31 outubro 2020

DATAFOLHA: 46% REPROVAM A ATUAÇÃO DE BOLSONARO NO COMBATE AO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação-PR)

31 de outubro de 2020


 Uma pesquisa  divulgada pelo Instituto Datafolha apontou que, para 46% dos entrevistados, a atuação de Jair Bolsonaro no combate ao desmatamento na Amazônia é ruim ou péssima. De acordo com o levantamento, 27% avaliaram como bom ou ótimo

 

247 - Uma pesquisa divulgada neste sábado (31) pelo Instituto Datafolha apontou que, para 46% dos entrevistados, a atuação de Jair Bolsonaro no combate ao desmatamento na Amazônia é ruim ou péssima. De acordo com o levantamento, 27% avaliaram como bom ou ótimo, e 25% como regular. As estatísticas mostraram que, para 73%, o desmatamento está aumentando.

O estudo, que ouviu 1.524 pessoas, foi encomendado pelo Greenpeace Brasil e publicado pelo jornal Folha de S.Paulo

O Datafolha questionou a população sobre o papel de Bolsonaro, do Exército, de Ibama e Funai, do vice-presidente Hamilton Mourão, do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Ricardo Salles, e dos governos estaduais.

Os gestores locais ficaram em segundo lugar no ranking negativo, com 42% de ruim e péssimo. Mourão e Salles dividiram a terceira posição, com 38%.

Nas melhores avaliações, o Exército ficou na liderança, com 40% de Ótimo/Bom. Em seguida apareceram Ibama e Funai, com 37%.

Segundo a porta-voz do Greenpeace, Cristiane Mazzett, a "avaliação de Bolsonaro é muito ruim e, ao mesmo tempo, ele é um ator ao qual as pessoas atribuem grande responsabilidade para combater o desmatamento". 

"Temos uma responsabilidade que não tem sido bem executada. O governo tem uma visão atrasada de desenvolvimento”, completou.

 

Fonte: Brasil 247    por  Datafolha

 

 









GLOBO CONFIRMA QUE PETROBRÁS NÃO TEM NENHUMA PROVA CONTRA LULA

Lula recorre ao STJ e mostra que acordo entre Petrobrás e Lava Jato o inocenta

31 de outubro de 2020


 

 

É por isso que a estatal se nega a fornecer à defesa do ex-presidente os contratos firmados com autoridades dos Estados Unidos


247 - A Petrobrás, que pagou multas de R$ 27,7 bilhões aos Estados Unidos, no âmbito da Operação Lava Jato, não tem nenhuma prova contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É por isso que a estatal se nega a fornecer à defesa de Lula seus contratos com autoridades estadunidenses. No processo, a empresa chegou até a pedir para ter tratamento análogo ao de uma embaixada.

A confirmação de que não há qualquer prova contra Lula foi feita pelo jornalista Ascanio Seleme, em sua coluna. “Por que a Petrobras se nega a entregar para a defesa de Lula os documentos dos três acordos que fez nos Estados Unidos em razão dos escândalos da era petista? A estatal diz que os dados (mais de 75 milhões de páginas) não tratam de corrupção, mas de apenas falhas contábeis, e que por isso não interessam à defesa do ex-presidente. Quem escarafunchou a papelada diz que não é bem assim, que os documentos enviados ao Departamento de Justiça (DOJ), à SEC, que é a comissão de valores local, e à Justiça de Nova York têm um capítulo inteiro só sobre corrupção. E nele, a petroleira não cita Lula nem o PT, acusando apenas cinco ex-diretores da companhia e dois ex-governadores. As ações foram abertas nos EUA para indenizar investidores que perderam dinheiro com a queda do valor de mercado da estatal em razão do escândalo”, escreveu o jornalista.

