28 setembro 2020

FUNDADOR DO PACTUAL, LUIZ CEZAR FERNANDES JÁ PREVÊ CALOTE DA DÍVIDA INTERNA


(Foto: EBC | Fotosneworg)


28 de setembro de 2020

O banqueiro Luiz Cezar Fernandes, que foi um dos fundadores do banco Pactual, assim como Paulo Guedes, distribuiu artigo entre seus clientes nesta segunda-feira, em que prevê a renegociação da dívida brasileira; descalabro econômico fez o dólar disparar nesta segunda-feira

 

Em artigo divulgado nesta segunda-feira (28), o banqueiro Luiz Cezar Fernandes, um dos fundadores do banco Pactual, alerta que o Brasil poderá decretar um calote em sua dívida pública.

Fernandes diz que a dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto do País já na posse do próximo governo. "A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade", alerta.

"Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo. Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida hoje pela Venezuela", acrescenta o banqueiro, ao defender o aprofundamento de medidas neoliberais para evitar o calote. 

A cautela de agentes do mercado com o descalabro fiscal do país fez o Ibovespa ampliar queda nesta segunda-feira (28), retornando ao nível de 95 mil pontos. Às 14:14, o Ibovespa caía 1,75%, a 95.304 pontos. O volume financeiro era de 14,82 bilhões de reais. Enquanto isso, o dólar comercial sobe 1,42% a R$ 5,632 na compra e a R$ 5,633 na venda. O dólar futuro com vencimento em outubro registrava ganhos de 1,57%, a R$ 5,652.

Leia, abaixo, o artigo na íntegra:

 

APERTE O BOLSO: O CALOTE VEM AÍ

 

O próximo governo se sentirá seduzido, inevitavelmentel, por um calote na dívida pública

O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade. 

Os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública. 

Os países que recentemente entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos, pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão. 

O caso do Brasil é essencialmente diverso. Um default nossa dívida interna implicará na falência do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family offices e afins. Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo. Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida hoje pela Venezuela.

A sociedade brasileira ainda acha que o governo nunca deu e nunca dará um calote, mas a memória é curta. Na década de 80, o default foi disfarçado, pois títulos como os da Eletrobrás, do Instituto do Açúcar e Álcool – IAA e da Superintendência Nacional de Marinha Mercante - Sunamam, entre outros, restaram insolventes, criando as famosas ‘moedas podres’. 

Ainda, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, que deveria ser uma proteção ao trabalhador quando demitido, vem sendo sistematicamente confiscado ao dos últimos anos, sem qualquer contestação dos sindicatos. Sua remuneração equivale hoje a metade da taxa da caderneta de poupança, implicando, na prática, um confisco de mais de 50% de seu patrimônio nos últimos 15 anos. Mais recentemente ainda foi criado mais um confisco de 10% pelo Tesouro Nacional, aumentando para 50% o valor a ser recolhido em caso de demissões sem justa causa. 

Existem também outros confiscos que nem são percebidos. Um exemplo é o “CIDE”, que foi criado para a manutenção da malha viária, mas que não teve nenhum centavo de seus recursos aplicado nos seus propósitos originários. O Imposto Sobre Operações Financeiras - IOF - é outra aberração, que impediu o crescimento do mercado de dívidas privadas e tem auxiliado na altíssima concentração no setor bancário das dívidas privadas, que já superam o limite de 92% de todo o crédito no Brasil. 

Alheio às medidas governamentais, o mercado das “factorings”, hoje travestidas de Fundos de Direitos Creditórios - FIDCS , ocuparam a parte remanescente desse mercado. Agora, com o IOF, o Governo ataca mais uma vez o rendimento destes fundos, dificultando ainda mais o crescimento do mercado de crédito. 

Não há mais o que se tributar e o que se confiscar. Só restará o CALOTE ou a adoção das reformas – fiscal, previdenciária, etc. – já.

