07 janeiro 2020

“IMAGINE SE FOSSE EM OUTRO GOVERNO”, DIZ NELSON BARBOSA SOBRE FEIRÃO DE ATIVOS DO BNDES

7 de janeiro de 2020




Desde agosto de 2019, o governo Bolsonaro tem inflado a receita com dividendos, e o BNDES é o carro-chefe nessa estratégia, afirma economista





Jornal GGN – O economista e ex-ministro da Fazenda e Planejamento Nelson Barbosa usou o Twitter, nesta terça (7), para questionar a notícia de que o BNDES venderá todas as ações que possui da Petrobras para pagar dividendos e aumentar a receita da União no governo Bolsonaro.


“Vendendo patrimônio para elevar temporariamente os dividendos pagos ao Tesouro”, segundo ele, deveria ser a manchete mais apropriada para a situação. Ou, então, “Feirão de ativos sem necessidade de autorização do Congresso”, ironizou.


Ao final, Barbosa disparou: “Imagine se fosse em outro governo.”


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Desde agosto de 2019, o governo Bolsonaro tem inflado a receita federal com dividendos “de forma expressiva”, “retomando os melhores patamares anteriores a 2014”, e o BNDES tem sido o principal ativo utilizado nessa estratégia, explicou o economista Manoel Carlos Pires, ex-secretário de Política Econômica.


Na semana passada, o banco confirmou que pretende vender nas bolsas de São Paulo e Nova York todas suas ações ordinárias (com voto) da Petrobras, numa oferta global que poderá movimentar R$ 23,5 bilhões. Além disso, o BNDES tem mais R$ 32,4 bilhões em ações preferenciais (sem voto) da Petrobras para vender.


A crítica de Nelson Barbosa diz respeito à estratégia do BNDES de acelerar a redução de sua carteira de participações acionárias, hoje avaliada em R$ 120 bilhões. A intenção do governo, com isso, era fechar as contas públicas em 2019 sem alterar a meta fiscal.


“Logo que assumiu o cargo, em julho, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, colocou a aceleração do enxugamento da carteira, que já vinha desde 2018, como uma de suas metas. Após mudar as regras internas da gestão da carteira, Montezano sinalizou a intenção de reduzir o montante investido em 80% até 2022”, afirmou o Estadão, no último dia 5.





Fonte: Jornal GGN





















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