“No Brasil, a Petrobras participou dos diversos julgamentos da Lava-Jato como assistente da acusação, e assinou as denúncias em que Lula é acusado de chefiar uma organização criminosa, de enriquecimento ilícito, de lavagem de dinheiro y otras cositas más. A incoerência entre o que a Petrobras assinou aqui e os documentos que enviou à Justiça americana, que beneficiaria Lula, só se tornará oficial se os dados forem entregues aos advogados do ex-presidente por ordem judicial. Depois de ter sua petição negada pela primeira instância em Curitiba e pelo STJ, a defesa aguarda agora manifestação final de Edson Fachin. O ministro do STF prestaria um bom serviço à Justiça liberando os documentos”, lembra ainda Ascanio. “Para não virar ré nos EUA, a Petrobras concordou em pagar US$ 4,8 bilhões (R$ 27,7 bi) em multas. O valor é sete vezes maior do que as sentenças da Lava-Jato devolveram aos cofres da estatal”, finaliza.

 

Fonte: Brasil 247  por  Ascanio Seleme

 

 







 


30 outubro 2020

FILHO DE MINISTRO INDICADO A VAGA DE R$ 37 MIL NO CNJ SÓ OBTEVE CARTEIRA DA OAB EM 2019

Napoleão Nunes Maia é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Foto: Dida Sampaio/Estadão 

30 de outubro de 2020



Mário Nunes Maia, filho de Napoleão Nunes Maia, do STJ, teve o nome aprovado pela Câmara para o Conselho Nacional de Justiça; ao 'Estadão', o advogado de 44 anos se recusou a detalhar experiência acadêmica e profissional

           

 

 

BRASÍLIA - Indicado para uma vaga de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de cúpula da administração do Judiciário, o advogado Mário Nunes Maia, de 44 anos, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Nunes Maia, se nega a detalhar a pouca experiência que possui no mundo do Direito.  Segundo um documento obtido no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário Nunes Maia foi aprovado no exame da ordem somente no ano passado. A obtenção da carteira da OAB é requisito indispensável para a atuação em processos como advogado. 

 

Por meio de uma articulação iniciada em julho, com apoio direto de seu próprio pai, Mário Nunes Maia teve seu nome aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira, 27. O indicado ainda precisa ser aprovado no Senado. Se confirmado, assumirá o posto de conselheiro do CNJ por dois anos, com remuneração mensal de R$ 37,3 mil, quase o teto do Judiciário.

 

Questionado por telefone pelo Estadão sobre algumas informações de seu currículo de uma única página entregue à Câmara, o advogado encerrou a chamada abruptamente e não atendeu às novas ligações. A reportagem, então, enviou perguntas por escrito, por meio de um aplicativo de mensagens, mas o advogado não respondeu.

 

A despeito dos elogios dos líderes partidários que referendaram sua indicação, o currículo de Mário Nunes Maia, nas poucas linhas que possui, traz informações incompletas, que não permitem concluir se ele tem o notável saber jurídico exigido pela Constituição para a vaga de conselheiro do CNJ. O conselho é responsável por fiscalizar a conduta de juízes no País e formular resoluções para pautar a atuação dos magistrados. A reportagem pediu a confirmação a Mário Nunes Maia sobre a data de obtenção da OAB, mas não houve resposta.

 

No campo “atividades”, o advogado listou duas informações: “secretário da câmara cível do Tribunal de Justiça do Ceará” e “escritório de advocacia em Fortaleza e Brasília”. Ele não informa, porém, o período de cada uma dessas atividades, o nome dos escritórios, nem as funções desempenhadas. Em pesquisa feita pela reportagem na base de processos do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal da 1ª e da 5ª Região, além do Tribunal de Justiça do Ceará, foram encontrados apenas três processos em que Mário Nunes Maia consta como advogado.  

Mário informou à Câmara que está cursando mestrado na Universidade de Lisboa e, ao mesmo tempo, três pós-graduações na PUC Minas. A instituição mineira confirmou a informação. A portuguesa não respondeu.

 

O filho do ministro menciona cinco livros em seu currículo que têm sua participação. Destes, três foram escritos em coautoria com o pai, Napoleão, conforme constatou a reportagem. Quanto aos outros dois livros, "As origens das leis escritas e do método de sua aplicação literal" e "Direito Fundamental de Acesso à Justiça", não foram encontrados registros na internet.