 

 

Fonte: Brasil 247    por Luiz Cezar Fernandes

 

 

 

















PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: O DECANO VAI FUGIR DA RAIA?

Celso de Mello, Sérgio Moro e Lula (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF | Reuters | Ricardo 
Stuckert)  

28 de setembro de 2020



Para Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia, a antecipação da aposentadoria do ministro do STF Celso de Mello coloca dúvidas sobre um "assunto que está sendo varrido para debaixo do tapete há mais de um ano: o prosseguimento do julgamento do recurso do ex-presidente Lula questionando a parcialidade de Moro"

            

 

A semana começa com as atenções voltadas para o decano Celso de Mello, que teria antecipado em dois dias a volta ao STF da licença médica por estar irritado com o relator substituto, Marco Aurélio Mello, que revogou sua decisão de convocar Jair Bolsonaro para depoimento presencial no inquérito que apura interferência na Polícia Federal. Marco Aurélio jogou a decisão para o plenário virtual, defendendo depoimento por escrito. No mínimo, espera-se uma bronca do decano. A verdade, porém, é que, a esta altura, esse  assunto é secundário. Até as paredes do STF sabem que a investigação, provocada pelo ex-ministro Sergio Moro, andou pouco e dificilmente resultará em denúncia contra o presidente.   

O que interessa nos últlmos dias de Celso de Mello na Corte —  ele antecipou sua aposentadoria de 1 de novembro para 13 de outubro —  é o assunto que está sendo varrido para debaixo do tapete há mais de um ano: o prosseguimento do julgamento do recurso do ex-presidente Lula questionando a parcialidade de Moro e pedindo a anulação da sentença do triplex do Guarujá.

A narrativa: a Segunda Turma interrompeu o julgamento com um pedido de vista de Gilmar Mendes, em junho de 2019, diante de um empate de 2 x 2, para  aguardar a posição do decano para concluí-lo. Gilmar, preocupado com a repercussão de um julgamento de tanta importância, defendeu que se esperasse, para sua conclusão, também o retorno das atividades presenciais da Turma no pós-pandemia — que ocorrerá sabe-se lá Deus quando, mas seguramente depois da aposentadoria do decano.

Os fatos: O STF está com medo de devolver a condição de elegibilidade a Lula, uma decisão que pode mudar os rumos da eleição de 2022. Por isso, vai procrastinando o fim do julgamento, embora já tenha declarado Moro parcial em outra ação penal contra o ex-presidente – aquela que inutilizou a delação de Palocci divulgada oportunisticamente por Moro às vésperas da eleição de 2018. Essa foi mais uma de uma série de decisões recentes da Segunda Turma que revogaram ou reformaram sentenças da Lava Jato. Não houve, nesses casos, inibição alguma de fazer isso em sessões remotas, e nem com menos um ministro no Zoom: boa parte delas resultou de empates de 2 x 2, o que pelas regras do Judiciário gera decisão em favor do réu.       

A bola agora está com o decano. Observadores do STF dizem que, se ele não quisesse de todo se posicionar no caso Lula, poderia ter emendado sua licença de saúde com a aposentadoria. Só que ele voltou, e sabe que vai ter que encarar essa questão. Celso de Mello não é exatamente um admirador do ex-presidente Lula — aliás, diz-se nos bastidores que não tem a menor simpatia por ele.

Mas, também segundo os mesmos observadores, ele tem uma longa e brilhante carreira como juiz garantista, defensor do direito de defesa contra os abusos de poder. Nessa linha, as apostas são de que, se votar, a coerência indica um voto pela anulação da sentença em razão da parcialidade demonstrada de Moro. Mas será que vai votar? Ou vai fugir da raia, arranhando a imagem de uma irretocável história na magistratura?

