eleitores fecha definitivamente com Lula, vota nele em qualquer cenário, assim como outros 30% jamais votariam nele, e entre essas duas opções há um conjunto de eleitores que varia entre “gostar de Lula e poder votar nele” ou “gostar de Lula, mas não votar nele”, sendo que a última pesquisa Vox Populi, de 26 de julho, aponta um crescimento dos 30% para 41%.
Concretamente, cruzadas as diferentes manifestações de apoio ao ex-presidente e exercício do voto, Lula chega a 67%. E aparece de maneira muito sólida que essa população não consegue pensar em outro nome que não o de Lula.
Não é só o PT que está com problemas para definir quem pode substituir o ex-presidente na urna: a dúvida é a mesma que têm seus próprios eleitores e apoiadores, que até agora não trabalham com essa possibilidade e não enxergam outro nome.
Se Lula antecipar a sua substituição e não seguir a estratégia dos recursos jurídicos, parecerá uma sucumbência, uma renúncia, uma fraqueza, o que levará boa parte a votar branco ou nulo. Se mantiver esse caminho jurídico e for impugnado em atos de exceção, estará carregando o imaginário popular consigo. E provavelmente transferirá os votos. Estará também transferindo a decisão para o Judiciário “sujar as mãos”, como mais uma etapa do golpe.
 Fonte: Diário do Centro do Mundo (D C M)  Por Paulo Salvador














27 julho 2018

CUT/VOX: PARA 69%, A VIDA PIOROU APÓS O GOLP

27 de julho de 2018





O índice de rejeição de Michel Temer, líder em taxas recordes de desemprego, responsável pelo fim dos direitos trabalhistas e pelo aumento da fome e da miséria, passou de 73% para 83% entre maio e julho deste ano, revela pesquisa CUT/Vox Populi; para 69% dos brasileiros, a vida está pior depois do golpe de 2016, que derrubou Dilma Rousseff


Da CUT - O índice de rejeição do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), líder em taxas recordes de desemprego, responsável pelo fim dos direitos trabalhistas e pelo aumento da fome e da miséria, passou de 73% para 83% entre maio e julho deste ano, revela pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 18 e 20 de julho.

E 69% dos brasileiros afirmam que a vida está pior depois do golpe de 2016, que derrubou Dilma Rousseff, presidenta eleita democraticamente por mais de 54 milhões de votos.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os resultados demonstram que o golpe não foi contra Dilma, foi para retirar direitos da classe trabalhadora, trazer de volta o desemprego, as privatizações, o arrocho salarial e o desmonte das políticas públicas de inclusão social.
Com Temer, o retrato do Brasil é a volta da miséria e da falta de credibilidade, diz Vagner.
“É um país desacreditado internacionalmente”.- Vagner Freitas
Segundo o presidente da CUT, com a aprovação da reforma trabalhista, que praticamente rasgou os direitos da classe trabalhadora, “o que temos são taxas recordes de desemprego e aumento do trabalho precário e informal.”

“É o povo vivendo de bico para pagar as contas no final do mês e cozinhando à lenha porque não pode pagar mais pelo gás de cozinha cada vez mais caro”, critica Vagner, lembrando que a maioria das famílias brasileiras voltou a ficar endividada, sem conseguir pagar sequer as contas de água e luz.


"As filas quilométricas em busca de emprego voltaram a ser realidade no País. Bem diferente dos governos de Lula e Dilma, quando o Brasil atingiu o pleno emprego", lamenta Vagner, lembrando que o número de desempregados no País cresceu 94,2% se comparado com 2014.
“Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas aptas ao trabalho que viraram estatística, é a tal força de trabalho subutilizada no Brasil pós-golpe”, diz.
Temer é rejeitado de norte a sul

83% dos brasileiros reprovam o desempenho de Temer como presidente. Apenas 3% avaliam positivamente. O percentual dos que achavam Temer regular caiu de 20% para 13% entre maio e julho.
As piores avaliações estão no Sudeste, onde 71% dos entrevistados acham o ilegítimo Temer ruim ou péssimo. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste e Norte, com 69%, seguido pelo Nordeste (64%), Região que mais sente saudade do Lula, e pelo Sul (62%).
Com Temer, a vida piorou

