31 outubro 2018

MORO PRENDEU LULA PARA ELEGER BOLSONARO

31 de outubro de 2018





Agora está tudo explicado. O convite ao juiz Sérgio Moro para ser o que quiser no futuro governo Bolsonaro é o reconhecimento público pelos bons serviços prestados ao candidato da extrema-direita e que foram decisivos para sua eleição. Talvez mais que as fake news impulsionadas por WhatsApp

Moro foi seu grande cabo eleitoral não só por centrar fogo no PT desde o início da Lava Jato – se a apuração fosse imparcial as investigações na Petrobrás deveriam ter começado pelos governos do PSDB - mas por tirar das eleições o seu principal adversário.
Como se vê agora, só Lula era capaz de derrotar o capitão. Estivesse solto, a julgar pelo ritmo das pesquisas, venceria no primeiro turno, de lavada.

O empenho de Moro em prender Lula sem provas, num processo que não resiste a uma análise jurídica séria, quando liderava as pesquisas eleitorais, depois impedir a concretização do habeas corpus que o libertaria e finalmente divulgar trechos de uma delação de Antônio Palocci com acusações genéricas a Lula sem provas às vésperas do primeiro turno tinham o objetivo que somente agora ficou explícito: eleger Bolsonaro.
Muita gente achava que ele só queria destruir Lula, mas não era apenas isso: ele queria eleger, pela primeira vez na história do Brasil, um candidato que reza pela mesma cartilha política que ele, enquanto vendia ao distinto público a ideia de que era uma cruzada pela honestidade na política, pela salvação nacional, pela esperança de um novo sol raiar no horizonte.

Fonte: Brasil 247 por Alex Solnik 

















30 outubro 2018

POBRES VÃO PAGAR A CONTA: COALIZÃO QUE DEU O GOLPE É A MESMA QUE ELEGEU BOLSONARO

30 de outubro de 2018




Por trás da vitória da extrema-direita na eleição deste 28 de outubro está aquela mesma coalizão partidária, midiática, jurídica, policial e empresarial que desestabilizou o país no imediato pós-eleitoral de 2014, que promoveu o impeachment fraudulento da Dilma, instaurou o regime de exceção e levou o país ao precipício fascista

O candidato que instaura o fascismo no Brasil foi apoiado e eleito pelo mesmo condomínio formado pelos mesmos partidos políticos, procuradores, policiais federais e juízes de todas as instâncias [primeiro grau, tribunais regionais, tse, stj e stf]; pelas mesmas entidades patronais, bancos, e instituições financeiras; pela Globo e pelos mesmos grupos de mídia que patrocinaram a brutal crise política, econômica e social criada para derrubar o PT do governo e retirar os pobres do orçamento nacional.
O petista Haddad, de outra parte, foi apoiado pelos segmentos que desde o primeiro momento estiveram perfilados na defesa do Estado de Direito e na resistência ao atentado perpetrado contra a democracia por Cunha, Temer, Aécio e a camarilha que está instalada no Planalto com o apoio do nazi-bolsonarismo.

