09 novembro 2020

MULHERES DE BH PROTESTAM EM DEFESA DE MARIANA FERRER: CONFIRA AS FOTOS

(Foto de Uarlem Valério)

9 de novembro de 2020


 Movimento foi convocado por estudante de 17 anos; vários coletivos feministas participaram do ato

 

Os protestos em favor da blogueira Mariana Ferrer ganharam as ruas de Belo Horizonte neste sábado (7) com uma manifestação na Praça 7, no Centro da capital. O ato reuniu dezenas de mulheres e vários coletivos feministas. Com faixas, carro de som e banda de música, as manifestantes seguiram até a Praça da Estação, onde terminou o ato. O grito do coletivo foi contra o resultado do julgamento, que inocentou o acusado de estupro, mas também por outras realidades de opressão contra mulheres. 

O convite para a movimentação em Belo Horizonte partiu da estudante Carolina Vitória de Souza, de 17 anos."Pelo Instagram vi o caso da Mari, e achei  um absurdo. Junto com um grupo de meninas, decidimos que seremos a voz da Mari nas ruas. É um movimento apartidário e vários movimentos se juntaram para participar desse protesto. Fiquei surpresa e muito feliz com isso", disse a organizadora. 


A manifestação em favor de Mariana Ferrer na capital, que começou com um convite da estudante Carolina, faz parte do movimento " Na rua por Mari Ferrer", com coletivos de todo país. De acordo com a Polícia Militar, o ato em BH foi pacífico e não houve nenhum registro de tumulto. A corporação estima que cerca de 300 pessoas participaram da ação.

Uma das manifestantes, a psicóloga Andreza Soares Silva Oliveira, de 29 anos, viu no protesto a oportunidade de sair do ativismo exclusivamente nas redes sociais. “As redes sociais é um lugar que eu mantenho para protestar, mas estar na rua é uma oportunidade a mais de evitar regresso em nossa luta feminista. Não quero que continua todo esse retrocesso que temos vivenciado e vimos no caso da Mariana”, ressaltou.


O convite para o protesto para a estudante Camila Rodrigues, de 23 anos também partiu das redes sociais. Ela explica que o motivo do engajamento vai além do gênero, mas, reflete uma injustiça que ela já vivenciou. "O que me motivou foi a injustiça que Mariana sofreu. Eu sofri assédio quando tinha 14 anos e não denunciei na época por medo. Agora toda oportunidade que tenho me junto para lutar por outras mulheres", disse a estudante Camila Rodrigues, de 23 anos.



O ato

O protesto "Na rua por Mari Ferrer" teve início às 3 da tarde deste sábado, no quarteirão da Praça 7, em frente ao posto do UAI, no centro de BH. Até às 4 da tarde os manifestantes cantaram e fizeram intervenções destacando as informações que mais marcaram no caso da blogueira Ferrer. Uma dessas informações destacadas foi o fato do advogado do empresário que era acusado de ter cometido o estupro ter intimidado a vítima em sua defesa. Depois das 4 da tarde, o grupo seguiu caminhando até a Praça da Estação e os atos continuaram por lá. 
 
“O sistema judiciário machista vem já há muito tempo nos diminuindo, nos aterrorizando. Neste movimento vejo a oportunidade de lutar não só por ela (Ferrer), mas por todas as mulheres", defendeu a professora Kelly Assis, de 34 anos, membro do coletivo feminista 8M.

Sem complicações no trânsito

No deslocamento da Praça 7 até a Praça da Estação, a Polícia Militar fechou uma das pistas da avenida Amazonas, mas o bloqueio não causou tumulto no trânsito.  

O caso

Mariana Ferrer é uma influenciadora digital que acusou o empresário André Aranha de tê-la estuprado, em 2018, durante uma festa em Santa Catarina, quando ela estava sob efeito de drogas. O empresário foi inocentado trechos da audiência foi publicado durante a semana mostrando a vítima sendo coagida pelo advogado do suposto estuprador.

 


Fonte: Jornal O Tempo   por Aline Peres

 













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