Segundo a pesquisa CUT/Vox Populi, desde que o ilegítimo Temer assumiu a presidência, em agosto de 2016, a vida piorou para 69%. Somente 6% dizem que a vida melhorou. Outros 23% avaliam que nada mudou e não sabem ou não responderam registrou 2%.
Desemprego volta a ser preocupação do povo

Com o fechamento de três milhões de vagas formais durante a crise provocada pela falta de política econômica do ilegítimo Temer e com o aumento no número de desempregados no País, que chega a 13,2 milhões de pessoas, os brasileiros e brasileiras voltaram a listar a necessidade de geração de empregos como uma das principais prioridades do próximo presidente.
Para 20%, a diminuição do desemprego deve estar entre as principais preocupações do novo governo. Em primeiro lugar, está a melhoria na saúde pública, com 24%. Educação (18%), combate à corrupção (13%) e segurança pública (8%) também aparecem no topo da lista de prioridades.
Dia do Basta – 10 de agosto

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que é preciso dar um basta nessa situação e que só com o povo mobilizado nas ruas, no dia 10 de Agosto, Dia do Basta, promovido pela CUT e demais centrais sindicais, é possível fazer com que o país comece a sair da crise.
“Vamos dizer basta de desemprego, de retirada de direitos, de privatizações, de aumento no preço dos combustíveis e na conta de luz, entre tantas maldades deste governo golpista.”

Confira aqui a íntegra da pesquisa


Fonte: Brasil 247  por Cut/Vox
















LULA AOS BLOGS PROGRESSISTAS: OBRIGADO PELAS TRINCHEIRAS EM BUSCA DA VERDADE

Lula. Foto: Ricardo Stuckert
26 de julho de 2018





A história ensina que numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Encontro-me há mais de 100 dias na condição de preso político, sem qualquer crime cometido, pois nem na sentença o juiz consegue apontar qual ato eu fiz de errado. Isso porque setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, com apoio maciço da grande mídia, decidiram tratar-me como um inimigo a ser vencido a qualquer custo.