Na eleição, Haddad esteve acompanhado dos mesmos intelectuais, artistas, coletivos de juventudes e mulheres; dos mesmos setores da igreja progressistas e juristas comprometidos com a democracia; dos movimentos sociais como o MST e MTST; dos partidos de esquerda e progressistas como o PSOL, o PSTU, o PSB, o PCO e da militância do PDT que, ainda em 2014, entenderam o lado certo da história que se deve escolher diante da ameaça do fascismo.
No segundo turno eleitoral, a resistência ao fascismo e a defesa da democracia que estava representada na candidatura do Haddad, recebeu o apoio de Joaquim Barbosa, ex-STF; do Rodrigo Janot, ex-PGR; do Alberto Goldman, do PSDB, e de outras lideranças democráticas.
Bolsonaro, como analisado no artigo Resistir é imprescindível, “não é um acidente de percurso. Ele é a opção consciente, a aposta escolhida pela classe dominante para cumprir 2 missões especiais no próximo período”: [1] exterminar toda e qualquer oposição de esquerda ao regime nazi-bolsonarista, para [2] poder implementar a agenda econômica ultraliberal de caráter anti-nacional, anti-popular, anti-democrática e neocolonial.
O fascismo é um acontecimento concreto na realidade brasileira. A eleição deixou muito claro quem defende a democracia e o Estado de Direito e quem – por opção consciente, por preconceito antipetista, por hesitação ou por omissão [como FHC] – aderiu à aventura que poderá levar o país ao precipício fascista, se não for detido a tempo.
A eleição jogou luz na realidade: mais do que em qualquer tempo, é imperiosa a conformação de uma frente partidária e social antifascista para deter o avanço do fascismo no Brasil.
É hora de lideranças como Ciro, Boulos, Marina, Goldman, Haddad, Lula, juntamente com os movimentos sociais, intelectuais, artistas, juventudes e todas as representações democráticas do país, unirem-se em torno do objetivo de proteger o Estado de Direito para deter o avanço do fascismo.
A luta contra o fascismo nazi-bolsonarista é o estágio superior da luta contra o golpe perpetrado pelo establishment que derrubou Dilma através da fraude do impeachment, que orquestrou a farsa jurídica da Lava Jato para prender Lula ilegalmente e que fraudou a eleição com milhões de reais financiados com dinheiro de caixa 2 por empresários corruptos para vencer a eleição através da disseminação de mentiras falsas via WhatsApp.
A sorte está lançada. Aos democratas, humanistas e libertários do Brasil existe um único caminho, que é o da unidade de ação para deter o fascismo e a destruição do país pelo terrorismo que não é só político, social e cultural, mas também econômico.




Fonte: Click Política por Jeferson Miola













BOLSONARISTA PUBLICA VÍDEO DIZENDO QUE ’NEGRAIADA VAI MORRER’, É EXPULSO DA UNIVERSIDADE E DEMITIDO DO EMPREGO

29 de outubro de 2018




A Universidade Presbiteriana Mackenzie suspendeu nesta terça-feira (3) o estudante do curso de direito da instituição em São Paulo. O aluno aparece em vídeo afirmando que a “negraiada vai morrer”. O jovem, eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), também foi demitido do escritório de advocacia que trabalhava como estagiário. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra o estudante indo votar no domingo em Londrina, no Paraná. Ele afirma: “indo votar a ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo. Tá vendo essa negraiada? Vai morrer! Vai morrer! É capitão, caralho”


Dezenas de estudantes do Mackenzie protestaram na manhã desta terça e pediram a expulsão do estudante, além de medidas de segurança por parte da universidade. Outro ato foi convocado para 19h desta terça-feira.

Uma integrante do Coletivo Negro Afromack, que, segundo o G1, não quis se identificar por questões de segurança, os alunos estão "correndo risco de vida". "A gente não pode ir para a faculdade com medo de morrer. A gente pede que ele seja expulso, porque mesmo suspenso ele poderia entrar na faculdade. Não dá para conviver com uma pessoa que fez isso. E ele não pode ser um advogado”, afirmou ela.

"Os próprios colegas do Direito que souberam do vídeo tomaram providências de acionar as instituições. Como tinha uma conotação racial, nós do coletivo tomamos frente do que estava acontecendo. Somos minoria da minoria dentro do Mackenzie e o que a gente pede é que os outros alunos que repudiam o ato se juntem com a gente para que isso não ocorra mais", disse. 

A faculdade afirmou que “tais opiniões e atitudes são veementemente repudiadas”. “A Universidade Presbiteriana Mackenzie tomou conhecimento de vídeos produzidos por um discente, fora do ambiente da Universidade, e divulgados nas redes sociais, onde ele faz discurso incitando a violência, com ameaças, e manifestação racista", disse. 

"Tais opiniões e atitudes são veementemente repudiadas por nossa Instituição que, de imediato, instaurou processo disciplinar, aplicando preventivamente a suspensão do discente das atividades acadêmicas. Iniciou, paralelamente, sindicância para apuração e aplicação das sanções cabíveis, conforme dispõe o Código de Decoro Acadêmico da Universidade".

