03 fevereiro 2020

CASO MARIELLE: EX-INVESTIGADOR E SUSPEITO NEGOCIARAM RETIRADA DE CAÇA-NÍQUEIS

O ex-chefe da investigação da 16ª DP, Jorge Luiz Camillo (esq.) e o sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Fotos: Reprodução

3 de fevereiro de 2020



Ministério Público define como “promíscua” a ligação entre Ronnie Lessa e Jorge Luiz Camillo; ex-chefe de investigação também é suspeito de favorecer milícia na Zona Oeste do Rio


Jornal GGN – As investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, apresentam um novo desdobramento: o ex-chefe da investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jorge Luiz Camillo, e o sargento reformado da PM Ronnie Lessa – acusado de matar a vereadora e o motorista – teriam negociado a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas em um bingo clandestino de Lessa e levadas para a delegacia de Camillo.
A revelação foi feita pelo jornal Extra, a partir de conversas descobertas após a quebra do sigilo telefônico de Lessa, que teve seu celular apreendido em março do ano passado, data em que foi deflagrada operação que resultou na prisão do sargento e do ex-PM Élcio de Queiroz, também envolvido na morte da vereadora.
A denúncia mostra que os dois se encontravam no 16º DP ou nas mediações, e pelo menos dois encontros foram feitos para tratar da liberação das máquinas. Em um dos diálogos, Lessa diz que os caminhões para a retirada dos equipamentos estão chegando à delegacia, o que foi respondido positivamente por Camillo – preso na semana passada por suspeita de favorecimento a milicianos que deveria investigar.
O policial civil Jorge Luiz Camillo Alves atuava como chefe do Setor de Investigações (SI) da 16ª DP (Barra da Tijuca), e chefiava o Grupo de Investigação Complementar (GIC) – ou seja, todas as investigações complexas passavam por suas mãos.
Ele também respondia pela investigação de construções irregulares na Zona Oeste do Rio, em uma área dominada por uma milícia que lucrava com construções de imóveis e empreendimentos comerciais. Em abril de 2019, dois edifícios construídos por milicianos desabaram na região, deixando 24 mortos.


Fonte: Jornal GGN
 






















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