 

Idiomas

 

Seu currículo, atualizado pela última vez em 2016, informa que ele era advogado desde 2010 e, no campo “Idiomas”, lista apenas o português, com a descrição de que “Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem”.

O currículo entregue à Câmara nem sequer informa a instituição de ensino e o ano em que concluiu o curso de Direito. Há um registro, no entanto, na plataforma Lattes, de um currículo acadêmico em seu nome, que aponta a graduação na Faculdade Faria Brito, em Fortaleza, concluída em 2012, quando Mário Nunes Maia tinha 36 anos. Entre a graduação e uma cadeira no CNJ, portanto, são apenas oito anos de experiência.

A reportagem pediu a Mário Nunes Maia esclarecimento sobre algumas das informações do currículo. "Só vou me manifestar após a sabatina do Senado”, disse ele. A reportagem insistiu. "Vou aguardar, porque ainda tem a sabatina do Senado e prefiro não me pronunciar", manteve a posição, desligando o telefone logo em seguida.

Em um comunicado do Ministério Público do Estado de Goiás, em 2012, é informado que Mário Nunes Maia teve inscrição indeferida em um concurso para ingresso na carreira do MP estadual.  Em outro concurso público, desta vez para a Defensoria Pública do Estado do Paraná, também em 2012, o nome de Mário aparece como inscrito na primeira fase. Depois, não aparece entre os classificados para a segunda.

 

Deputado diz que recebeu pedido do ministro Napoleão: “Você pode conversar com ele?”

 

Um deputado federal de um partido com bancada relevante na Câmara disse à reportagem que o ministro Napoleão Nunes Maia lhe fez um pedido, para que conversasse com o filho sobre a indicação ao CNJ. “Meu filho é candidato ao CNJ e estava querendo falar com você. Você pode conversar com ele?”, contou o deputado, ao relatar o que teria ouvido do ministro Napoleão Nunes Maia, a quem conhece há bastante tempo. Essa conversa ocorreu em julho, segundo o parlamentar, que falou sob condição de anonimato.

Napoleão Nunes Maia é conhecido no Superior Tribunal de Justiça pela posição firme, sempre em defesa dos políticos. É comum que, em julgamentos no tribunal, ele se posicione a favor dos advogados de defesa em ações de improbidade, por não identificar dolo (intenção) na atuação de agentes públicos.

 

Às vezes, é o único voto vencido, como ocorreu no julgamento em que a Corte Especial do STJ – integrada pelos 15 ministros mais antigos no tribunal – decidiu manter o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em setembro.

 

A reportagem questionou Napoleão, por meio da assessoria de imprensa do STJ, se conversou com parlamentares para ajudar na indicação do filho. O STJ afirmou que o ministro não foi localizado.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) disse que alguns parlamentares de sua bancada tinham sugerido a indicação de Mário Nunes Maia, devido à boa relação com o próprio advogado e com a família dele. Questionada se essa boa relação incluía o pai dele, a deputada disse que havia uma “relação dele (Mário Nunes Maia) e da família dele com parlamentares nossos”, mas negou que tenha havido influência de Napoleão Nunes Maia na escolha.

 

Outros deputados ouvidos pela reportagem disseram que foram procurados diretamente pelo advogado. Um deles, Gutemberg Reis, do MDB-RJ, disse que um conhecido em comum lhe apresentou Mário Nunes Maia no Salão Verde da Câmara dos Deputados, alguns meses atrás, e optou pelo nome quando viu os demais candidatos à vaga, pois era o único que conhecia.