O escritório de advocacia em que o rapaz trabalhava desde julho como estagiário anunciou sua demissão e no Facebook publicou a seguinte nota: "O DDSA tomou conhecimento, na tarde de hoje, de vídeo que circula nas redes sociais com declarações efetuadas por acadêmico de Direito que fazia estágio no escritório e imediatamente o desligou de seus quadros. O escritório repudia veementemente qualquer manifestação que viole direitos e garantias estabelecidos pela Constituição Federal".


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Fonte: Brasil 247














29 outubro 2018

."EU NÃO TENHO MEDO DELE!”

29 de outubro de 2018





Tenho medo de você, meu colega de trabalho, que partilha as dores da labuta comigo, mas acha que eu devo ganhar menos, porque sou mulher.

Tenho medo de você, minha vizinha, que, mesmo mulher como eu, acha que algumas de nós pedem para ser estupradas


Tenho medo de você, meu parente, que carrega a Bíblia para todos os lados, mas acha que o erro é torturar e não matar.

Tenho medo de você, colega de turma da faculdade PÚBLICA, que acha que não devem existir cotas, FIES, ProUni, porque preto e pobre não devem estar na faculdade.

Tenho medo de você, "amigo" de infância, que acha que é rico, porque ganha três salários mínimos, paga carro e apartamento financiado, mas quer o fim do assistencialismo para pobre morrer de fome ou só não quer dividir aeroporto com a "paraibada".

Tenho medo de você, conhecido aqui da rua, que acha que a orientação sexual do seu filho é a "natural" e, por isso, desqualifica as outras formas de amor.

Tenho medo de você, ex-aluno, que fuma maconha escondido, mas acha que bandido bom é bandido morto e que a solução é o armamento.

Tenho medo de você, mãe do meu aluno, que nunca aparece na escola, porque ele foi racista ou homofóbico ou até mesmo só desrespeitoso com o professor, mas que esbraveja que não quer que ele veja o kit gay, aquele que nós, professores, nunca nem vimos.

Eu não tenho medo dele.

Ele é um ídolo.

Uma ideia.

Um porta-voz.

Tancredo também já foi.

Brizola também.

Collor também.

Lula também.

Eu não tenho medo dele. Ele, eu sei quem é.

Tenho medo é de você, que me rodeia, e a quem eu tenho que descobrir todos os dias.


#EleNemComAfaixa

texto de Sabrina de Oliveira.














27 outubro 2018

URGENTE: JOAQUIM BARBOSA ABRE VOTO EM HADDAD

27 de outubro de 2018





"Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad", postou Joaquim Barbosa, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal; Jair Bolsonaro vem sendo apontado pela imprensa global como uma ameaça ao Brasil e ao mundo



247 – "Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad", postou Joaquim Barbosa, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal. Jair Bolsonaro vem sendo apontado pela imprensa global como uma ameaça ao Brasil e ao mundo.

Abaixo, tweet de Joaquim Barbosa e reportagem da Reuters sobre a sucessão:





Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad.

(Reuters) - O presidenciável do PT, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estimula pessoas violentas a saírem do armário.
“Ele estimula as milícias, os capangas, as pessoas violentas a saírem do armário, ele é a expressão da violência”, disse Haddad durante coletiva de imprensa em João Pessoa, na Paraíba.

“É muito comum na história dos povos que um covarde seja o agente da violência social. Em geral, são pequenos homens que estimulam a violência, até em função dos seus problemas psicológicos”, continuou.
“Por isso que os pequenos homens com problemas psicológicos são tratados respeitosamente, mas não chegam ao poder, porque são perigosos no poder. Não são perigosos fora do poder”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo.
Segundo o petista, Jair Bolsonaro não tem um projeto, mas sim uma “retórica da violência”.
“A gente sabe como essa retórica da violência começa, mas a gente não sabe até onde vai. Nós precisamos cortar esse mal pela raiz”, afirmou o candidato.
Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo.