A guerra que travam não é contra a minha pessoa, mas contra a inclusão social que aconteceu nos meus mandatos, contra a soberania nacional exercida pelos meus governos. E a principal arma dos meus adversários sempre foi e continuará sendo a mentira, repetida mil vezes por suas poderosas antenas de transmissão.
Tenho sobrevivido a isso que encaro como uma provação, graças à boa memória, à solidariedade e ao carinho do povo brasileiro em geral.
Dentre as muitas manifestações de solidariedade, quero agradecer o espírito de luta dos homens e mulheres que fazem do jornalismo independente na internet uma trincheira de debate e verdade.
Desde que deixei a Presidência, com 87% de aprovação popular, a maior da história deste país, tenho sido vítima de uma campanha de difamação também sem paralelo na nossa história.
Trata-se, sabemos todos, da tentativa de apagar da memória do povo brasileiro a ideia de que é possível governar para todos, cuidando com especial carinho de quem mais precisa, e fazer o Brasil crescer, combatendo sem tréguas as desigualdades sociais e regionais históricas.
Foram dezenas de horas de Jornal Nacional e incontáveis manchetes dedicadas a espalhar mentiras – ou, para usar a linguagem da moda, fake news – contra mim, contra minha família e contra a ideia de que o Brasil poderia ser um país grande, soberano e justo.
Com base numa dessas mentiras, contada pelo jornal O Globo e transformada num processo sem pé nem cabeça, um juiz fez com que eu fosse condenado à prisão, por “ato indeterminado”, usando como pretexto a suposta posse de um imóvel “atribuído” a mim, do qual nunca fui dono.
Contra essa aliança espúria entre alguns procuradores e juízes e a mídia corporativa, a blogosfera progressista ousou insurgir-se. Sem poder contar com uma ínfima parcela dos recursos e dos meios à disposição dos grandes veículos alinhados ao golpe, esses homens e mulheres fazem Jornalismo. Questionam, debatem e apresentam diariamente ao povo brasileiro um poderoso contraponto à indústria da mentira.
Lutaram e continuam a lutar o bom combate, tendo muitas vezes apenas o apoio do próprio povo brasileiro, por meio de campanhas de financiamento coletivo (R$ 10 reais de uma pessoa, R$ 50 reais de outra).
Foram eles, por exemplo, que enfrentaram o silêncio da mídia e desvendaram as ligações da Globo com os paraísos fiscais, empresas de lavagem de dinheiro e a máfia da Fifa. Que demonstraram a cumplicidade de Sérgio Moro com a indústria das delações. Que denunciaram a entrega das riquezas do país aos interesses estrangeiros. Tudo com números e argumentos que sempre são censurados pela imprensa dos poderosos.
Por isso mesmo a imprensa independente é perseguida por setores do Judiciário, por meio de sentenças arbitrárias, como vem ocorrendo com tantos blogueiros, que não têm meios materiais de defesa. Enfrentam toda sorte de perseguições: tentativa de censura prévia, conduções coercitivas e condenações milionárias, entre outras formas de violência institucional.
E agora, numa investida mais sofisticada – mas não menos violenta – agências de “checagem” controladas pelos grandes grupos de imprensa “carimbam” as notícias independentes como “Fake News” e, dessa forma, bloqueiam sua presença nas redes sociais. O nome disso é censura.
Alguns desses homens e mulheres que pagam um alto preço por sua luta são jornalistas veteranos, com passagens brilhantes pela grande imprensa de outrora, outros sem qualquer vínculo anterior com o jornalismo, mas todos movidos por aquela que deveria ser a razão de existir da profissão: a busca pela verdade, a informação baseada em fatos e não em invencionices. Lutaram e lutam contra o pensamento único que a elite econômica tenta impor ao povo brasileiro.
Quantas derrotas nossos valentes Davis já não impuseram aos poderosos Golias? Quantas notícias ignoradas ou bloqueadas nos jornalões saíram pelos blogues, muitos deles com mais audiência que os sites dos jornalões?
Mesmo confinado na cela de uma prisão política, longe de meus filhos e amigos, impedido de abraçar e conversar com o povo brasileiro, tenho hoje aprovação maior e rejeição menor que meus adversários, que fracassaram no maior dos testes: melhorar a vida dos brasileiros.
Eles, que tantos crimes cometeram – grampos clandestinos no escritório de meus advogados, divulgação ilegal de conversas entre mim e a presidenta Dilma, todo o sofrimento imposto à minha família, entre muitos outros –, até hoje não conseguiram contra mim uma única prova de qualquer crime que seja. A cada dia mais e mais pessoas percebem que o golpe não foi contra Lula, contra Dilma ou contra o PT. Foi contra o povo brasileiro.
Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.
A democracia brasileira agradece, eu agradeço a vocês, homens e mulheres que fazem da luta pela verdade o seu ideal de vida.
Hoje a (in)Justiça brasileira não só me prende como impede sem nenhuma razão que vocês possam vir aqui me entrevistar, fazer as perguntas que quiserem. Não basta me prender, querem me calar, querem nos censurar.
Mas assim como são muitos os que lutam pela democracia nas comunicações e pelo jornalismo independente, e não caberiam aqui onde estou, essa cela também não pode aprisionar nem a verdade nem a liberdade. Elas são muito mais fortes do que as mentiras mil vezes repetidas pelo plim-plim, que quer mandar no Brasil e no povo brasileiro sem jamais ter tido um único voto. A verdade prevalecerá. A liberdade triunfará.
Forte abraço,
Lula


Fonte: O Essencial  Por Luiz Inácio Lula da Silva – A peleja da blogosfera progressista contra as mentiras da grande mídia (plim-plim).