 

O deputado Denis Bezerra (PSB-CE) chegou a estudar com Mário Nunes Maia em uma disciplina do curso de Direito no Ceará e disse que optou pelo advogado porque já tinha com ele uma relação pessoal. Denis elogiou o currículo de Maia, dizendo que ele tinha especializações, mas a reportagem apontou que essa informação não consta no currículo. O deputado então disse: “Se a gente for analisar essas questões curriculares dos três que estavam concorrendo (à vaga no CNJ), eu acredito que tenham pessoas ainda muito mais qualificadas (do que eles) que poderiam ser avaliadas, mas eram os que estavam inscritos e a gente acabou fazendo opção enquanto bancada, apenas no dia”, disse.


Entre os outros dois candidatos à vaga no conselho que participaram da votação, a advogada Janaína Lima Penalva, indicada pelo PSOL, é doutora em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde também é professora, e já trabalhou como diretora do próprio CNJ. O advogado Cesar Augusto Wolff, indicado pelo Novo, é professor universitário e mestre em Ciências Jurídicas. Mario Maia teve 364 votos. Cesar Wolff, 40. Janaína Penalva, 35.

 

Reação

 

Após a publicação desta reportagem, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse ser “lamentável que essa decisão tenha sido feita assim de última hora” pela Câmara. “Todas as decisões da Câmara que são feitas dessa maneira são, normalmente, em virtude de acordos feitos de bastidor, que a maior parte dos deputados não conhece. E tudo indica que tenha sido a mesma coisa nesse caso. É triste que a gente veja, no Brasil, órgãos importantes como o CNJ, que foi criados justamente para ser um conselho e supervisionar o trabalho nas nossas cortes, sendo aparelhados por familiares de outros membros de tribunais, por exemplo, sem que tenham a devida qualificação.”

 

Na avaliação do parlamentar, o fato de ser um familiar não deveria ser um problema, “se a pessoa tivesse um currículo, uma trajetória que justificasse, e que não dependesse de lobby justamente de familiares para que fosse indicado, o que, inclusive, qualifica-se como nepotismo”. Hattem diz esperar que o Senado reverta a decisão da Câmara.

 

 

 Fonte: O Estado de S. Paulo   por Brendo Pires












 


DESEMPREGO DISPARA E VAI A 14,4%

Reuters (Foto: Reuters)

30 de outubro de 2020


O motivo é o aumento da procura por trabalho com a perspectiva de fim do auxílio-emergencial

 

247 - A taxa de desemprego no Brasil foi de 14,4%, no trimestre de junho a agosto deste ano, a maior taxa desde que inicou-se a série histórica de acompanhamento no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nada menos que 13,8 milhões de pessoas estão desempregadas. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (30) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE.

Na comparação com o trimestre anterior (março a maio), houve aumento de 1,6 ponto percentual (12,9%). Já em comparação com o mesmo trimestre de 2019, são 2,6 pontos percentuais a mais (11,8%).

A população ocupada recuou para 81,7 milhões, o menor contingente da série histórica.

 

 

Fonte: Brasil 247    por IBGE






















BOLSA DERRETE 7,22% NA SEMANA, NA PIOR DESDE MARÇO E DÓLAR FECHA EM R$ 5,738

Ibovespa sobe nos primeiros negócios com viés externo favorável (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

 30 de outubro de 2020



Nesta sexta-feira, o Ibovespa registrou queda de 2,72%, a 93.952,40 pontos, acumulando perda de 7,2% na semana, o que levou a uma performance negativa de 0,69% no mês. No ano, o declínio é de 18,76% 

 

Preocupações com o crescimento dos casos de Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos fizeram o Ibovespa abandonar a recuperação verificada nas primeiras semanas de outubro e fechar com sinal negativo no mês, em meio a temores de que novos “lockdowns” afetem a retomada da economia global.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa registrou queda de 2,72%, a 93.952,40 pontos, acumulando perda de 7,2% na semana, o que levou a uma performance negativa de 0,69% no mês. No ano, o declínio é de 18,76%.

A cautela antes da eleição presidencial norte-americana corroborou o viés mais defensivo. Apesar de pesquisas apontarem o democrata Joe Biden como favorito, a reeleição de Donald Trump não é descartada, assim como agentes financeiros temem um desfecho judicial no caso de um resultado muito apertado.