MAIS ACERTOS DO QUE ERROS

Ao defender o projeto que representa, Haddad voltou a reconhecer que o PT cometeu erros, embora tenha feito mais acertos.
“Eu represento um projeto que tem muito mais acertos do que erros. Mudou a vida de metade da população brasileira. E os erros eu estou aqui assumindo e disposto a corrigir”, disse.
O candidato também se mostrou otimista nesta reta final antes da eleição de domingo e disse acreditar que uma virada irá acontecer, acrescentando que “segunda-feira já começamos a trabalhar na equipe de governo”.
O petista também voltou a comentar que espera um apoio do pedetista Ciro Gomes, derrotado no primeiro turno da disputa presidencial e cujo partido decidiu dar “apoio crítico” à candidatura do PT.
“Acredito que, chegando no Ceará, ele (Ciro) vai fazer um gesto importante pelo Brasil. Não é por mim, é pelo Brasil... Ele sabe o que está em jogo, ele sabe o que está em risco”, disse Haddad.

Fonte: Brasil 247













MORADORES DO POVOADO TAMBORIL DENÚNCIA DE CRIME AMBIENTAL


 
27 de outubro de 2018


Moradores do povoado Tamboril, zona rural de Matões MA, estão revoltados com a atitude da gestora da escola daquela localidade: Escola Municipal São Francisco, que determinou que as árvores plantadas ao redor de todo o prédio fossem cortadas sem nenhuma justificativa, colocando em prática seu autoritarismo




Segundo informações de populares que não quiseram se identificar com medo de represália dos gestores, nos informou que a Diretora não levou em consideração à comunidade e nem mesmo o conforto dos alunos, que cultivam o hábito de aguardarem o horário de entrada às sombras das árvores.


É inconcebível alguém que se diz educadora não  ter noção da  importância de se preservar a natureza, neste caso as árvores que faziam sobras e amenizavam o calor ambiental.







Nós moramos numa região muito quente e a função de uma árvore é amenizar o calor, purificar o ar, melhorar a respiração das pessoas, abrigá-las do sol, entre outras coisas. 

Esperamos profundamente que as autoridades competentes tomem medidas urgente no tocante à preservação ambiental do local, afinal de contas se trata de um ambiente educativo, ou não "Diretora?"


















26 outubro 2018

O QUE É A UDR E QUEM É NABHAN GARCIA, COTADO PARA SER MINISTRO DE BOLSONARO?

Massacre de Eldorado dos Carajás no Pará ocorrido em 17 de abril de 1996 marcou a história de luta pela reforma agrária no campo / Foto: Sebastião Salgado

26 de outubro de 2018





Presidente da entidade com passado ligado a conflitos no campo, ele assumiria a pasta da Agricultura
O pecuarista Luiz Antônio Nabhan Garcia é um dos principais articuladores da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) junto ao agronegócio. Presidente da União Democrática Ruralista (UDR), entidade polêmica do patronato rural, ele já teve que dar esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra por porte ilegal de armas, contrabando e organização de milícias privadas na região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo e apoia o desmatamento da Amazônia.

Representante da classe ruralista, Nabhan aparece como cotado para ocupar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), caso se confirme as pesquisas do segundo turno nas eleições deste ano. A simples menção de seu nome traz à tona casos de violência no campo. A própria organização que representa poderá legitimar a violência e agravar o conflito agrário.
A UDR nasceu como reação organizada e violenta dos grandes proprietários de terras aos movimentos populares do campo que defendiam a reforma agrária nos anos 1960.
De acordo com a professora Regina Bruno, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), os integrantes da UDR têm perfil conservador, são contrários à garantia de direitos àqueles que divergem dos seus interesses e agem em sintonia com as bancadas da bala e da bíblia – que representam no Congresso, respectivamente, o lobby militarista e fundamentalista cristão.
Para além de ser uma organização patronal, a pesquisadora considera a UDR uma “referência de uma determinada prática política” e por esse motivo, independente quem seja cotado para o Ministério da Agricultura, o que irá contar serão os traços em comum como a “defesa da violência como prática de classe”.
“A defesa do território, o subsolo, o território dos povos indígenas e comunidades tradicionais tem uma centralidade em relação ligada a questão fundiária, não que outros aspectos não sejam importantes, ao logo do tempo, por exemplo, um elemento em comum é o perdão das dívidas, mas o mais estruturante deles é uma defesa explicita da violência e incentivo à formação de milícias”.