 

 

Fonte: Brasil 247    por  Helena Chagas

 

 











PARLAMENTARES VÃO AO SUPREMO PARA DERRUBAR DECISÃO DE SALLES SOBRE FLEXIBILIZAÇÃO NO MEIO AMBIENTE

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles Foto: Gabriela Biló/Estadão

  28 de setembro de 2020



Ministro aprova extinção de regras que protegem manguezais e restingas, abrindo espaço para especulação imobiliária

 

BRASÍLIA - As decisões anunciadas nesta segunda-feira, 29, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), presidido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, passaram a ser alvos de uma série de questionamentos judiciais assim que foram oficializadas, no início da tarde.

 

A Rede Sustentabilidade entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido para que seja declarada a inconstitucionalidade da nova resolução do Conama, de número 500. Essa nova resolução aprovou a extinção de duas resoluções que delimitam as áreas de proteção permanente (APPs) de manguezais e de restingas do litoral brasileiro, o que abre espaço para especulação imobiliária nas faixas de vegetação das praias e ocupação de áreas de mangues para produção de camarão.

O Conama revogou ainda uma resolução que exigia o licenciamento ambiental para projetos de irrigação, além de aprovar uma nova regra, para permitir que materiais de embalagens e restos de agrotóxicos possam ser queimados em fornos industriais para serem transformados em cimento, substituindo as regras que determinavam o devido descarte ambiental desse material.

Na ação, a Rede argumenta que houve violação aos parâmetros normativos previstos sobre o licenciamento de empreendimentos de irrigação, sobre os limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais e de localidades em geral e sobre a queima de agrotóxicos e outros materiais orgânicos em fornos de cimento.

O documento alerta sobre a “violação ao direito ao meio ambiente equilibrado, caracterizada por queimada de agrotóxicos, diminuição de APPs à revelia de recomendações técnicas e modificação nociva ao meio ambiente no que diz respeito à irrigação na agricultura”. A peça trata ainda de “ofensa ao princípio da vedação ao retrocesso institucional e socioambiental”.

“Após reduzir a participação da sociedade civil e dos estados e municípios no Conama, o antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aproveita para passar o resto da boiada e reduzir as áreas de proteção ambiental”, disse ao Estadão o líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Não podemos aceitar que se fira a Constituição entregando à especulação imobiliária as áreas de restingas e manguezais. Cabe ao STF

Na Câmara, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) apresentou um projeto de lei legislativo, no qual também pede que a nova resolução seja sustada, para que os temas sejam analisados. “Há um dever estatal de assegurar a progressiva melhoria da qualidade ambiental, não se admitindo flexibilizar direitos ambientais já consolidados. A extinção de espaços protegidos, por exemplo, é um flagrante retrocesso na preservação ambiental”, afirma Molon. “Como as revogações das referidas resoluções visam atender setores econômicos e beneficiar empreendimentos imobiliários, se faz necessário observar que na CF existe um entrelace da ordem econômica com o meio ambiente.”

O líder da Minoria da Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT/CE), também apresentou Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com o objetivo de sustar os efeitos da Resolução nº 500, que revogou resoluções anteriores de proteção ambiental.

Mais cedo, uma ação popular assinada por Nilto Tatto (PT-SP), Enio José Verri (PT-PR) e Gleisi Hoffmann (PR-PR) pedia a suspensão da reunião e de suas decisões.

A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) também emitiu uma manifestação de repúdio contra a proposta de extinguir as resoluções ambientais. Instituição civil que reúne promotores de justiça e procuradores da República com atuação na defesa jurídica do meio ambiente, a Abrampa afirmou que a revogação das resoluções afronta os ditames legais e “ofende o princípio do não retrocesso, o qual permite aos Poderes da República apenas avanços na proteção ambiental, ao passo que atos normativos contrários à evolução na proteção ambiental propiciam mais insegurança jurídica e instabilidade institucional”.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que também vai entrar com um ação popular na Justiça Federal pedindo a anulação da decisão do Conama. "Vou entrar com ação popular na Justiça Federal pedindo a anulação da decisão do Conama que revogou várias regras de proteção ambiental no Brasil. Contamos com o Judiciário para frear mais esse retrocesso!", disse o senador. “Depois da omissão absurda no desmatamento na Amazônia e nas queimadas no Pantanal, o governo federal agora derruba normas de proteção de áreas de preservação permanente e libera manguezais e restingas para especulação imobiliária.”

