30 abril 2019

ARMA POLÍTICA DE BOLSONARO, MILÍCIA DIGITAL ESTÁ NA MIRA DO SUPREMO

30 de abril de 2019





Uma das principais armas políticas do presidente Jair Bolsonaro, as milícias digitais estão na mira de investigação do STF, presidido por Dias Toffoli, que suspeita de um complô movido a dinheiro para desmoralizar a Corte; o órgão tem como objetivo descobrir se há verba por trás de ataques e ameaças ao Supremo, e qual a fonte de financiamento. Estimulado por uma ala do Supremo, há chance de o Congresso investigar "a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018"


247 - Uma das principais armas políticas do presidente Jair Bolsonaro, as milícias digitais estão na mira de investigação do Supremo Tribunal Federal, presidido por Dias Toffoli, que suspeita de um complô movido a dinheiro para desmoralizar a Corte. O órgão tem como objetivo descobrir se há verba por trás de ataques e ameaças ao STF e seus togados, e qual a fonte de financiamento. Estimulado por uma ala do Supremo, há chance de o Congresso Nacional investigar "a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018". Seria uma CPI das Fake News. Quem coleta assinaturas para a CPI é o deputado Alexandre Leite, do DEM paulista, de acordo com informações do jornalista André Barrocal, em reportagem publicada na Carta Capital.

Desde o início de abril, o empresário Fabio Wajngarten, de 43 anos, é o chefe da comunicação de Bolsonaro. É judeu, e o empresariado de origem judaica apoiou em peso o ex-capitão. É especialista em web e redes sociais, arena das milícias bolsonaristas. Também vale ressaltar que Israel é terra de empresas de ponta em tecnologia da informação e espionagem.
O guru de Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho, por exemplo, vê o tribunal uma barreira ao avanço da extrema-direita. Já dedicou uma de suas aulas pela internet a criticar o STF, em 22 de julho de 2018, às vésperas da eleição. Segundo o escritor, o Judiciário é usado no mundo pela esquerda para tomar o poder. E que, baseados em princípios da atualidade, os juízes favorecem mulheres, negros, gays, indígenas. "Me parecia apenas que os juízes (do STF) estavam vendidos ao PT, mas a coisa é muito pior. O esquema de apropriação do País pela Suprema Corte já está em avançada fase de realização. E nós temos alguns meses para reagir contra isso. É urgente", disse Carvalho na aula.
Umas semanas antes, Carvalho foi ao canal no YouTube da jornalista Joice Hasselmann, eleita deputada por São Paulo pelo PSL, e disse: "O Supremo é o inimigo público número 1". Em abril de 2015, escreveu no Facebook: "Enquanto houver um só juiz do STF à solta, ninguém se sentirá protegido contra o crime". Em dezembro daquele ano, foi ao Twitter: "STF = são todos filhos-da-puta". Em maio de 2016, na mesma rede social: "Os juízes do STF só farão a coisa certa se forem aterrorizados pela população".
Há "ideias heterodoxas no bolsonarismo para controlar o STF", atesta a reportagem. A deputada Bia Kicis (PSL-DF) propôs mudar a Constituição para os juízes voltarem a se aposentar com 70 anos para abrir mais vagas e o governo. Era essa idade até a reeleição de Dilma Rousseff, mas Gilmar Mendes e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) agiram para esticar até 75, com o objetivo de impedir a então presidente de indicar mais gente ao Supremo. Bia quer que Bolsonaro indique mais (quatro, não dois). O impeachment de togados, uma decisão que cabe ao Senado, seria outra forma de abrir vagas. 



Fonte: Brasil 247






28 abril 2019

GOVERNO GENTIS/MARINHO NÃO PARA DE PREJUDICAR OS TRABALHADORES EM CAXIAS MA

28 de abril de 2019






A Escola Antônio Rodrigues Bayma (localizada no bairro Nova Caxias), ficou por um longo período em reforma no governo dos Coutinhos e logo que inaugurou o muro caiu, isto prova que foi um péssimo trabalho



Outros problemas foram surgindo, por falta de manutenção, alguns ar condicionados ficaram sem funcionar em algumas salas. Professores e alunos sofrem em salas de aulas sem ventilação, pouca iluminação e muito calor.

A direção da Escola já encaminhou ofícios para a Secretaria de Educação, porém a mesma nunca providenciou o concerto dos ar condicionados ou colocar ventiladores para amenizar o calor infernal.







A comunidade escolar decidiu fazer denúncias ao Conselho Tutelar e Ministério Público, haja visto que esse problema já se estende por mais de três anos, mas até o fechamento desta matéria as autoridades responsáveis pelas crianças e adolescentes não se manifestaram.