No pano de fundo, estão expectativas sobre mais estímulos fiscais para a maior economia do mundo, que ainda não vieram, na visão de muitos no mercado, em razão da disputa.

Já o dólar fechou em queda contra o real, cedendo terreno depois de ter superado os 5,80 reais mais cedo, o que levou o Banco Central a anunciar seu segundo leilão de moeda à vista em apenas três dias.

Apesar do alívio deste pregão, a moeda norte-americana fechou a semana em alta, marcando também seu terceiro mês consecutivo de valorização em outubro.

O dólar recuou 0,44% no dia, para 5,7383 reais, enquanto o dólar futuro negociado na B3 caía 0,13%, a 5,772 reais. Na máxima da sessão, a divisa norte-americana spot disparou a 5,8090 reais, seu maior patamar desde 15 de maio.

 

Fonte: Brasil 247   por Reuters – São Paulo

 












29 outubro 2020

CONTAS DO GOVERNO REGISTRAM ROMBO DE R$ 76,2 BILHÕES EM SETEMBRO

Moedas de 1 real (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

29 de outubro de 2020


Déficit primário do governo central foi de R$ 76,2 bilhões em setembro, segundo dados do Tesouro. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o rombo foi de R$ 677,4 bilhões

 

O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de 76,2 bilhões de reais em setembro, divulgou o Tesouro nesta quinta-feira.

O dado veio melhor que a projeção de um déficit de 79,7 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o rombo nas contas públicas foi de 677,4 bilhões de reais, contra 72,5 bilhões de reais em igual etapa de 2019. Em 12 meses, o déficit primário é de 707 bilhões de reais.

 

 

Fonte: Brasil 247 por Gabriel Ponte, Reuters 

 







VÍDEOS MOSTRAM CORRUPÇÃO NA GESTÃO ATUAL DE CAXIAS MA

29 de outubro de 2020



Desde à semana passada que roda nas redes sociais dois vídeos que sugerem que o prefeito de Caxias MA comete ato de corrupção, quem editou os vídeos deixou de forma fácil de entender como o Dr. Helton Mesquita foi persuadido a não aceitar ser Secretário de Saúde em Caxias, sendo que esta secretaria movimenta mais de cem milhões de reais por ano

 

 




Chama atenção é que os apoiadores do prefeito, entendem que é Fake News e atacam quem divulga os vídeos nos grupos de WhatsApp.

Porém quem continua apoiando o gestor depois das divulgações dos vídeos, sugere que são cúmplices da corrupção, senão, vejam o dito popular: “Diga-me com quem andas, que te direi quem sois.”

E não é só estes vídeos que sugerem que há corrupção na gestão atual, nos fornecimentos de combustíveis da Secretaria de Educação Municipal também, no ano de 2019 foram gastos R$ 691.040,01 de combustíveis, a Secretaria de Educação que tem 19 veículos, sendo 7 ônibus e 7 micro-ônibus, mais 2 carros ¾, 1 Hilux cabine dupla, 1 fiat Dublô e 1 fiat Mille Fire que rodaram durante o ano letivo. Absurdo estes gastos com os recursos do FUNDEB.

Mas em 2020, ano eleitoral, a secretaria de Educação contratou R$ 2.720.655,00 de combustíveis, início de entrega é de 04 de junho a 31 de dezembro de 2020, os gastos com combustíveis aumentaram em mais de 2 milhões de reais em relação aos gastos do ano passado na SEMECTI. Com um agravante, os ônibus e micro-ônibus não estão rodando porque não há aulas presenciais para transportar alunos.

Se isto é honestidade, não há mais corrupção no mundo. O pior é que os atuais 19 Vereadores estão calados e não veem nada.