Contarato, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, lembra que os mangues são o berçário da biodiversidade costeira e sua degradação traz um alto impacto ambiental e social. “O ministro do Meio Ambiente quer transformá-los em resorts de luxo e fazendas de carcinicultura. A sociedade precisa reagir a essa barbaridade”, declarou.

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo    por  André Borges 












 



18 setembro 2020

PF REVELA QUE MINISTÉRIO DA DAMERES AJUDOU A PROMOVER E PROPAGANDEAR ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS

Foto: Pedro Ladeira

18 de setembro de 2020


A Polícia Federal investiga indícios de que o governo do presidente Jair Bolsonaro financiou pessoas e páginas na internet dedicadas à propagação de atos antidemocráticos, que fizeram ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório parcial da PF, produzido no inquérito que tramita no STF sobre a realização de atos antidemocráticos, aponta pela primeira vez a relação desses atos com o Palácio do Planalto e apura se a publicidade oficial foi utilizada para direcionamento de recursos públicos

 

Os indícios chegaram à PF por meio da CPMI das Fake News do Congresso Nacional, que enviou à investigação informações de que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) veiculou publicidade em sites que propagam ações antidemocráticas. A delegada Denisse Dias Ribeiro afirma no relatório que o objetivo da investigação é saber se integrantes do governo federal agiram por ação deliberada ou por omissão no financiamento dessas páginas.

“A investigação tem o objetivo de checar se essa ocorrência se deu por culpa ou por ação ou omissão deliberada de permitir a adesão da publicidade do governo federal, e a consequente monetização, ao conteúdo propagado”, escreveu a delegada, que prossegue em seu despacho: “Outro ponto a ser elucidado (e que complementarão a análise do material já em curso) é se essa conduta ocorreu por vínculos pessoais/ideológicos entre agentes públicos e os produtores de conteúdo ou mesmo por articulação entre ambos”.

Além da presença de propaganda do governo, a PF apura se os gestores públicos usaram mecanismos disponíveis em ferramentas de publicidade, como o Google Ads, para evitar que as mensagens do governo chegassem a sites que disseminam ataques às instituições.

 


Fonte: Canal da Resistência  por O Globo












17 setembro 2020

TRF-2 CONDENA JUIZ MARCELO BRETAS POR ATUAÇÃO POLÍTICA AO LADO DE BOLSONARO


Juiz Marcelo Bretas (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

17 de setembro de 2020


Por 12 votos a 1, o juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, foi punido nesta quinta-feira, 17, com pena de censura e vai ficar um ano sem poder ser promovido, por comprometer sua imparcialidade em ato político junto com Jair Bolsonaro

 

Ao participar de eventos ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, demonstrou uma desnecessária proximidade com políticos, comprometendo sua imparcialidade com magistrado.

"Depois de ser condenado pelo TRF 2, por comprometer sua imparcialidade em ato político com Bolsonaro, qual a autoridade moral de Marcelo Bretas para mandar prender alguém, como gosta de fazer? Com que autoridade moral vai julgar casos que envolvem a moralidade pública?", indagou Damous no Twitter.

Por 12 votos a 1, Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, foi condenado à pena de censura pelo Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES) por participar de eventos ao lado de Jair Bolsonaro (sem partido) e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

O entendimento do órgão foi que o juiz demonstrou uma desnecessária proximidade com políticos, comprometendo sua imparcialidade com magistrado ao comparecer aos eventos e praticou os atos de superexposição e autopromoção.