"Temos certeza que a Secretária de Educação não passaria um dia trabalhando em uma sala de aula da escola da forma que está e muito menos colocaria um filho para estudar nessas condições " assim comenta a comunidade escolar.

Se você também fica indignado(a) com estas condições em que professores e alunos estão submetidos, é porque a denúncia está correta.

CALOTE NOS PROFISSIONAIS RECÉM ADMITIDOS

Prefeito Fábio Gentil, que empossou alguns novos servidores públicos municipais, aprovados no último concurso, cujo o Ministério Público questiona, o governo não pagou os salários destes trabalhadores no mês de abril de 2019, os servidores cobram seus salários em áudios nas redes sociais.












DODGE PEDE QUE INQUÉRITO CONTRA SECRETÁRIO DE PREVIDÊNCIA VÁ PARA JUSTIÇA ELEITORAL

Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho Foto: Adriano Machado / REUTERS

28 de abril de 2019 



Procuradora-geral afirma que diligências reforçam suspeitas de crime eleitoral por Rogério Marinho, que nega irregularidades





BRASÍLIA - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho , vá para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte. Ele foi candidato a prefeito de Natal em 2012 e teria declarado gastos inferiores ao que realmente praticou para contratar uma empresa responsável por produzir vídeos de campanha. Segundo Dodge, "as diligências já cumpridas reforçam as suspeitas de ocorrência do crime de falsidade ideológica eleitoral". Assim, ela opinou que "a hipótese é de continuidade da apuração, porém no juízo de primeira instância". Marinho nega as irregularidades e pede agilidade na conclusão do inquérito.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
O relator do pedido no STF é o ministro Gilmar Mendes, responsável por tomar uma decisão a respeito. Marinho foi deputado federal pelo PSDB até janeiro de 2019 e, por isso, tinha foro privilegiado no tribunal. Como não tem mais mandato, o local para a continuidade da investigação, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), é a Justiça Eleitoral do seu estado.
Na investigação preliminar feita até agora, a Polícia Federal (PF) anotou ter apurado gastos de R$ 527,5 mil com os profissionais que trabalharam na produção de material audiovisual na campanha de 2012, além de R$ 229 mil com a locação de imóvel e fornecimento de alimentação para esses profissionais.
"Dessa forma, sem incluir outras despesas com telefone, conta de energia, material de expediente, material utilizado nas gravações, locação de equipamentos, transporte, combustível, lucro, pagamento de cachês, dentre outros, a despesa até então contabilizada é de R$756.510,00, valor aparentemente superior ao montante declarado pelo candidato, dependendo do cotejo dessas informações com a prestação de contas eleitoral do investigado", diz trecho de relatório da PF.
A procuradora-geral também anotou: "Como ainda resta pendente a diligência entre o cotejo das informações produzidas nas diligências realizadas neste apuratório e as declarações prestadas à Justiça Eleitoral pelo ex-deputado Rogério Marinho a fim de confirmar ou não a hipótese criminal ora investigada, o inquérito deve ser remetido ao juízo de primeira instância competente."
No depoimento prestado no processo, Marinho afirmou que contratou a empresa para a produção de vídeo por R$ 700 mil. Depois, por dificuldades financeiras, pediu a redução do valor, que foi repactuado, pago e declarado à Justiça Eleitoral.
Por meio de sua assessoria, Marinho afirmou que as contas da campanha de 2012 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Disse também que já houve três pedidos de prorrogação do inquérito e, mesmo assim, não há elementos para oferecimento de denúncia contra ele.
"Mais uma vez, espera-se agilidade e não novas prorrogações ante os esclarecimentos dos fatos, evitando-se o uso político de eventos que ocorreram há quase oito anos", diz trecho da nota da assessoria do secretário.

Fonte: O Globo   por  André de Souza















26 abril 2019

'IMAGINE SE OS MILICIANOS DO BOLSONARO FOSSEM AMIGOS DA MINHA FAMÍLIA?'

26 de abril de 2019





Ex-presidente Lula pediu uma "autocrítica geral" no Brasil, na entrevista que concedeu aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior, do El País, e Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo; "O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", diz Lula; ex-presidente, que é mantido preso político há mais de um ano, comparou o tratamento que a imprensa dá a ele e ao clã Bolsonaro: "Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?"; vídeo com a íntegra da entrevista de Lula será divulgado no domingo, 28, ao meio dia 



247 - Na entrevista exclusiva concedida à Folha e ao jornal El País, nesta sexta-feira (26), o ex-presidente Lula afirma que a elite brasileira precisa fazer uma autocrítica depois da eleição de Jair Bolsonaro e afirma que o país está sendo governado por "um bando de maluco".

"Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", enfatiza Lula.
O ex-presidente também comparou o tratamento que a imprensa dá a ele e a Bolsonaro. "Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?", questionou, referindo-se ao fato de o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, ter empregado familiares de um miliciano foragido da Justiça em seu gabinete quando era deputado estadual pelo Rio.
Neto Artur e militares

Ao ser questionado sobre a morte de seu neto Artur, de 7 anos, vítima de uma bactéria, há um mês, o ex-presidente se emocionou. "Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Eu já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar o meu neto viver", disse.
Lula disse ainda que acompanha a briga de Bolsonaro com o vice-presidente, Hamilton Mourão. Afirmou que, se sair da prisão, quer "conversar com os militares" para entender "por que esse ódio ao PT" já que seu governo teria recuperado o orçamento das Forças Armadas.
Ressoltou, no entanto, que não nutre esse mesmo ódio ao afirmar que era "grato" ao general Mourão "pelo que ele fez na morte do meu neto [defender que ele fosse ao velório], ao contrário do filho do Bolsonaro [Eduardo]", que afirmou no Twitter que Lula queria se vitimar com a morte do menino.
O vídeo com a íntegra da entrevista de Lula será divulgado no domingo, 28, ao meio dia, concomitantemente pelo El País e pela Folha. 
Assista ao trecho da entrevista divulgado pelo El País:



Fonte: Brasil 247











24 abril 2019

GOVERNO GASTA R$ 14,2 BI PARA APROVAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA

24 de abril de 2019





Embora o governo Bolsonaro tenha sido capaz de reunir os votos necessários para dar início ao trâmite da reforma da Previdência no Congresso, onde precisará ser aprovado por uma maioria de 4/5 nas duas casas, em duas votações separadas, é obrigatório reconhecer que a principal batalha política de nosso período está só no começo

Às voltas com um projeto que a população rejeita, o Planalto já colocou de pé o mais conhecido recurso de Brasília para tentar arrebanhar os votos necessários para enfiar a reforma da Previdência goela abaixo dos brasileiros e brasileiras -- distribuição de emendas parlamentares.
Como noticia a Folha de hoje, com base em depoimentos de integrantes das principais bancadas do Congresso, cada voto a favor da reforma irá custar R$ 40 milhões em emendas para o cada deputado, cada senador, garantir a aprovação da reforma. Só na Câmara, onde as negociações estão avançadas em tratativas entre o ministro Onix Lorenzoni, o presidente Rodrigo Maia e outras lideranças, diz o jornal, a compra de votos de 308 deputados sairá por R$ 12, 3 bilhões. Se o mesmo esquema se repetir no senado, com os mesmos valores, a conta bate em R$ 1,9 bi. No total, estamos falando em R$ 14, 2 bilhões, numa estimativa modesta -- a suposição é uma contabilidade controlada, na qual a compra de apoio atingirá exatamente o total de parlamentares necessários em cada casa.  
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Imaginando que nenhum centavo será desviado nem irá desaparecer em tratativas obscuras, pouco explicadas, que marcam a política brasileira desde o início dos tempos, podemos registrar uma barganha compensatória, típico daquilo que, na última campanha eleitoral, era costume de definir como "velha política". Em vez de tentar ganhar apoio da sociedade num debate claro e transparente, em torno de ideias e visões de país, abre-se o cofre dos recursos públicos.
Para convencer o Congresso a dar os votos necessários para aprovar um projeto que irá obrigar a maioria da população a trabalhar mais e gastar mais para receber uma aposentadoria menor do que hoje, o Planalto irá subsidiar a musculatura política de sua base com recursos capazes de dar alguma esperança de reeleição em 2022. Parece fácil mas pode se revelar um convite ao suicídio.
Para além dos aspectos morais, o problema da proposta é que não basta agradar aos parlamentares. É preciso convencer o principal interessado, o eleitor. Os líderes da ruinosa reforma trabalhista de 2017, numa ambiente de denúncia e rejeição da população, foram abandonados pelo eleitor no ano seguinte, quando decidiram ir atrás de seus votos.
Assim caíram grandes estrelas do Congresso, com papel destacado na discussão, como os senadores Romero Jucá e Ricardo Ferraço, os deputados André Moura e Rogério Marinho, no que pode ser um prenuncio do destino de quem entrar em campo para destruir o embrião de nosso estado de bem-estar social, reconhecido pela população brasileira como uma de suas conquistas mais importantes. 
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Há uma diferença relevante entre os dois momentos. A reforma trabalhista foi aprovada num ambiente de ressaca do movimento popular, vencido pelo golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff. Mesmo assim, o desgaste foi tão grande que Michel Temer desistiu de levar em frente um projeto de reforma da Previdência -- muito mais suave que o plano Guedes-Bolsonaro -- para fugir de uma derrota certa. 
O debate sobre a Previdência ocorre num ambiente de recuperação e unidade das centrais sindical. A aprovação de Jair Bolsonaro está em queda, as brigas internas do governo assumem um tom de apocalipse e a credibilidade do Congresso se encontra naquele atoleiro que sempre foi.
Monitorando o debate em curso, grandes consultorias já abandonaram a perspectiva de que a meta de cortar 1 trilhão nos gastos da Previdência será atingida e já fazem previsões bem mais modestas. Eixo do projeto, o sistema de capitalização individual provoca desconfianças até em setores do grande empresariado, que deveriam ser os principais interessados em sua aprovação. Mesmo o debate internacional, tantas vezes utilizado como referência em discussões internas, é desfavorável aos projetos de privatização da Previdência. Dos 30 países que seguiram esse caminho entre 1981 e 2014, 18 já foram obrigados a voltar atrás para fugir de um desastre social irremediável.


