26 maio 2020

WITZEL REAGE E DIZ QUE AÇÃO CONTRA ELE OFICIALIZA INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO NA PF

Jair Bolsonaro e Wilson Witzel (Foto: Isac Nóbrega/PR | Agência Brasil/José Cruz)


26 de maio de 2020



O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, alvo de operação da PF nesta terça-feira, acusou Jair Bolsonaro de interferência na polícia para que a ação fosse deflagrada. “A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada”, disse ele. Ele negou participação em negócios ilícitos


247 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ), alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (26), deflagrada para apurar fraudes e desvios nos gastos do governo do Rio na pandemia, negou participação em negócios ilícitos no governo e acusou Jair Bolsonaro de ter interferido na Polícia Federal para que a ação fosse deflagrada. 

Enquanto Witzel protestava, Bolsonaro parabenizava a ação da PF nos portões do Palácio da Alvorada. "Parabéns à Polícia Federal. Fiquei sabendo agora pela mídia. Parabéns à Polícia Federal, tá ok?”, disse Bolsonaro.

Segundo a coluna Radar, da Revista Veja, Witzel disse que “não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal”. 

“Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará”, completou o governador. 

Ele também denunciou que “a interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada”. 

Agentes da Polícia Federal foram ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro na Zona Sul da cidade, na manhã desta terça-feira (26). A ação é comandada pela corporação de Brasília. 

Witzel e a esposa, Helena, são alvos da operação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) -- responsável por ordenar ações contra governadores.



Fonte: Brasil 247  por  Veja



























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