A formação de milícias armadas e a violência são algumas das denúncias apresentadas no relatório da CPMI da Terra. Um dos motivos que levaram à abertura do inquérito foi reportagem do Jornal Nacional, de 2003, que mostrava homens encapuzados fortemente armados fazendo treino de tiros em uma fazenda no Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo. Outra reportagem publicada no dia 3 de julho de 2003, pelo jornal O Estado de S. Paulo, apresentava as milícias armadas da extrema direita rural.


Pistoleiros organizados pelos proprietários de terra articulados pelo presidente da UDR / Foto: Acervo do Jornal Estado de São Paulo


Na época, o delegado da Policia Civil responsável pela circunscrição de Sorocaba abriu inquérito policial que passou, segundo o documento da CPMI, a “investigar a formação e/ou o incentivo, por parte de fazendeiros, de milícias armadas no campo para inibir e/ou reprimir as ações dos movimentos sociais de luta pela terra”.
Em depoimento à Polícia Federal, o fazendeiro Manoel Domingues Paes Neto afirmou que o registro fotográfico do treinamento das milícias paramilitares do ruralismo ocorreu na fazenda do presidente da UDR, Nabhan Garcia. Quando ouvido pela CPMI, Nabhan afirmou desconhecer a existência de milícias e acusou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O presidente da UDR estaria entre os paramilitares sendo treinados para assassinar sem-terras / Foto: Beto Barata - Acervo Estado de São Paulo

Terras improdutivas

Cledson Mendes, dirigente estadual do MST em Ponta do Paranapanema, lembra que nos anos 1990 as terras ocupadas pelo movimento eram terras improdutivas da União, e tinham como objetivo fazer a reforma agrária em Pontal.
“Todas às vezes que nós fizemos ocupações na fazendas o Sr. Nabhan Garcia, que foi presidente ou é presidente da UDR – que se chama União Democrática Ruralista, mas que não tem nada de união nem de democracia – aonde eles trazem jagunços de fora de longe do Mato Grosso, ex-policiais, pessoas expulsas das polícias militar e civil, pessoas que trabalham com ofício de matar pra ganhar dinheiro, ele traz esse povo pra cá para o Pontal e acaba atirando nos trabalhadores rurais sem terra que quer a terra para poder trabalhar”, recorda.
O conflito no campo avançava com a formação de milícias. Em Marilena, no Noroeste do Paraná, o ex-presidente estadual da UDR, Marcos Menezes Prochet, foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do sem-terra Sebastião Camargo, 65 anos, morto durante um despejo ilegal na Fazenda Boa Sorte.
Na ocasião, a fazenda estava em processo de desapropriação para ser destinada à reforma agrária. Os advogados tentaram anular por duas vezes a decisão do júri popular.

O advogado popular da Terra de Direito, Fernando Prioste, atuou no caso e lembra que os pistoleiros haviam entrado com ações trabalhistas contra a UDR. De acordo com o documento fornecido pelo advogado, a diária pelo trabalho era entre R$ 15,00 e R$ 25,00.
“Na década de 1990 início de 2000, a UDR organizou uma milícia privada para fazer despejos ilegais e cometer homicídios contra integrantes do MST. Então como a UDR contratou esses pistoleiros eu acho que eles tiveram algumas desavenças internas no curso dessas contratações, e alguns pistoleiros que se sentiram lesados nessa relação com a UDR entraram na justiça do trabalho para tentar 13ª, férias”, recorda.
De acordo com a CPMI da Terra, a ação trabalhista foi “extinta por falta de provas da existência do vínculo contratual e empregatício”.
Ainda segundo os relatos contidos na Ação Trabalhista, que tramitou na Vara do Trabalho de Paranavaí (PR), informam que o armamento fornecido aos seguranças pela UDR era pego no aeroporto de Loanda e, segundo o advogado, as armas eram de trazidas do Paraguai. Não houve investigação especifica sobre o caso.