 

Fonte: Brasil 247  por Sérgio Rodas, do Conjur


















15 setembro 2020

OS INCÊNDIOS NO PANTANAL E A INDIFERENÇA DE BOLSONARO

Imagem: Equipe de transição/Rafael Carvalho
15 de setembro de 2020



De acordo com um levantamento feito pelo TCU (Tribunal de Contas da União), já são 6.157 militares nesta situação, em comparação com 2.765, em 2018

 

Jair Bolsonaro emprega militares que já têm empregos e ganham bem, em detrimento dos civis que continuam desempregados, são mais de 13 milhões de pessoas sem renda e os militares com duas rendas. 

Será que os militares são tão competentes, enquanto os civis são todos incompetentes?

A Constituição Federal disciplina no seu artigo 37 quem pode e quem não pode acumular 2 (dois) ou mais empregos.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)...

...Inciso XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

a)        a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

 

b)        a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)


c)        a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)

Enquanto o artigo 142 da Constituição Federal Brasileira no seu §3º, Inciso - II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a reserva, nos termos da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 77, de 2014).

Não é o que está acontecendo, muitos dos militares que integram governo continuam na ativa, irregularmente.

São 336 mil soldados do Exército Brasileiro, porém Bolsonaro não enviou nenhum soldado do Exército para combater as chamas no Pantanal, por quê? 

Será por que o governo não se importa com as queimadas das matas e mortes dos animais?

 

Fonte: Constança Resende do UOL e CF










 















06 setembro 2020

DÍVIDA DOS EUA EXPLODE E VAI A 136% DO PIB, NÍVEL MAIS ALTO DESDE A 2ª GUERRA MUNDIAL

Cédulas de dólar

Cédulas de dólar (Foto: REUTERS/Guadalupe Pardo)

6 de setembro de 2020


"Outra maneira de ver a dívida dos Estados Unidos é que ela agora atingiu uns incríveis quase 1.000% da receita federal anual", disse Michael Pento, presidente e fundador da Pento Portfolio Strategies. Segundo ele, o déficit fiscal de 2020 deve ser de US$ 3,3 trilhões, o que torna a situação "ainda pior"

 

Sputnik - Especialistas referem que a dívida do país seguia aumentando nos anos anteriores à pandemia, e que os gastos exorbitantes para combater a recessão complicam ainda mais a situação.

A dívida dos EUA já atingiu seu nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial, e atualmente é igual ao tamanho da economia do país, disse o The Wall Street Journal, citando o Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO, na sigla em inglês).

A pandemia levou a uma situação em que "há um grande aumento da dívida pública na maioria dos países este ano", disse Joseph Gagnon, membro sênior do Instituto Peterson, à Sputnik Internacional.

"A arrecadação de impostos diminui quando as empresas fecham ou reduzem de tamanho, e o governo gasta mais para subsidiar os trabalhadores e as empresas. Nos EUA, o corte fiscal de Trump em 2018 já tinha aumentado o déficit um pouco antes da pandemia [nos] ter atingido", disse Gagnon.

Michael Pento, presidente e fundador da Pento Portfolio Strategies, lembrou em entrevista à Sputnik que a proporção da dívida nacional em relação ao PIB dos EUA atingiu 136%, a mais alta desde a Segunda Guerra Mundial.

"Outra maneira de ver a dívida dos Estados Unidos é que ela agora atingiu uns incríveis quase 1.000% da receita federal anual", disse ele, acrescentando que o déficit fiscal de 2020 deve ser de US$ 3,3 trilhões [R$ 17,5 trilhões], o que, segundo Pento, torna a situação "ainda pior".

"Portanto, não é só a diminuição do montante da receita, que está a ser anulado pela enorme dívida; o governo está aumentando esta dívida a uma taxa equivalente a 17% do PIB anual. Em outras palavras, a ideia de que a dívida pode ser paga alguma vez é ridícula", disse Pento.

O especialista acrescentou que, embora a pandemia do coronavírus tenha exacerbado a desregulamentação nos Estados Unidos, "a dívida e os déficits têm sido um problema [no país] desde a Grande Recessão de 2008".