Fonte: Diário Oficial do Município (DOM) do dia 28/06/2020















28 outubro 2020

MP NO TCU QUER SABER SE BOLSONARO TEM USADO ABIN E GSI PARA FINS PESSOAIS

Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Correa/PR | Reprodução)

28 de outubro de 2020


Para o subprocurador-geral Lucas Furtado, se constatado o uso da estrutura do Estado em benefício de Flávio Bolsonaro, pode caracterizar eventual crime de responsabilidade, "por atentar contra a segurança interna do país e a probidade na Administração Pública"

 

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu que a corte apure se o presidente Jair Bolsonaro tem usado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para atender interesses particulares.

A base da representação por desvio de finalidade é um editorial do jornal O Estado de S. Paulo. A publicação narra um encontro do presidente com integrantes dos órgãos, fora da agenda oficial, para tratar da suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, foi alvo de uma investigação encontro foi relevado na última sexta-feira pela Época. Conforme também noticiado pela ConJur, as advogadas do senador, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, se reuniram com o chefe do GSI, general Augusto Heleno, sob intermediação do presidente. 

"É difícil crer que autoridades do primeiro escalão da administração federal das áreas de inteligência e segurança institucional possam estar encarregadas de receber denúncias da natureza das que ora se cogita, relacionadas a ilícitos tributários e respectivas investigações", afirma o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que assina o pedido de apuração enviado ao TCU nesta quarta-feira (28/10).

De acordo com o subprocurador, os fatos noticiados sugerem o uso do cargo público para interferir na atuação de órgãos oficiais, "motivado supostamente por interesses político-pessoais, podendo caracterizar eventual crime de responsabilidade, por atentar contra a segurança interna do país e a probidade na Administração Pública".

O subprocurador diz ainda que os supostos atos irregulares praticados com desvio de finalidade podem influenciar no julgamento das contas do Presidente da República.

Na última sexta, Furtado já havia pedido ao TCU que determine que o GSI, a Abin, a Receita Federal e o Serpro suspendam atividades para obtenção de elementos de defesa para Flávio. Nessa representação, o subprocurador pede que seja enviada remessa do processo ao Ministério Público Federal, por suposto crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência.

Vale lembrar que tramita no Supremo Tribunal Federal inquérito que investiga as declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro sobre possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

 

 

Fonte: Brasil 247   por Fernanda Valente, Conjur













27 outubro 2020

FACHIN DETERMINA QUE LAVA JATO SE MANIFESTE EM 48 HORAS SOBRE PEDIDO DE LULA

 

Edson Fachin e Lula (Foto: STF | Ricardo Stuckert)

27 de outubro de 2020 


O ministro do STF Edson Fachin deu 48 horas para que a Operação Lava Jato de Curitiba e a PGR se manifestem sobre o pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula para acessar a investigação sobre a Petrobrás nos EUA

 

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin deu 48 horas para que a Operação Lava Jato de Curitiba e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acessar a investigação sobre a Petrobrás nos Estados Unidos. O ministro deu o prazo para que ambos informem se tiveram acesso ao material.

"Carecem as manifestações de esclarecimentos indispensáveis à elucidação da controvérsia, em específico quanto ao suposto acesso por parte do Ministério Público dos documentos almejados pelo reclamante, mediante afronta à paridade de armas", disse o ministro em despacho na noite desta segunda-feira (26). O relato dele foi publicado pela coluna Radar

O ministro pediu com urgência para que a PGR e a Lava-Jato de Curitiba se manifestem "sobre a eventual obtenção de acesso aos documentos pretendidos' pela defesa de Lula, "devendo especificar, em caso afirmativo, de que modo foram compartilhados".

Em sua decisão, Fachin também solicitou que a Petrobrás "preste esclarecimentos complementares acerca do possível fornecimento de cópia da íntegra do processo em que foram firmados o Non-Prosecution Agreement (DoJ) e o Cease-And-Desist-Order (SEC) com autoridades estadunidenses a quaisquer dos órgãos do Ministério Público". 

De acordo com advogados do ex-presidente, a estatal teria tido posição antagônica à que apresentou na justiça brasileira. A defesa também entendeu que a Petrobrás assumiu sua culpa em crimes e não colocou o ex-presidente como líder de organização criminosa.