Ayala Ferreira, dirigente do MST Nacional no Pará, avalia que a reforma agrária vai estar inviabilizada com a presença de um dirigente da UDR no Ministério da Agricultura.
“Nós vivemos no sul e sudeste do Pará, região marcada pela ação dos camponeses e camponesas pela luta pela terra, na luta pela reforma agrária, e que por essa razão é marcada por profundas violências, seja de ameaças, e sobretudo, de assassinato de trabalhadores e trabalhadoras rurais aqui nessa região e em todos esses assassinatos desses mais de 40 anos de luta pela terra aqui nessa região sempre foi de muito enfrentamento aqui contra esses setores vinculados a UDR”
Em entrevista à Folha de São Paulo em 2003, Nabhan afirmou que a reforma agrária deve ser feita em terras “nas fronteiras virgens” e regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estariam descartadas a possibilidade de se implementar a democratização de acesso à terra. Na última semana Bolsonaro declarou que faria a fusão das pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, e chegou a declarar que acabaria com toda a regulamentação ambiental do país, chamada por ele de “indústria das multas”.

Devido à pressão unânime de entidades ligadas à terra e ao meio ambiente, o candidato de extrema direita voltou atrás nessa promessa, nesta quarta-feira (24).

Fonte: Brasil de Fato | Belém - PA   Edição: Diego Sartorato e Lilian Campelo














PAULO GUEDES, BRAÇO-DIREITO DE BOLSONARO, É ALVO DE NOVA INVESTIGAÇÃO DO MPF POR ROUBAR R$ 152 MILHÕES DA PENSÃO DE IDOSOS

26 de outubro de 2018





O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) abriu uma nova investigação contra o economista Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda em um eventual governo do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) e principal conselheiro de sua campanha. MPF suspeita que Guedes tenha obtido "benefícios econômicos" por meio de "crimes de gestão temerária ou fraudulenta" referentes a investimentos de fundos de pensão. Guedes fio intimidado e deverá prestar depoimento sobre o caso no próximo dia 6 de novembro.


A suspeita do MPF é de que Guedes tenha aplicado o dinheiro de fundos de pensão de maneira irregular, resultando em prejuízos milionários para os aposentados dos fundos de pensão sob sua responsabilidade. A empresa do economista, que atua na gestão de investimentos, também teria cobrado taxas e comissões consideradas "abusivas", o que teria feito com que registrasse um faturamento da ordem de R$ 152,9 milhões entre os anos de 2009 e 2014. Dentre os principais fundos geridos por Guedes estão a Funcef, dos servidores da Caixa Econômica Federal; a Petros, de servidores da Petrobras; e a Previ, dos servidores do Banco do Brasil.

A defesa de Guedes rebate as suspeitas do MPF e alega que os investimentos geridos por ele teriam resultado em lucros "de mais de 50% do valor investido" pelos fundos de pensão e que as taxas cobradas seguiam as mesmas praticadas pelo mercado financeiro. Para o MPF, contudo, os fundos de pensão "poderiam ter obtido ganhos maiores sem essas ilicitudes".

O MPF já investiga as atividades de Paulo Guedes junto ao mercado financeiro desde o dia 2 de outubro. Na primeira investigação aberta contra ele, apura a prática de gestão temerária ou fraudulenta no BR Educacional, o Fundo de Investimento em Participações (FIP), administrado por uma empresa pertencente ao economista com o mesmo nome, que teria captado recursos dos fundos de pensão de estatais para realizar investimentos na área de educação privada.

Para a defesa, a abertura da nova investigação "causa perplexidade que, a 72 horas das eleições, o Ministério Público instaure uma investigação para apurar um investimento que deu lucro aos fundos de pensão".


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Fonte: Plantão Brasil