"Mesmo no que alguns caracterizaram recentemente como 'a maior economia da história' [durante a presidência de Trump], os déficits estavam crescendo a uma taxa de US$ 1 trilhão [R$ 5,3 trilhões] antes do vírus. O verdadeiro problema é a loucura fiscal e monetária em Washington, que foi adotada para inflar bolhas de ativos perpetuamente", disse ele.

Brian Riedl, membro sênior do Instituto de Pesquisa Política de Manhattan, ecoou Michael Pento, e enfatizou que a dívida nacional dos EUA, que era de US$ 17 trilhões (R$ 90,1 trilhões) no início de 2020, pode "subir para um espantoso montante de US$ 33 trilhões [R$ 175 trilhões] até o final da década".

"Com as compras da dívida externa relativamente estagnadas durante a última década, não está claro como a poupança interna financiará este aumento sem precedentes dos empréstimos federais", disse Riedl.

Déficits que vieram para ficar

De acordo com Riedl, "de modo geral, se espera que a pandemia acrescente US$ 2,1 trilhões [R$ 11,1 trilhões] à dívida dos EUA durante a próxima década, já que grande parte das novas despesas e perdas de renda são compensadas por poupanças provenientes de taxas de juros mais baixas sobre a dívida".

O especialista disse que, embora a pandemia e a recessão que se seguirá tenham algum dia que acabar, parece que os "trilhões de dólares da dívida vieram para ficar".

Segundo ele, "o perigo é que, com níveis de dívida de US$ 33 trilhões [R$ 175 trilhões], cada aumento de um ponto percentual na taxa média de juros paga por Washington custará US$ 300 bilhões (R$ 1,59 trilhão) em custos de juros anuais".

"As insaciáveis necessidades de empréstimo de Washington", segundo ele, "afastariam outros investimentos e prejudicariam o crescimento".

Brian Riedl concluiu que "estes déficits insustentáveis a longo prazo" serão um desafio para Washington, e ocorrerão simultaneamente a seus esforços para "acabar com a pandemia e salvar a economia".

O governo dos Estados Unidos concedeu até US$ 5 trilhões (R$ 26,5 trilhões) em fundos de resgate do coronavírus desde março de 2020. A Lei de Assistência Econômica, Alívio e Segurança do Coronavírus (CARES) foi aprovada em 27 de março no valor de US$ 2 trilhões (R$ 10,6 trilhões). A Lei de Soluções de Emergência Omnibus de Saúde e Recuperação Econômica (HEROES), de US$ 3 trilhões (R$ 15,9 trilhões), foi aprovada em maio.

 

Fonte: Brasil 247    por  Sputnik


















04 setembro 2020

RACHADINHA DO 02: GABINETE DE CARLOS BOLSONARO PAGOU R$ 7 MILHÕES A FUNCIONÁRIOS FANTASMAS, APONTA RELATÓRIO

Carlos Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro. (Foto: Carlos Bolsonaro)

4 de setembro de 2020



Onze servidores do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) estão sendo investigados como possíveis funcionários fantasmas na Câmara do Rio. Eles receberam um total de R$ 7 milhões, desde 2001

 

 

O gabinete de Carlos Bolsonaro pagou R$ 7 milhões a 11 funcionários fantasmas, mostra relatório do Ministério Público. Um dos servidores recebeu quase R$ 1,5 milhão ao longo de 11 anos e disse ter como função entregar panfletos.

A reportagem do portal G1 destaca que “o valor não foi atualizado pela inflação e consta em um ofício que está anexado à investigação do Ministério Público contra Carlos Bolsonaro por peculato – quando um funcionário público desvia dinheiro para uso próprio.”

A matéria ainda informa que “o site da Câmara não mostra quais funcionários trabalham nos gabinetes dos 51 vereadores. Só é possível ver uma lista com os nomes de todos os servidores, com um cargo que aparece em códigos. O salário-base de cada um consta em outra tela, onde não é possível ver o nome dos servidores ou o detalhamento das gratificações de cada um. Também não é possível saber para quem o servidor trabalha.”

  

Fonte: Brasil 247   do  Portal G1