 

 

Fonte: Brasil 247  por Coluna Radar










DÓLAR FECHA EM MÁXIMA DESDE MAIO CONTRA REAL COM INCERTEZAS SOBRE EUA

Cédulas de dólar (Foto: REUTERS/Guadalupe Pardo)

27 de outubro de 2020



A divisa norte-americana à vista fechou em alta de 1,25%, a 5,6825 reais, seu maior patamar para encerramento desde 20 de maio (5,6902)

 

O dólar disparou contra o real nesta terça-feira, alcançando seu maior patamar para fechamento em cinco meses, refletindo preocupações globais em relação à disseminação da Covid-19, à negociação de estímulo nos Estados Unidos e à aproximação das acirradas eleições norte-americanas, em meio ainda a um cenário fiscal doméstico teimosamente incerto.

A divisa norte-americana à vista fechou em alta de 1,25%, a 5,6825 reais, seu maior patamar para encerramento desde 20 de maio (5,6902). Na máxima da sessão, o dólar chegou a tocar 5,6845 reais, alta de 1,29%.

Na B3, o principal contrato de dólar futuro tinha alta de 1,04%, a 5,6850 reais.

A disputa entre o atual presidente norte-americano, Donald Trump, e seu adversário democrata, Joe Biden, está sendo atentamente acompanhada por investidores de todo o mundo, que estão em busca de pistas sobre possíveis medidas de auxílio fiscal que poderiam ser adotadas depois que os norte-americanos forem às urnas.

Mesmo depois que um pacote anterior expirou, em julho, as autoridades da Casa Branca e Congresso dos EUA passaram os últimos meses sem conseguir chegar a um acordo sobre mais medidas de combate à pandemia, levantando dúvidas sobre a recuperação do emprego e da atividade empresarial da maior economia do mundo.

Trump reconheceu nesta terça-feira que o pacote provavelmente virá após as eleições de 3 de novembro, incapaz de superar as diferenças em relação aos termos de um acordo com seus colegas republicanos no Senado dos EUA ou com os parlamentares democratas.

“O que nós tivemos hoje foi aversão forte ao risco lá fora. O mercado está bastante conturbado, e a disputa norte-americana pode trazer surpresas”, disse à Reuters Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Enquanto, isso, a Covid-19 continua se espalhando pelos Estados Unidos, gerando temores sobre a imposição de restrições à atividade em algumas partes do país. Na Europa, vários países estão registrando números recordes de infecções, com as autoridades da França buscando opções a lockdowns mais rigorosos.

“A segunda onda (de coronavírus) também deixou o mercado muito instável. Em caso de novos lockdowns, as grandes economias vão sofrer muito mais e ter mais gastos”, explicou Galhardo.

No Brasil, além das dúvidas sobre como o governo conciliaria seu projeto de auxílio --batizado de Renda Cidadã-- a um Orçamento apertado, impasses políticos em Brasília, atrasos na agenda de reformas estruturais e um ambiente de juros extremamente baixos têm sido apontados como fatores de impulso para o dólar nos últimos meses.

“O lado político está em marcha lenta, não está com pressa de votar coisas importantes”, completou Galhardo. “Tudo isso, de qualquer forma, está pendurado no preço (do dólar).”

Nesta terça-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deu início a sua reunião de decisão de juros, cujo resultado será divulgado na quarta-feira. A expectativa é de que o Copom mantenha a taxa Selic em sua mínima histórica de 2%.

“O primeiro dia de reunião do Copom traz à autoridade monetária o desafio de alterar seu discurso insistente de abertura de espaço para futuros cortes de juros e definir por um ‘fechamento definitivo da porta’ no curto prazo, em meio aos desafios tanto inflacionários quanto fiscais”, escreveu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

O patamar da taxa de juros tem influência sobre o mercado de câmbio, uma vez que dita a rentabilidade de ativos brasileiros atrelados à Selic, afetando a entrada de investidores no Brasil e, consequentemente, o fluxo de dólares.

 

 

Fonte: Brasil 247  por Reuters