Fonte: Brasil 247    por Paulo Moreira Leite,  Jornalistas pela Democracia
















22 abril 2019

ECONOMIA EM QUEDA: INDÚSTRIA REGISTRA POTENCIAL ABAIXO DA MÉDIA HISTÓRICA

22 de abril de 2019





Levantamento da Fundação Getúlio Vargas aponta que 12 de 15 segmentos operaram com uma ociosidade das fábricas acima da média histórica; de acordo com o vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, não há indicativos de melhora para os próximos meses; recentemente, a CNI cortou a projeção de crescimento do PIB industrial para este ano de 3,3% para 1,1%; o primeiro ano de Bolsonaro será de estagnação econômica; segundo o estudo, a indústria de transformação usou 74,6% do seu potencial no primeiro trimestre, uma marca abaixo da média histórica, de 81%



247 - Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vergas (FGV), apontou que 12 de 15 segmentos operaram com uma ociosidade das fábricas acima da média histórica. De acordo com o vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, não há indicativos de melhora para os próximos meses. Somente dois segmentos avaliados, o farmacêutico e o de papel e celulose, usaram a capacidade de produção de suas fábricas em níveis acima da média histórica. A indústria do vestuário registrou ocupação em níveis considerados normais. Vale ressaltar que, recentemente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) cortou a projeção de crescimento do PIB industrial para este ano de 3,3% para 1,1%. O ano 1 de Bolsonaro será de estagnação econômica.

De acordo com o estudo, a indústria de transformação usou 74,6% do seu potencial no primeiro trimestre, uma marca abaixo da média histórica, de 81%. A maior diferença entre o nível de utilização da capacidade atual e a média histórica, descontadas as variações sazonais, ocorre nos fabricantes de bens de capital. No primeiro trimestre, o indicador estava 10,1 pontos abaixo da média histórica. Em seguida aparecem os bens intermediários (-6,1 pontos) e os bens duráveis (- 4,7 pontos). 
O gerente de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, reforça que "a atividade produtiva está andando de lado, principalmente na indústria, desde julho do ano passado". "A economia está sem dinâmica", diz. As entrevistas foram publicadas no jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo o dirigente, o alto desemprego e as más condições financeiras dos brasileiros afetaram as vendas e o faturamento das indústrias. "Com isso, hoje as indústrias não precisam ampliar o uso da capacidade instalada", afirma. 
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final do mês passado, apontaram que a taxa de desemprego ficou em 12,4%, ou 13,1 milhões de desocupados.
Outro impacto da ociosidade elevada recai sobre o capital de giro das empresas, observa Coelho. Quando as indústrias estão com ociosidade elevada, as margens de ganho ficam comprimidas porque as empresas não estão remunerando seus ativos fixos (máquinas, por exemplo). 
"Descapitalizadas, as indústrias vão ter problemas de capital de giro quando o mercado retomar", diz. 
Segundo o vice da Fiesp, não há indicativo de que o mercado vá melhorar nos próximos seis meses. Ele argumenta que os produtos brasileiros têm problemas de competitividade no mercado externo. "A Apex (agência de promoção às exportações) foi desmontada", diz.



Fonte: Brasil 247